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Norte-coreanos mortos em Kursk ao entrarem para valer na guerra Rússia-Ucrânia | Notícias da guerra Rússia-Ucrânia

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Os soldados norte-coreanos começaram a voltar para casa em sacos para cadáveres no fim de semana, enquanto lutavam ao lado dos russos em grande número pela primeira vez.

“Hoje, já temos dados preliminares de que os russos começaram a usar soldados norte-coreanos nos seus ataques. Um número significativo deles”, disse o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, no sábado.

A inteligência militar da Ucrânia (GUR) informou que os norte-coreanos foram incorporados com fuzileiros navais russos e tropas aerotransportadas – unidades de elite – na região russa de Kursk, que a Ucrânia contra-invadiu.

“Em uma das posições na região de Kursk, os soldados do exército (da República Popular Democrática da Coreia-RPDC) foram efetivamente ‘cobertos’ com drones (visão em primeira pessoa)”, disse o GUR em um comunicado, estimando as perdas combinadas de russos e Norte-coreanos aos 200 no primeiro dia de combate.

A Al Jazeera não conseguiu confirmar o número.

Oito deles teriam sido mortos quando os norte-coreanos abriram fogo por engano contra as tropas chechenas pertencentes ao Batalhão Ahmat.

“A barreira linguística continua a ser um obstáculo difícil à gestão e coordenação”, afirmou o GUR.

Muitas das perdas ocorreram quando as tropas norte-coreanas tentaram recuperar as aldeias russas de Plekhovo, a 2 km (1,2 milhas) da fronteira com a Ucrânia, e Vorozhba e Martynovka, a 10 km (6,2 milhas) dentro da Rússia.

Os “Birds of Magyar” da Ucrânia, uma unidade do Corpo de Fuzileiros Navais especializada em combate aéreo não tripulado, divulgaram um vídeo no domingo que supostamente mostrava norte-coreanos mortos em Kursk. A filmagem do drone pairou sobre uma fila de corpos com rostos cobertos.

“Depois de cada onda, 4 a 5 coreanos chegam em charretes, alinham as carcaças mutiladas em tiras, como no vídeo, e mascaram os rostos dos falecidos”, disse a unidade em comunicado.

(Al Jazeera)

As outras unidades da Ucrânia que lutaram em Kursk orgulharam-se de destacar o sucesso contra os norte-coreanos, cuja presença Kiev vê como uma escalada significativa do conflito.

A Unidade Faust das Forças Especiais da Ucrânia relatou ter matado ou ferido 33 norte-coreanos em Kursk usando drones leves.

“Os coreanos, apesar de suas caminhadas estranhas pelos campos, são treinados para responder aos drones e tentar fugir deles. Eles ainda não adotaram a tática russa de congelar quando um FPV (drone) aparece”, escreveu a unidade em seu canal Telegram.

O 8º Regimento das Forças Especiais Ucranianas disse ter matado 50 soldados norte-coreanos em Kursk e ferido 47 entre sábado e segunda-feira.

Separadamente, a 95ª Brigada de Assalto Aerotransportada da Polissia afirmou ter matado mais de 50 soldados em dois dias e ferido 100. “No entanto, só afirmaremos que se tratava de mercenários coreanos depois que um prisioneiro coreano contar sobre seu difícil destino”, escreveu a brigada em sua página do Telegram.

“Após graves perdas, as unidades da RPDC começaram a estabelecer postos de observação adicionais para detectar drones”, disse a inteligência militar ucraniana na terça-feira.

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(Al Jazeera)

Zelenskyy postou que a Rússia estava adotando táticas horríveis para obscurecer a perda de soldados norte-coreanos.

“Depois das batalhas com nossos homens, os russos também estão tentando… literalmente queimar os rostos dos soldados norte-coreanos mortos”, escreveu ele no Telegram.

Ele acrescentou: “Não há razão para os coreanos lutarem e morrerem por Putin. E mesmo depois da sua morte, tudo o que os espera da Rússia é zombaria.”

Não houve declarações da Rússia ou da Coreia do Norte sobre estas primeiras vítimas de mercenários coreanos.

Operações em solo russo

A Ucrânia também teve sucesso na realização de sabotagens e assassinatos atrás das linhas inimigas.

Durante a noite, de sexta para sábado, sabotadores queimaram um avião de combate Su-30 na pista do campo de aviação de Krymsk, em Krasnodar Krai.

Na mesma noite, a Ucrânia atacou a instalação de produção e descarregamento de combustível Steel Horse na região russa de Oryol, dizendo que era usada para abastecer os militares.

No dia anterior, queimaram e danificaram três locomotivas usadas para transportar material de guerra para a Ucrânia.

A Ucrânia também conduziu dois assassinatos de alto nível.

Na manhã de terça-feira, o Serviço de Segurança do Estado da Ucrânia (SBU) assassinou General Igor Kirillovchefe das tropas russas de proteção radiológica, química e biológica. Kirillov foi explodido enquanto passava por uma scooter estacionada carregada de explosivos, na Ryazansky Prospekt, nos subúrbios a leste de Moscou.

Kirillov era suspeito de ordenar o uso de armas químicas contra soldados ucranianos. Seu assistente, major Ilya Polikarpov, também foi morto.

Na quinta-feira, agentes ucranianos eram suspeitos de assassinar um importante cientista militar russo.

Mikhail Shatsky foi encontrado morto no parque florestal Kuzminsky, em Moscou. Ele teria estado envolvido na modernização de mísseis Kh-59 para o nível Kh-69 e na criação de software de IA para veículos aéreos não tripulados para os militares russos.

Shatsky era chefe de software da Mars, o Departamento de Pesquisa e Design de Moscou, uma subsidiária da Rosatom, a agência estatal russa de energia atômica.

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(Al Jazeera)

ATACMS pode estar fazendo seu trabalho

A Ucrânia também pode ter conseguido afastar as aeronaves russas o suficiente da linha da frente para dificultar a sua capacidade de lançar bombas planadoras.

O Estado-Maior da Ucrânia observou que a Rússia lançou 431 bombas planadoras nos primeiros 12 dias de Dezembro, depois de ter lançado mais de três vezes esse número nos primeiros 12 dias de Novembro.

“O declínio acentuado no número de ataques com bombas aéreas guiadas pode ser explicado pela permissão da Ucrânia para atacar profundamente a Rússia com mísseis ocidentais de longo alcance”, escreveu o meio de comunicação ucraniano Agentstvo News, citando Oliver Alexander, analista da OSINT.

“Segundo ele, a ameaça de usar ATACMS forçou a aviação russa a mover caças-bombardeiros Su-34 para campos de aviação que ficam a mais de 600 km (370 milhas) da linha de frente – fora da zona de destruição de mísseis ocidentais”, disse Agentstvo.

O presidente dos EUA, Joe Biden, autorizou ataques profundos usando ATACMS em 17 de novembro, e a Ucrânia fez o primeiro uso confirmado dos mísseis dois dias depois. Usou mísseis Storm Shadow/SCALP britânicos e franceses no dia seguinte.

Os números do Estado-Maior Ucraniano mostram que o número de bombas planadoras russas diminuiu constantemente na segunda quinzena de novembro.

O número médio diário de bombas planadoras em novembro foi de 110, segundo o Estado-Maior. Em dezembro, caiu para cerca de 40, disse Agentstvo.

“As forças russas estão, portanto, no bom caminho para lançar apenas um terço do número total de bombas planadoras que as forças russas lançaram este mês em Novembro de 2024”, disse o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), um think tank com sede em Washington.

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(Al Jazeera)

As bombas planadoras são importantes porque têm um enorme raio de explosão e a Ucrânia atribui-lhes o mérito de terem ajudado a Rússia a vencer a batalha pela cidade de Avdiivka em Fevereiro. Desde então, as forças russas avançaram lenta mas continuamente para formar uma saliência de 40 km (25 milhas) a oeste de Avdiivka.

Ainda assim, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, disse ser contra a decisão de Biden.

“Não creio que deveriam ter permitido que mísseis fossem lançados a 320 quilómetros da Rússia. Acho que isso foi uma coisa ruim”, disse Trump em sua primeira entrevista coletiva pós-eleitoral. “Achei que era uma coisa muito estúpida de se fazer.”

Trump disse que tentará buscar um acordo de cessar-fogo em 2025.

A decisão do ATACMS “removeu uma potencial moeda de troca que o presidente eleito Donald Trump poderia ter usado em futuras negociações de paz”, disse à Al Jazeera Demetries Andrew Grimes, ex-oficial da Marinha dos EUA, aviador e diplomata que apoia Trump.

Alguns criticaram Biden por conceder permissão tarde demais.

“A longa hesitação deu à Rússia tempo para afastar parte da sua logística”, disse Minna Alander, investigadora do Instituto Finlandês para Assuntos Internacionais. “No entanto, é importante que a Ucrânia seja capaz de atacar agora o território russo, pois pode finalmente lutar de uma forma que faça sentido”, disse ela à Al Jazeera.

Grimes acredita que a decisão “intensificou a urgência da Rússia em garantir ganhos no campo de batalha, uma vez que os russos enfrentam agora a ameaça de ataques de longo alcance a infra-estruturas militares críticas”.

O ISW estimou que a Rússia duplicou a sua taxa de avanço em Novembro em comparação com Outubro, reivindicando uma média de 27 quilómetros quadrados (10 milhas quadradas) por dia. Destruiu um total de 2.356 quilômetros quadrados (910 milhas quadradas) de terras ucranianas em 2024, disse o ISW.

O presidente russo, Vladimir Putin, agradeceu na segunda-feira às forças armadas por “libertarem” 189 assentamentos este ano, durante uma reunião do conselho do Ministério da Defesa. Ele disse que foi “um ano marcante para alcançar os objetivos da operação militar especial”.

A última utilização do ATACMS ocorreu na manhã de 11 de dezembro, quando seis mísseis atacaram o campo de aviação russo em Taganrog, um movimento contra o qual “haverá uma resposta”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

A guerra da Rússia vista do ar

A Rússia lançou liberalmente ataques aéreos contra cidades da Ucrânia, bem como contra os seus militares.

A Rússia lançou o que a ISW chamou de seu maior ataque aéreo contra a Ucrânia na sexta-feira, envolvendo 94 mísseis e 193 drones kamikaze.

A Ucrânia derrubou 81 mísseis e 80 drones, desorientando outros 105 com sistemas de guerra eletrónica, mas a operadora de energia ucraniana DTEK relatou graves danos a cinco das suas fábricas.

“Cada míssil tinha como alvo uma instalação energética específica”, disse Zelenskyy. “A greve foi programada para coincidir com a onda de frio. Este é um terror russo deliberado e cínico dirigido especificamente ao nosso povo.”

Zelenskyy disse numa reunião da Força Expedicionária Conjunta que a Ucrânia precisava de 12 a 15 sistemas de defesa aérea para proteger os seus céus, além dos cinco prometidos na cimeira da NATO em Washington, em Julho, aumentando o número pela segunda vez em duas semanas.

Em 10 de dezembro, Zelenskyy solicitou de 10 a 12 sistemas Patriot, acima do mínimo de sete que havia solicitado em abril. Seu último número não se refere aos sistemas Patriot em particular.

Numa reunião com o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, Zelenskyy descartou “apenas uma pausa nas hostilidades… apenas algo temporário ou incerto. Precisamos de uma posição partilhada forte – de todos os parceiros – e precisamos de uma paz genuína.”

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(Al Jazeera)



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre

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2026.09.24 Visita ao laboratório Charles Mérieux (2).jpg

A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.

O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.

A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.

(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)



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