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Novo antídoto neutraliza veneno mortal das 19 cobras mais perigosas, graças a homem picado 200 vezes

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Esse homem é o australiano Blake Donaldsen, o herói sem capa que pula no mar e salva uma mulher desconhecida, atacada por tubarão touro, numa praia na Austrália. - Foto: NYPost

Cientistas criaram um antídoto poderoso contra o veneno das 19 cobras mais mortais do mundo. O segredo ? O sangue de um homem hiperimune, picado mais de 200 vezes.

A novidade veio de um estudo publicado na semana passada na revista científica Cell. O novo antiveneno protege contra o veneno de cobras como naja-real, a mamba-negra, e a cobra-tigre.

A chave para a conquista está em Tim Friede, um homem que é doador especial. Os anticorpos dele viraram a base de um coquetel para salvar vidas. “O que era empolgante sobre o doador era seu histórico imunológico único. Ele não só criou esses anticorpos amplamente neutralizantes, como, neste caso, poderia dar origem a um antídoto de amplo espectro ou universal”, disse Jacob Glanville, CEO da Centivax. A dose já foi testada e teve resultados incríveis em camundongos.

Corpo como arma

O corpo de Tim Friede, morador dos Estados Unidos, é como uma arma contra as cobras.

Ao aplicar venenos dos répteis nele mesmo, Tim conseguiu desenvolver uma imunidade que surpreendeu a comunidade científica.

Agora, o corpo do homem produz anticorpos que neutralizam várias neurotoxinas.

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Coquetel poderoso

Com os anticorpos isolados do sangue de Tim, os pesquisadores criaram uma fórmula em três partes; dois anticorpos específicos e uma pequena molécula chamada varespladib.

A combinação mostrou ser altamente eficaz em testes com camundongos.

Entre as 19 cobras analisadas, houve proteção completa contra 13 espécies e parcial contra as demais.

O primeiro anticorpo protegeu contra seis espécies. Com a adição da molécula inibidora, mais três foram neutralizadas.

E o segundo completou o efeito, ampliando a proteção como nunca se viu antes.

Antídoto universal

Segundo Peter Kwong, professor da Universidade de Columbia, o grupo pode estar próximo de um antídoto universal.

“O produto final contemplado seria um único coquetel antiveneno, ou potencialmente faríamos dois: um para os elapídeos e outro para os viperídeos, porque algumas regiões do mundo têm apenas um ou outro.”

Os cientistas querem, agora, testar o antídoto em condições reais.

O primeiro passo vai ser fornecer doses para clínicas veterinárias na Austrália, onde muitos cães sofrem picadas de cobras.

Depois a ideia é testar o novo antídoto em humanos.

A mamba-negra, cobra rápida e letal, foi neutralizada com o antídoto. - Foto: National Geographic A mamba-negra, cobra rápida e letal, foi neutralizada com o antídoto. – Foto: National Geographic



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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

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Simpósios Ciências Ambientais e Agrárias-2026.jpg

O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



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Pesquisa da Ufac é premiada em Congresso Brasileiro de Sementes — Universidade Federal do Acre

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Ítalo Ribeiro em CBSementes-2026.png

Pesquisadores de programas de pós-graduação (PPGs) da Ufac conquistaram o prêmio de melhor trabalho na categoria Mestrado durante o 23º Congresso Brasileiro de Sementes, realizado de 25 a 28 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), e promovido pela Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes. O estudo trata de uma técnica baseada no uso de ultrassom para acelerar a germinação e o crescimento de mudas.

A autora principal é a mestranda Lívia Brito, com a colaboração de Ítalo Ribeiro, Rayane de Oliveira, João dos Santos, Janaína Alencar, Evandro Ferreira e Luis Maggi, que integram os PPGs em Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Biodiversidade e Biotecnologia; Produção Vegetal e Ciência Florestal, além do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O trabalho avaliou os impactos do ultrassom na espécie arbórea conhecida popularmente como bordão-de-velho ou sete-cascas. A planta possui valor econômico para alimentação humana e animal, além de potencial para projetos de reflorestamento. Contudo, a produção de mudas enfrenta barreiras devido ao seu revestimento, uma rigidez na casca da semente que dificulta a entrada de água e atrasa a germinação.

Os testes conduzidos no Laboratório de Biofísica da Ufac/Bionorte demonstraram que a aplicação de ultrassom com determinada frequência e intensidade pelo período de cinco minutos aumentou o percentual e a velocidade do processo de germinação. A tecnologia é pioneira no país, sem registros anteriores de aplicação em escala industrial no Brasil.

Segundo Lívia, a expectativa da equipe é estender a metodologia a outras culturas agrícolas e espécies nativas, sobretudo as ameaçadas de extinção. A investigação também abrange experimentos com a castanha-do-brasil, apontando dados preliminares de que doses específicas de ultrassom podem elevar os teores de proteína bruta e nitrogênio total nas plantas.

A comitiva da Ufac no congresso contou ainda com outras apresentações. Ítalo Ribeiro expôs os efeitos da técnica no crescimento inicial da ‘Apuleia leiocarpa’, espécie moveleira sob ameaça de extinção; Ronald Antônio Nascimento de Souza apresentou resultados aplicados a sementes de sangue-de-dragão e moringa; e o professor e orientador Luis Eduardo Maggi apresentou um software em desenvolvimento projetado para estimar com precisão a quantidade de energia acústica aplicada sobre as sementes.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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V SIMECO — Universidade Federal do Acre

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