POLÍTICA
Nunes pauta segurança e Boulos convoca padrinhos n…
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1 ano atrásem
Ramiro Brites
(Reprodução/TV Globo)
O último debate entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo antes do segundo turno das eleições iniciou marcado pela discussão sobre segurança pública e os apoios de padrinhos políticos, como o presidente Lula, o governador Tarcísio de Freitas e o ex-presidente Jair Bolsonaro. No primeiro bloco, Ricardo Nunes (MDB) perguntou sobre a atuação do psolista na Câmara dos Deputados, que não votou em um projeto para endurecer a pena de criminosos. Guilherme Boulos (PSOL) se esquivou e afirmou que não estava na sessão porque estava em reunião com Lula.
O deputado do PSOL começou o programa explorando o cenário do debate, que permite que os candidatos circulem pelo palco. Boulos mostrou a região nobre onde nasceu, e a escolha de criar suas filhas na periferia da Zona Sul da capital paulista. Já o prefeito insistiu na pauta de segurança pública, criticou as propostas do psolista para desmilitarizar a polícia e tentou colar pautas de costumes como descriminalização das drogas e do aborto.

Em resposta, o candidato do PSOL tentou criticar a privatização da Sabesp ao comentar a relação de Nunes com o governador Tarcísio de Freitas, comparou com o serviço desestatizado de energia elétrica e atacar o prefeito. “Você não teve pulso para enfrentar a Enel como deveria”, disse Boulos. O psolista ainda tentou colar a imagem de Nunes com a do ex-presidente Bolsonaro e o prefeito respondeu que as vacinas tomadas por Boulos na pandemia foram compradas por Bolsonaro.
Ricardo Nunes e Guilherme Boulos debatem frente a frente nesta sexta-feira, 25, pela última vez antes da população ir às urnas no próximo domingo, dia 27.
Disputa em São Paulo
Nesta sexta-feira, 27, o instituto Paraná Pesquisas divulgou uma pesquisa de intenção de voto para a capital paulista. O levantamento mostra a menor distância entre Ricardo Nunes e Guilherme Boulos no segundo turno, mas o candidato à reeleição ainda tem uma ampla vantagem, de mais de 10 pontos percentuais. O prefeito aparece com 51,2% das intenções de voto contra 40,7% do deputado federal.
A pesquisa ouviu 1500 eleitores na cidade de São Paulo entre os dias 21 e 24 de outubro. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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