POLÍTICA
O desempenho dos 16 deputados federais que disputa…
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1 ano atrásem
Pedro Pupulim
As eleições municipais contaram com 16 deputados federais no segundo turno da disputa neste domingo. Apuradas as urnas, menos de um terço dos parlamentares foram eleitos e terão que deixar seus mandatos na Câmara, em Brasília, a partir de 1º de janeiro do ano que vem.
São eles: Abílio Brunini (PL), em Cuiabá; Paulinho Freire (União Brasil), em Natal; Márcio Correa (PL), em Anápolis (GO); Naumi Amorim (PSD), em Caucaia (CE); e Ricardo Silva (PSD), em Ribeirão Preto (SP).
No primeiro turno, em 6 de outubro, outros seis deputados foram eleitos: Alberto Mourão (MDB), em Praia Grande (SP); Carmen Zanotto (Cidadania), em Lages (SC); Dr. Benjamim (União Brasil), em Açailândia (MA); Gerlen Diniz (PP), em Sena Madureira (AC); Hélio Leite (União Brasil) em Castanhal (PA); e Washington Quaquá (PT) em Maricá (RJ).
Dentre os 11 parlamentares vitoriosos, três são do União Brasil, dois do PL de Jair Bolsonaro, e dois do PSD de Gilberto Kassab, o grande vencedor das eleições municipais. O PT de Lula teve apenas um eleito, assim como MDB, PP e Cidadania.
Ao todo, segundo a Câmara, 73 deputados concorreram a prefeituras neste ano.
Nas disputas deste domingo, os 11 derrotados foram Alex Manente (Cidadania), em São Bernardo do Campo (SP); André Fernandes (PL), em Fortaleza; Capitão Alberto Neto (PL), em Manaus; Carlos Jordy (PL), em Niterói (RJ); Delegado Éder Mauro (PL), em Belém; Guilherme Boulos (PSOL), em São Paulo; Maria do Rosário (PT), em Porto Alegre; Mariana Carvalho (Republicanos), em Imperatriz (MA); Natália Bonavides (PT), em Natal (RN); Professor Alcides (PL), em Aparecida de Goiânia (GO); e Rosana Valle (PL), em Santos (SP).
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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8 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.


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