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O abraço dos EUA da Rússia é uma ameaça existencial à UE. A Alemanha deve avançar para salvá -lo | Catherine de Vries

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O abraço dos EUA da Rússia é uma ameaça existencial à UE. A Alemanha deve avançar para salvá -lo | Catherine de Vries

Catherine De Vries

EUem fevereiro de 1945, três líderes mundiais – Winston Churchill, Franklin D Roosevelt e Josef Stalin – se conheceram na Crimeia pela Conferência de Yaltapara discutir a nova ordem mundial que eles implementariam após a Segunda Guerra Mundial em breve.

As nações menores não tiveram a dizer ao decidir seu destino. A esfera de influência soviética infestaria o leste Europa Por décadas e a política externa dos EUA dominou a segunda metade do século XX. Churchill resistiu ao fim do Império Global do Reino Unido e a independência das colônias da Grã -Bretanha vieram aos poucos; Eles foram soltos com amargura.

Oitenta anos depois, a lógica presente em Yalta – que grandes estados podem impor sua vontade a estados menores – está de volta. May está mais uma vez certo. Mas a história está se repetindo com uma diferença impressionante – para esse tempo, não há líder europeu na mesa. As delegações russas e americanas sentaram -se para discutir o futuro da Ucrânia sem Ucrânia ou a entrada da UE. Oitenta anos depois, a Europa não é mais vista como relevante pelas grandes potências.

A urgência do cenário geopolítico da Europa foi exposto no domingo passado em Londres, onde líderes europeus reunidos com seus colegas do Reino Unido, Canadá, Turquia, UE e OTAN Para uma cúpula de defesa de alto nível. Essa reunião veio como resultado de o colapso muito público das conversas da Casa Branca entre Volodymyr Zelenskyy e Donald Trump e a suspensão de ajuda militar de Trump à Ucrânia.

Mesmo que um relatou reconciliação Entre Washington e Kiev se materializa, as autoridades européias ainda estão sofrendo com a rapidez da ruptura transatlântica tão cedo no segundo mandato de Trump. O secretário de Defesa de Trump, Pete Hegseth, no mês passado alertou a Europa que não poderia mais confiar nas garantias de segurança dos EUA. JD Vance, vice-presidente dos EUA, foi mais longe na Conferência de Segurança de Munique, chamando a Europa-não a Rússia ou a China- a ameaça principal dos EUA.

Pax Americana – o período pós -guerra de relativa paz no hemisfério ocidental, com os EUA como o poder mundial econômico, cultural e militar dominante – acabou. A Europa terá rapidamente que se adaptar à nova realidade, com a perda de seu parceiro estratégico e militar principal. Que papel agora será o maior estado membro da UE, Alemanhajogar?

Apesar de grandes ganhos Pelo alternativo de extrema-direita Für Deutschland (AFD), que dobrou seu apoio nas eleições federais em 23 de fevereiro, a Alemanha irá ser liderado por Friedrich MerzChefe da União Democrática Cristã Conservadora (CDU). O chanceler em espera não perdeu tempo ao declarar que a Europa, diante de um EUA cada vez mais adversário, deve levar seu destino em suas próprias mãos.

“É minha prioridade absoluta fortalecer a Europa o mais rápido possível, para que possamos nos tornar independentes dos EUA passo a passo,” Merz dissehoras após sua vitória nas eleições. Palavras Stark de um político que há alguns meses atrás era um atlântico de boa -fé.

Merz quer forjar maior unidade na Europa e estabelecer uma capacidade independente de defesa européia. Resta ver como ele conseguirá conseguir isso, mas ele claramente pretende colocar a Alemanha de volta ao banco do motorista europeu.

A liderança alemã está faltando nos últimos anos. Enquanto Paris e Varsóvia assumiram posições cada vez mais assertivas sobre a segurança européia, Berlim permaneceu cauteloso. Após a invasão russa em grande escala da Ucrânia, o chanceler, Olaf Scholz, falou de um Tenso – Um ponto de virada na política alemã para refletir as novas realidades do mundo. Mas, no final, pouco mas o ar quente foi produzido.

Desde o final da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha investiu relativamente pouco em capacidade militar. Sob o guarda -chuva da OTAN e, com a estreita parceria com os EUA, isso não era visto como um problema. Mas o mundo mudou fundamentalmente, e Merz vê que a Alemanha, finalmente, também deve mudar.

No entanto, uma nova Alemanha encorajada, à frente da UE, enfrenta um mundo duro e um conjunto ainda mais severo de realidades. O país não apenas precisará aumentar sua capacidade militar, provocará cooperação militar em todo o bloco e talvez até estacionar tropas na Ucrânia, mas também terá que pagar por tudo isso.

Isso exigirá revisar o teto rigoroso da Alemanha em empréstimos públicos, o chamado Freio de dívida (freio de dívida) consagrado na Constituição. Merz já iniciou esse processo; na terça -feira, sua festa acordos Com seus possíveis parceiros de coalizão, o SPD, sobre a criação de um fundo especial de € 500 bilhões (£ 390 bilhões) para aumentar os gastos com defesa e infraestrutura que seriam isentos da restrição da dívida. Se aprovado pelo parlamento alemão, isso chegaria a um dramático e alguns críticos alertam afrouxamento arriscado da camisa de força orçamentária.

Merz também terá que reunir a UE (embora o Harrying da Europa de Trump e Zelenskyy já esteja empurrando os líderes europeus para sua visão), além de enfrentar os partidos de extrema direita que amiga de Trump, muitos deles em ascensão através do bloco.

Em uma recente reunião em Madri do bloco radical de direita do Parlamento Europeu, os Patriots para a Europa, Geert Wilders, líder do PVV de extrema direita na Holanda, elogiou Trump como um ““irmão de armas”. O primeiro -ministro da Eslováquia, Robert Fico, expressou seu apoio para a política pró-russa de Trump na Conferência de Ação Política Conservadora de Rightwing (CPAC) em Maryland no mês passado. A co-líder da AFD, Alice Weidel, disse que “Trump está implementando as políticas que o AFD está exigindo há anos”.

Esses políticos de direita parecem dispostos a arriscar a segurança e a prosperidade da Europa por ganhos políticos. Os EUA se voltam para a Rússia e longe da democracia serão um teste existencial para o projeto europeu e o compromisso da Europa com a lei e a democracia. A arte da cooperação européia tem sido alcançar o possível em circunstâncias imprevistas. A Alemanha, sob o Chanceler-Elect Merz, tem uma curva acentuada de aprendizado à frente. Mas a tarefa de intensificar para salvar a Ucrânia – e a Europa – cai para Berlim.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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