POLÍTICA
Nunes x Boulos: as divergências nas pesquisas na r…
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1 ano atrásem
Ramiro Brites
A análise de cinco pesquisas eleitorais divulgadas nesta semana mostram resultados discrepantes na disputa entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL) pela Prefeitura de São Paulo. O candidato à reeleição lidera em todos os levantamentos, mas a vantagem varia entre nove e quatorze pontos percentuais de diferença.
Três institutos apontaram distâncias muito parecidas A sondagem do AtlasIntel divulgada na segunda-feira, 21, mostrou Nunes com 12,6 pontos percentuais de vantagem sobre Boulos (54,8% contra 42,2%, com margem de erro de dois pontos percentuais. Já a do Paraná Pesquisas, divulgada na terça-feira, 22, trouxe Nunes com 51,7% e Boulos com 39,2% — uma diferença de 12,5 pontos percentuais, com margem de erro 2,6 pontos percentuais. No dia seguinte, o Real Time Big Data apontou uma distância de 11 pontos (51% a 40%, com margem de erro de três pontos).
Também na quarta-feira, 23, o instituto Quaest divulgou a pesquisa eleitoral em que a diferença entre Nunes e Boulos fica mais apertada. Segundo o levantamento, a vantagem do prefeito é de nove pontos percentuais. O candidato à reeleição aparece com 44% das intenções de voto contra 35% do deputado do PSOL. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Nesta quinta-feira, 24, o Datafolha divulgou uma pesquisa em que Nunes aparece com vantagem de 14 pontos percentuais, a maior apontada por um dos grandes institutos nesta semana. Ele tem 49% contra 35% de Boulos, com margem de erro de três pontos percentuais.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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