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O ciclone Chido em Mayotte deixa pelo menos 14 mortos, segundo relatório ainda provisório
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Pelo menos quatorze mortos, segundo um relatório ainda muito provisório: o ciclone tropical “excepcional” Chido semeou o caos no sábado, 14 de dezembro, em Mayotte, o departamento mais pobre da França, no Oceano Índico, onde habitações precárias foram completamente destruídas. Maiote foi duramente atingida por ventos extremamente violentos que devastaram o arquipélago com postes eléctricos derrubados, telhados de zinco destruídos e árvores arrancadas.
O Ministro do Interior demissionário, Bruno Retailleau, estimou na noite de sábado, no final de uma reunião interministerial de crise, que ele “provavelmente levará dias” derramar “refinar” o tributo humano. Mas “temo que seja pesado”alertou, falando de um “situação dramática”.
Sr. Retailleau, que destacou o “mobilização excepcional” dos serviços do Estado, falou de uma “habitat precário completamente destruído” em Maiote. Este habitat diz respeito a pelo menos um terço da população. O ministro demissionário, que irá a Maiote, onde chegará na segunda-feira, anunciou o envio “cinco ondas sucessivas de reforços para a segurança civil até quarta-feira”ou aproximadamente “800 pessoas além de equipamentos (…) mas também pessoal médico”.
15.000 casas ficaram privadas de eletricidade
Fechado até novo aviso aos voos comerciais, o aeroporto, onde as rajadas atingiram os 226 km/h segundo a Météo-France, sofreu danos significativos, nomeadamente na sua torre de controlo. A ministra demissionária da Saúde, Geneviève Darrieussecq, afirmou na rede social “o sistema de saúde está seriamente afetado e o acesso aos cuidados está seriamente degradado”acrescentando que “o centro hospitalar de Mayotte sofreu danos materiais significativos”.
A Cruz Vermelha Francesa enviou reforços de pessoal da Reunião e de França para Mayotte pouco antes do confinamento, disse a associação de ajuda humanitária num comunicado de imprensa, temendo “necessidades imensas” e pré-posicionamento de suprimentos de água potável e alimentos no local. A situação sugere graves dificuldades no abastecimento de água num arquipélago já sujeito a cortes.
Mais de 15.000 casas foram privadas de eletricidade, de acordo com a Ministra da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, que se demitiu. As chamadas telefónicas, incluindo as de emergência, foram drasticamente limitadas.
“Muitos de nós perdemos tudo”
A Secours populaire lançou um apelo a doações para ajudar Mayotte, onde mais de três quartos dos cerca de 320.000 habitantes vivem abaixo da linha de pobreza nacional. Um avião A400M estava programado para decolar da França continental na noite de sábado com carga humanitária e recursos de segurança civil, acompanhado por uma fragata e um helicóptero.
“Muitos de nós perdemos tudo”lamentou o prefeito do 101º departamento francês, François-Xavier Bieuville, relatando o “o ciclone mais violento e destrutivo que vivemos desde 1934”.
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O nível de alerta foi reduzido de roxo para vermelho durante o dia para liberar a saída dos serviços de emergência, mas o prefeito pediu aos cerca de 320 mil habitantes de Mayotte que permanecessem “confinado” et “solidariedade” Em “esta provação”. As comunicações com o território continuam muito difíceis.-
“É hora de urgência”declarou o presidente Emmanuel Macron em X, garantindo que “todo o país” estava ao lado dos Mahorais. O Ministro do Interior demissionário, Bruno Retailleau, anunciou um novo envio no domingo de 140 soldados da segurança civil e bombeiros, elevando o pessoal enviado ao local para 250.
Os serviços técnicos foram acionados durante a tarde para desobstruir as estradas e permitir a passagem dos serviços de emergência. Cerca de 1.600 policiais e gendarmes estão mobilizados. Cerca de 100 mil pessoas que vivem em “moradias insalubres”nomeadamente em cabanas de chapa metálica, foram identificadas no arquipélago pelas autoridades como estando abrigadas em mais de 70 centros de alojamento de emergência.
O olho do intenso ciclone tropical deslocou-se para oeste e as condições meteorológicas melhoraram “melhorou rapidamente” final da tarde no arquipélago, segundo os serviços meteorológicos. Chido continuaria, no entanto, a ser um ciclone “extremamente perigoso” durante longas horas, e ameaçou as costas de Moçambique no continente africano na noite de sábado.
O mundo com AFP
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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