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O AFD está circulando como abutres. Mas em Berlim, encontrei um novo e jovem deixado subindo contra eles | Owen Jones
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Owen Jones
CDemocracia doente ainda prevalece no Ocidente em uma década? Certamente foi uma pergunta pesando sobre as mentes das centenas de apoiadores de Linke em um antigo estúdio de cinema com vista para o aeroporto de Tempelhof de Berlim no fim de semana passado. Eles foram reunidos para ouvir o Resultados da eleição da Alemanha – e suas reações foram misturadas. A alternativa de extrema direita Für Deutschland (AFD) acabou de dobrar seu apoio nas eleições federais, garantindo um quinto da votação, mas Die Linke ficou no topo da capital, embora com 21% dos votos. Eles aplaudiram, abraçaram, beijaram e choraram.
Estávamos em Neukölln, um bairro diversificado do sudeste de Berlim, e o triunfante candidato era ferat koçakum carismático esquerdista curdo-alemão. Sua campanha de base bateu em todas as portas do distrito – não incomum no Reino Unido e nos EUA, mas uma novidade na Alemanha. “Por vários anos, a esquerda está em uma espécie de paralisia chocada sobre o que fazer com a direita”, explicou a ativista de 30 anos Isabelle: a campanha de base, ela acredita, trouxe a esquerda de sua bolha.
Alguns meses atrás, Die Linke parecia afundado, seu ex-co-líder Sahra Wagenknecht Dividindo -se para forjar uma nova aliança misturando economia de esquerda com conservadorismo social. Mas a aliança não conseguiu ganhar assentos. “Os jovens estão mais atraídos por conectar a economia de esquerda com anti -racismo e feminismo, e não colocá -los um contra o outro”, disse o colega ativista Johanna.
O apoio de Die Linke já foi concentrado em uma geração que cresceu na antiga Alemanha Oriental, atingida por Deindustrialização e nostalgia – Ostalgie – para a segurança do stalinismo. Mas, à medida que essa geração se afastou para a extrema direita, a juventude da Alemanha Ocidental mudou para a esquerda. O partido também prosperou com mulheres, com mais de um terceiro votando neles. Um quarto dos homens optou pela extrema direita.
Embora Koçak tenha invadido a vitória em Neukölln com 30%, seu humor é sombrio. “Os tempos sombrios estão sobre nós”, ele me diz em uma sala apertada longe da multidão, apontando para como “todo mundo estava falando sobre deportação e migração”. Quando pergunto por que o AFD aumentou de repente, sua resposta é clara: “Eles estão ganhando força em um ambiente social onde as pessoas não podem mais se dar ao luxo de viver”. Quando ele bateu nas portas, uma mulher apontou para sua única sacola de compras. Custou 50 euros, ela disse: Isso uma vez teria enchido duas sacolas.
A Alemanha foi uma vez Powerhouse da Europabeneficiando -se de um euro que tornou suas exportações para os países da zona do euro muito mais baratos que o antigo Deutschmark. Nos últimos três anos, a inflação como resultado do choque energético produzido pela invasão da Ucrânia pela Rússia atingiu os bolsos das pessoas. Mais da metade dos alemães dizem que se preocupam em aumentar os preços, o que significa que não podem pagar contas, subindo para 75% dos apoiadores da AFD.
Também existem questões de longo prazo. “Nos últimos 20 anos, nem o estadual nem o setor privado fizeram investimentos suficientes”, diz Carolina Ortega Guttack, economista do Thinktank Fiscalfuture. A “freio de dívida” – Introduzido em 2009 pelo então chanceler, Angela Merkel, para se comprometer a limitar os empréstimos – ajudou a deter o investimento. Em termos reais, a economia alemã é menor do que era cinco anos atrás. A Alemanha enxerga com descontentamento: 83% dos alemães Digamos que a situação econômica seja ruim – em comparação com 39% em 2022 – subindo para 96% com os eleitores da AFD.
Sem os migrantes preencher as vagas deixadas por um envelhecimento da população, sua economia provavelmente seria pior, mas, incentivada pelo AFD, políticos de diferentes sabores os fizeram de bom grado os bode expiatórios. Sob Merkel, a CDU de centro-direita trouxe mais de 1 milhão de refugiados: mas desde então desviou a migração. Algumas semanas atrás, a CDU – agora pronta para liderar o governo – aprovou um movimento parlamentar prendendo os requerentes de asilo com o apoio do AFD, violando o “firewall” contra a extrema direita que persistiu desde a Segunda Guerra Mundial.
Helena Marschall, uma jovem ativista que ajudou a organizar protestos contra a profanação do firewall, disse que todas as partes jogaram com fogo. “Meus planos de deportação são melhores do que seus planos de deportação” é como ela resume as campanhas das partes principais. Entre Europaessas partes tentaram neutralizar picos de extrema direita, invadindo sua retórica e políticas, apenas conseguindo legitimizá-las.
Aqui está o medo. A co-líder do AFD, Alice WeidelÓtimo modelo”. Orbán desmontou gradualmente a democracia, fraudando o jogo contra oponentes na política e na mídia. É um manual comparável à estratégia de Vladimir Putin na Rússia, uma autocracia repressiva que ainda permite os partidos da oposição pelo bem da aparência.
Em todo o oeste, o descontentamento econômico fundido com o bode expiatório anti-migrante impulsionou uma insurgência de extrema direita. No poder, é provável que todos adotem essa estratégia: veja como Donald Trump e Elon Musk estão vestindo a democracia dos EUA por atrito. O passado da Alemanha, você pensa, pode ajudar a imunizar o país dessa ameaça: mas o estigma desse pesadelo diminuiu com o tempo.
“Acho que nossa memória coletiva é muito curta”, alertou Jamil, um cidadão sírio-alemão de 31 anos que fugiu do regime de Bashar al-Assad e veio para a Alemanha em 2015 como refugiado. Então, ele e seus companheiros de chegada foram recebidos em estações de trem por voluntários que davam comida e doações. Desde então, o clima escureceu e, com uma nova grande coalizão de centro-direita e centro-esquerda para assumir o cargo, o AFD está circulando como abutres, esperando se deleitar com a desilusão por vir.
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre
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17 de outubro de 2026A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.
A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.
A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.
Conscientização e prevenção
Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.
A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.
A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.
A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.
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