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Nomeado de Trump para Oriente Médio não explica fortuna – 13/12/2024 – Mundo
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2 anos atrásem
Ruth Maclean, Justin Scheck, Charles Homans, Oladeinde Olawoyin
Massad Boulos, o conselheiro para Oriente Médio escolhido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, desfruta de uma reputação como magnata bilionário à frente de um negócio que leva o nome de sua família.
Boulos foi perfilado como um magnata pela imprensa global, dizendo a um repórter em outubro que sua empresa vale bilhões de dólares. O republicano até mesmo lhe conferiu o que pode ser o maior elogio vindo dele: “[Boulos] é um negociador.”
Registros mostram, no entanto, que o empresário passou as últimas duas décadas vendendo caminhões e maquinário pesado na Nigéria para uma empresa controlada por seu sogro. Ele é CEO da empresa, SCOA Nigeria, que teve um lucro de menos de US$ 66 mil no ano passado, de acordo com documentos corporativos.
Não há indicação nos documentos corporativos de que Boulos, um libanês-americano cujo filho é casado com a filha de Trump, Tiffany, seja um homem de riqueza significativa resultante de seus negócios. A concessionária de caminhões está avaliada em cerca de US$ 865 mil, segundo o preço atual das ações. A participação de Boulos, de acordo com registros de valores mobiliários, vale US$ 1,53.
Quanto à Boulos Enterprises, empreendimento que foi chamado de negócio familiar do empresário no britânico Financial Times e em outros veículos, um executivo da empresa diz ser de propriedade de outra família com nome Boulos.
O empresário será o responsável por aconselhar Trump a respeito de uma das regiões mais conflituosas do mundo, que ele mesmo disse, nesta semana, que não visita há anos. A posição de conselheiro não requer aprovação do Senado.
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A confusão sobre o histórico de Boulos —e sua falha em esclarecer mal-entendidos até ser questionado nesta semana pelo New York Times— levanta questões sobre quão minuciosamente a equipe de Trump e o Partido Republicano investigaram os nomes indicados para o gabinete e outras funções ligadas à Casa Branca.
Além disso, a situação do indicado soma-se ao imbróglio recente da legenda com o ex-deputado George Santos, cujas mentiras lhe custaram a expulsão do Congresso e a admissão recente de culpa por crimes de fraude e roubo de identidade.
A equipe de transição de Trump teve ainda de lidar recentemente, por exemplo, com acusações de má conduta sexual contra Pete Hegseth, o escolhido para secretário de Defesa, e Matt Gaetz, que renunciou à indicação para liderar o departamento de Justiça.
Um porta-voz da equipe de transição de Trump se recusou a comentar.
Boulos, um cristão do norte do Líbano que imigrou para o Texas na adolescência, ganhou destaque a partir de 2018, quando seu filho Michael começou a namorar Tiffany Trump.
Neste ano, Boulos ajudou Trump a conquistar eleitores árabe-americanos e, no primeiro semestre, serviu como intermediário entre o republicano e o líder da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.
Boulos disse que conheceu Trump pela primeira vez em uma festa de Natal na Casa Branca, em 2019. “Ele foi muito, muito caloroso, muito acolhedor”, disse o empresário.
Em Michigan, lar da maior porcentagem de população árabe-americana do país, Boulos apresentou Trump como o candidato mais bem posicionado para trazer paz ao Oriente Médio durante a campanha, neste ano.
“Ele foi uma estrela”, disse Yahya Basha, um médico sírio-americano e doador político em Royal Oak, Michigan. “As pessoas o amavam.” Trump venceu o estado na eleição, ajudado por distritos predominantemente árabe-americanos na área de Detroit.
Em outubro, o New York Times perguntou a Boulos sobre sua riqueza e negócios.
“Sua empresa é descrita como uma empresa multibilionária”, perguntou o jornal. “Você mesmo é bilionário?” Boulos disse que não gostava de se descrever dessa forma, mas que os jornalistas adotaram o rótulo.
“É correto descrever a empresa como multibilionária?” o repórter insistiu. “Sim”, respondeu Boulos. “É uma grande empresa. Longa história.”
Em outra ligação, na quarta-feira (11), ele disse que estava se referindo às empresas de seu sogro, que ele afirma valerem, coletivamente, mais de US$ 1 bilhão.
Ele confirmou também que não tem relação com a Boulos Enterprises. Perguntado por que nunca corrigiu o registro feito por veículos de imprensa, ele disse que tinha o hábito de não comentar sobre seus negócios.
Boulos tem um histórico de pequenos empreendimentos comerciais. Registros corporativos na Nigéria o ligam a um restaurante, algumas empresas de construção inativas e à Tantra Beverages, uma empresa agora extinta que foi criada para vender uma “bebida erótica” que “dá aos homens e mulheres o impulso estimulante definitivo”, de acordo com seu fabricante.
Boulos disse que um associado administra o restaurante e que ele não se lembrava do empreendimento da bebida. (Após a publicação da reportagem, Boulos disse que se lembrava da Tantra e que fazia parte de uma tentativa de vender bebidas energéticas que nunca decolou.)
Qualquer riqueza significativa que possua vem da família de sua esposa, Sarah Fadoul Boulos, segundo ele.
Ela é filha de Michel Zouhair Fadoul, cidadão da França e de Burkina Fasso, que passou décadas montando um mosaico de empresas de exploração madeireira, construção e distribuição de automóveis em toda a África Ocidental e Central.
O New York Times não conseguiu encontrar nenhuma indicação, seja em documentos da empresa ou registros do fornecedor de dados corporativos Sayari, de que Boulos tenha uma participação direta nesses negócios, para além da concessionária de caminhões.
Massad Boulos conheceu Sarah Fadoul por meio da família no Líbano e se casou jovem, diz ela. Ambos estudaram no Texas, afirmou ela em entrevistas em podcasts voltados para a elite em Lagos, na Nigéria.
Trump se referiu a Boulos como advogado, e a ABC News relatou que ele se formou em direito pela Universidade de Houston. Mas a faculdade disse que não tem registro disso. Em vez disso, ele se formou em outra faculdade, a Universidade de Houston-Downtown, em 1993, e obteve um diploma de bacharel em administração de empresas.
O casal planejava se mudar para Nova York, onde ela disse que ele havia recebido uma oferta de emprego em um escritório de advocacia. Mas o pai dela interveio e convidou o jovem casal para trabalhar em seus negócios na África. Em 1996, o casal se mudou para Lagos.
Fadoul colocou o casal no comando de uma concessionária de caminhões e maquinário na Nigéria, disse Fadoul. Documentos corporativos mostram que a empresa não cresceu muito ao longo dos anos.
Os negócios estavam devagar quando um repórter visitou a sede em Lagos neste mês. Algumas dezenas de máquinas pesadas e caminhões estavam em um lote ao lado de uma rodovia, e um punhado de funcionários estava sentado atrás de mesas dentro do escritório. Boulos costumava vir regularmente, disseram os funcionários, mas, desde julho, ele estava nos Estados Unidos fazendo campanha para Trump.
A filial da SCOA na cidade nigeriana de Kano fechou há quatro anos por falta de clientes, disse um ex-funcionário, Kamal Ishaq, na quarta-feira.
Fadoul Boulos disse que trabalhou ao lado do marido por um tempo. Mas então, após um despertar espiritual, ela disse, Deus a chamou para dançar. Ela fundou a Sociedade para as Artes Performáticas na Nigéria, onde se autodenomina “visionária”. A sociedade ensina dança a jovens nigerianos, organiza acampamentos de verão e realiza apresentações.
Fadoul Boulos frequentemente posta vídeos de si mesma nas redes sociais fazendo piruetas e acenando bandeiras ao som de louvores —inclusive em sua igreja pentecostal favorita em Lagos, a House on the Rock, cujo pastor principal abençoou o casamento de Tiffany Trump em 2022.
Michael Boulos, o filho mais novo do casal, supostamente conheceu Tiffany no clube da atriz Lindsay Lohan na Grécia, em 2018, quando ele tinha cerca de 22 anos e ela 25.
Logo após o noivado, começaram a circular relatos descrevendo Michael Boulos como filho e herdeiro de um bilionário. Massad Boulos disse em uma entrevista nesta semana que Michael era herdeiro do negócio da família.
O anel de diamante que Michael deu a Tiffany, com preço relatado de US$ 1 milhão, parecia confirmar grande riqueza.
Michael era diretor associado da concessionária de caminhões quando se casaram e trabalhou para uma empresa de investimentos de risco nos EUA e uma empresa de aluguel de iates, de acordo com a PitchBook.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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Ufac e Fiocruz fazem oficina sobre leishmaniose em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026A Ufac e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizaram a oficina Epidemiologia, Vigilância e Controle da Leishmaniose Cutânea. O evento ocorreu em 1 de junho, no auditório do Instituto Federal do Acre, em Sena Madureira (AC), reunindo 110 agentes comunitários de saúde e 20 agentes de combate às endemias.
A programação contou com palestras e discussões sobre aspectos epidemiológicos, clínicos e diagnósticos da doença, abordando ciclos de transmissão, vetores e reservatórios envolvidos na manutenção da chamada “ferida brava”, nome popular da leishmaniose cutânea. Além disso, foram realizadas atividades práticas com o uso de lupas e microscópios, permitindo aos profissionais a observação de características dos vetores e compreensão dos métodos laboratoriais utilizados no diagnóstico da doença.
Com mais de 11 mil casos registrados na última década, o Acre ocupa posição de destaque no cenário nacional da doença. Em 2025, o município de Sena Madureira foi classificado pelo Ministério da Saúde como área de risco intenso para transmissão da leishmaniose cutânea, apresentando média anual de 64 casos.
A oficina integra as atividades do projeto de ensino, pesquisa e extensão EpiLeish-Acre, que na Ufac é coordenado pelo professor Francisco Glauco de Araujo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza. Para o pesquisador Leandro Siqueira, do Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz, ações educativas para enfrentar a doença são fundamentais. “Profissionais bem capacitados conseguem orientar de forma mais eficaz a população, contribuindo para o diagnóstico e tratamento precoce”, ressaltou.
O secretário municipal de Saúde de Sena Madureira, Willisson Viana, destacou a relevância das parcerias institucionais. “Buscamos fortalecer parcerias com instituições de referência, como a Fiocruz e a Ufac, que contribuem significativamente para o desenvolvimento técnico das nossas equipes.”
O diretor da Vigilância em Saúde de Sena Madureira, Serginey Amorim, disse que a capacitação fortalece ações de saúde pública. “Com conhecimento atualizado e capacitação contínua, ampliamos a prevenção, melhoramos o diagnóstico precoce e fortalecemos as ações de controle da doença em nosso município.”
A iniciativa foi organizada pelos Laboratórios de Patologia e Biologia Parasitária e de Entomologia Médica, da Ufac, e pelo Laboratório de Pesquisa Clínica e Vigilância em Leishmanioses, da Fiocruz.
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