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O asteroide 2024 YR4 pode atingir a Terra? – 31/01/2025 – Ciência
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Robin George Andrews
Logo após o Natal, astrônomos avistaram uma rocha com cerca de 40 a 100 metros de comprimento e a chamaram de 2024 YR4. Nas semanas seguintes, eles fizeram algumas simulações e agora, com os cálculos feitos, sugerem que há uma chance de 1,3% de que este asteroide atinja algum lugar na Terra em 22 de dezembro de 2032.
Isso deve te manter acordado à noite?
“Não, absolutamente não”, disse David Rankin, um observador de cometas e asteroides da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.
No entanto, uma chance de 1,3% de um impacto também é uma chance de 98,7% de um erro. “Não é um número que você quer ignorar, mas não é um número pelo qual você precisa perder o sono”, afirmou Rankin.
Essa probabilidade ainda pode diminuir ao longo do tempo, conforme os astrônomos reunirem novos dados sobre o objeto.
Por enquanto, os especialistas dizem que a calma é justificada. O asteroide foi avistado vários anos antes de sua passagem próxima à Terra —e isso é algo bom.
“Os sistemas internacionais que estamos implementando para encontrar, rastrear e caracterizar —e, se necessário, mitigar os impactos— de asteroides e cometas estão funcionando conforme o previsto”, disse Andy Rivkin, astrônomo e pesquisador de defesa planetária no Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins, em Maryland.
Como o asteroide 2024 YR4 foi descoberto?
Ele foi identificado pelo Sistema de Alerta de Última Hora de Impacto Terrestre de Asteroides, ou ATLAS. São quatro telescópios ao redor do mundo que caçam objetos próximos da Terra e são financiados pela Nasa. O telescópio no Chile localizou o 2024 YR4 em 27 de dezembro, apenas dois dias após uma aproximação da Terra.
Agora, ele está se afastando do planeta e ficando mais fraco a cada dia.
Qual o tamanho do asteroide 2024 YR4?
De acordo com o Centro de Coordenação de Objetos Próximos da Terra da Agência Espacial Europeia (ESA), ele tem entre 40 e 100 metros de comprimento. Esses números se baseiam na quantidade de luz solar que ele está refletindo. Sem saber exatamente quão reflexiva é a superfície do 2024 YR4, só é possível calcular uma faixa de tamanho.
Uma estimativa mais precisa poderia ser feita usando radar, mas isso não será possível até que o asteroide faça outra passagem próxima, mas perfeitamente segura, pela Terra em 17 de dezembro de 2028.
Um asteroide desse tamanho preocupa?
Sim.
Um asteroide de 30 metros é comparável ao do evento de Tunguska. Em 1908, um meteoro explodiu sobre uma área remota da Sibéria e devastou uma floresta de 2.000 quilômetros quadrados (isso é mais do que a área da cidade de São Paulo).
Um asteroide de 100 metros causaria danos muito maiores: um impacto em uma cidade destruiria grande parte dela. Se um objeto desse tamanho sobrevivesse a sua jornada através da atmosfera e atingisse o oceano, por exemplo, o tsunami resultante do impacto poderia devastar as costas próximas.
Como sabemos que há uma chance de impacto em 2032?
O Centro de Estudos de Objetos Próximos da Terra, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, na Califórnia, reúne cartógrafos de asteroides e cometas. Usando software sofisticado, eles rastreiam o movimento de todos os objetos conhecidos próximos da Terra.
Um de seus programas, Sentry, avalia as órbitas possíveis desses objetos e determina se eles têm chance, mesmo que pequena, de atingir a Terra dentro do próximo século. Aqueles cujas chances de impacto não podem ser reduzidas com confiança para zero permanecem na Lista de Risco do Sentry.
“A possibilidade de que o 2024 YR4 possa impactar em 2032 foi identificada logo após a descoberta,” disse Davide Farnocchia, do centro da Nasa.
Inicialmente, com base em só algumas observações, as incertezas de previsão para 2032 eram muito grandes. Porém, conforme o número de observações cresceu para centenas, “a probabilidade de impacto aumentou gradualmente ao longo do último mês e agora ultrapassou 1%, um limiar importante”, segundo Farnocchia.
A Escala de Turim é uma ferramenta para comunicar o quão preocupado o público e as autoridades devem ficar com um asteroide. Ela varia de 0 (é zero a probabilidade de uma colisão potencialmente mortal) a 10 (uma colisão é certa e pode ameaçar toda a civilização humana).
Atualmente, o asteroide 2024 YR4 está em três: um encontro próximo, a menos de uma década de distância, merecendo atenção dos astrônomos, com uma chance de 1% ou mais de uma colisão capaz de destruição localizada.
Essa é a segunda classificação mais alta já dada a um asteroide.
Somente o Apophis, que já foi considerado uma ameaça, alcançou quatro, ainda assim brevemente. E, conforme aprendemos mais sobre esse asteroide, descobrimos que ele não tem chance de atingir a Terra por pelo menos um século.
As probabilidades de impacto podem mudar?
Normalmente, as probabilidades de impacto caem para zero conforme mais observações são feitas e a órbita do asteroide passa a ser conhecida com mais precisão.
A mesma história provavelmente se repetirá com 2024 YR4. “O resultado mais provável é que novas observações descartem um impacto”, disse Rankin.
O asteroide 2024 YR4 está ficando extremamente fraco à medida que se afasta da Terra, o que significa que a maioria dos telescópios terá dificuldade em rastreá-lo.
“No entanto, dado que esse é um caso especial, membros da comunidade solicitaram (e receberam) tempo em algumas das instalações maiores e mais capazes”, disse Rivkin. “Elas devem se sair bem até abril.”
Os astrônomos também terão uma oportunidade de refinar suas previsões durante a passagem de dezembro de 2028. Mas, até lá, é possível que um impacto em 2032 não seja totalmente descartado.
“Esperamos que a probabilidade de impacto vá para zero”, disse Rivkin. “Mas pode levar alguns anos antes de obtermos os dados para mostrar isso.”
Devemos nos preocupar com o asteroide 2024 YR4?
Não no momento. É muito provável que ele passe longe do planeta em 2032.
E, se descobrirmos que vai atingir a Terra, “poderíamos fazer algo a respeito”, disse Rankin.
Uma opção, se as agências espaciais tiverem tempo suficiente, é tentar alterar o caminho do asteroide colidindo uma espaçonave nele —isso já foi feito com sucesso pela missão Dart, da Nasa.
Se isso falhar, ou não for possível, e os governos conseguirem determinar com precisão o local de impacto, eles podem retirar as pessoas da área de risco.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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