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Noa-Lynn van Leuven abre caminho e sente o amor no Alexandra Palace | Campeonato Mundial PDC

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Jonathan Liew at Alexandra Palace

Fde todos os cantos do West Hall, das arquibancadas aos assentos das mesas, ouviam-se vaias. No palco, Noa-Lynn van Leuven manteve a cabeça erguida. Tentou manter o foco em meio à cacofonia de escárnio e desdém sendo atirada em sua direção pela multidão.

Agora, antes que o seu meio de comunicação patriótico favorito fique muito animado, este não foi um ato de protesto, preconceito ou crueldade. Van Leuven estava simplesmente pagando a penalidade pública que aguarda todos os jogadores quando eles iniciam uma etapa com dois 180s e depois erram o sétimo dardo de uma tentativa de finalização com nove dardos. Apenas uma coisa normal que acontece o tempo todo e não é grande coisa.

Assim como, de certa forma, a presença de van Leuven no Alexandra Palace este ano. E fora do contexto, a visão do número 144 do mundo perdendo para o número 51 do mundo, Kevin Doets, na primeira rodada dificilmente mereceria muitos comentários fora da Holanda, de onde ambos os jogadores vêm. Mas então, você tem o contexto.

Esse contexto são ameaças de morte diariamente. Mensagens cruéis nas redes sociais. Mesmo agora, o Profissional Dardos A corporação tem que desligar os comentários toda vez que posta sobre ela no X. Mas a jovem de 28 anos de Heemskerk já se acostumou há muito tempo com o olhar selvagem. Há muito que aprendi a calar o ruído, a consolar-me na simplicidade e na sinceridade de três dardos e de um alvo.

“É simplesmente um grande jogo”, disse ela após sua derrota. “Eu amo o jogo. Eu só quero jogar dardos. E qualquer um que esteja sendo terrível comigo, isso diz mais sobre eles.”

Noa-Lynn van Leuven se consola depois de perder a partida contra Kevin Doets. Fotografia: Tom Jenkins/The Guardian

Van Leuven não vai parar. Este foi um ano marcante para ela, um ano de melhorias prodigiosas, com vitórias marcantes contra os homens no Challenge Tour, somadas a múltiplas vitórias na Women’s Series, uma estreia no Grand Slam e aqui o cheiro de um choque todo-poderoso. Ela venceu o primeiro set e teria uma média de mais de 90, se não fosse por uma perna ridícula no segundo.

Doets finalmente conquistou em 33 dardos após uma festa de duplas perdidas, e foi um momento crucial na partida. Com uma vantagem potencial de 2 a 0, Doets conseguiu uma vitória por 3 a 1 e um encontro no segundo turno com Michael Smith. Quanto a Van Leuven, ela irá para a Q-School no próximo mês na tentativa de ganhar um cartão de tour profissional pela primeira vez.

“Parei de jogar dardos por alguns anos porque estava infeliz comigo mesmo”, disse Van Leuven. “Kevin continuou jogando dardos. Ele chegou ao Pro Tour. Ele tem muito mais experiência do que eu. Acho que foi isso que fez a diferença neste jogo.”

Mas de todos os cantos do West Hall, das arquibancadas aos assentos das mesas, a multidão a acolheu calorosamente. Eles a levaram para o palco, rugiram em 180, e a expulsaram do palco novamente. “Para ser justo, eu esperava muito mau comportamento da multidão hoje”, disse Doets. “Mas acho que não ouvi uma única vaia para ela. Eu gosto disso.”

E foi dentro dos dardos que Van Leuven encontrou alguns dos seus mais fortes apoios. Colegas jogadores como Fallon SherrockLuke Humphries e Michael van Gerwen a defenderam. Pessoas que não praticam dardos – com um leve verniz de esnobismo – muitas vezes acham esta solidariedade surpreendente. Mas este sempre foi um esporte onde todos são bem-vindos. Onde não importa de onde você vem, quem você é ou quem você foi. Tudo o que importa são os três dardos em sua mão e a magia contida neles.

Fallon Sherrock perdeu por 3 a 2 para Ryan Meikle, que enfrentará Luke Littler no segundo turno. Fotografia: Tom Jenkins/The Guardian

Sherrock sabe disso melhor do que ninguém, tendo alcançado de forma memorável as oitavas de final aqui em sua estreia, cinco anos atrás, antes de ir para as quartas de final do Grand Slam em 2021. Mas a magia é invocada um pouco mais raramente hoje em dia. Em sua quinta aparição no Palácio, ela foi derrotada por 3 a 2 por Ryan Meikle em um jogo sujo. O canhoto Meikle se tornará o primeiro oponente de Luke Littler neste torneio e, a menos que ele mostre uma melhora significativa, suas chances são mínimas ou nulas.

Também tivemos o maior choque do torneio até agora, quando o campeão mundial do Grande Prêmio Mike De Decker foi eliminado por Lucas Woodhouse. De Decker está em uma sequência impressionante de outono e poderia esperar uma chance na Premier League no próximo ano. Isso parece uma perspectiva mais remota agora, depois de um desempenho dócil sob as luzes brilhantes, mesmo que Woodhouse – um jogador confiável no nível Pro Tour – tenha sido um dos empates mais difíceis que ele poderia ter conseguido primeiro.

No último jogo da noite, Pedro Wright passou furtivamente por um encontro contundente contra o altamente cotado Wesley Plaisier para definir um empate na terceira rodada contra o em boa forma Jermaine Wattimena. Plaisier errou oito dardos para vencer o segundo set, dois para vencer o quarto, 20 no total, superando Wright nas médias por quatro pontos. Dito isto: a última vez que Wright sobreviveu a um susto precoce como este, em 2020, ele venceu o torneio.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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