NOSSAS REDES

ACRE

O destino das bases militares russas na Síria permanece em aberto – DW – 11/12/2024

PUBLICADO

em

A questão de saber se a Rússia perderá as suas duas bases militares na Síria após o colapso do O regime de Bashar Assad provavelmente não será respondido rapidamente.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse na segunda-feira que discutir o assunto era “prematuro”. Os meios de comunicação russos relataram que os rebeldes liderados por Hayat Tahrir al-Sham (HTS) havia garantido a Moscou a segurança das bases.

Embora os factos pareçam apoiar isto, não houve confirmação de outras fontes. Rússia opera duas bases militares na Síria — uma base naval em Tartus, no Mediterrâneo, que foi estabelecida pelos soviéticos, e uma base aérea em Khmeimim, construída em 2015. As bases na Síria são os únicos postos militares avançados da Rússia fora da antiga União Soviética e têm sido importantes para o Kremlin. actividades em África e no Médio Oriente.

“Há atividade visível de aeronaves de transporte em Khmeimim, mas não ao ponto de se poder falar de uma evacuação total”, disse Gustav Gressel, especialista em defesa que anteriormente esteve no Conselho Europeu de Relações Exteriores (ECFR). Ele acrescentou que os navios russos estão atualmente no Mediterrâneo “para manobras”, mas não muito longe de Tartus.

“Acho que nos bastidores a Rússia encontrará um acordo para manter as bases no país”, disse Gressel à DW. “Se eles tivessem sido abandonados, uma evacuação estaria de fato em andamento”.

A Rússia suavizou o seu tom em relação ao HTS

O historiador militar Coronel Markus Reisner disse que a base naval russa em Tartus é agora “estrategicamente mais importante” porque “as forças podem ser projetadas para o Mediterrâneo a partir daí”. A base aérea de Moscovo em Khmeimim era necessária para apoiar o regime de Assad contra os rebeldes, “mas já não é esse o caso”.

Para o cientista político Mark Galeotti, autor de “As Guerras de Putin: Da Chechênia à Ucrânia”, ambas as bases são “muito importantes em termos da atividade russa no Mediterrâneo e na África”.

Ele disse que era “surpreendente” que recentemente o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, tivesse descrito o grupo como “terroristas”, mas no fim de semana “eles estavam sendo chamados de ‘forças insurgentes'”. afastado do poder, o tom de Moscou em relação ao HTS tornou-se “muito mais educado”.

Um cruzador de mísseis russo no Mediterrâneo
O cruzador de mísseis russo Moskva é visto aqui perto de Tartus, mas mais tarde foi implantado na UcrâniaImagem: Zhang Jiye/Xinhua/IMAGO

O que Moscou pode oferecer ao HTS?

A Rússia “certamente espera chegar a algum tipo de acordo com a HTS”, disse Galeotti. Embora HTS é apoiado pela Turquiaele disse que “não quer se tornar um representante turco. Precisará de algum tipo de aliados e relacionamentos”.

É aqui que a Rússia entra em jogo.

“Os russos são cínicos e pragmáticos o suficiente para estarem lá. Isso dá (ao HTS) a chance de diversificar, deixando de ser simplesmente dependente de Ancara”, disse Galeotti. Ele também destacou que a Rússia não só tinha uma presença militar na Síria, mas também tinha “uma certa posição económica” e que a Rússia era o principal parceiro comercial da Síria.

Burcu Ozcelik, especialista em Médio Oriente do think tank britânico RUSI, não estava convencido de que os rebeldes sírios fossem tão rápidos a cumprir os desejos de Moscovo.

“É altamente duvidoso que o HTS se apresse em ser visto como aliado (Presidente russo Vladimir) Putin ou dar luz verde a uma presença militar russa de longo prazo na costa mediterrânea da Síria”, disse Ozcelik. “Especialmente como Assad recebeu asilo em território russo.”

Ozcelik previu que haveria negociações demoradas nas quais “atores regionais, como Rússia e o Irão, tentarão reposicionar os seus interesses de política externa em relação à Síria.”

Que políticas globais estão em jogo na guerra da Síria?

Para ver este vídeo, ative o JavaScript e considere atualizar para um navegador que suporta vídeo HTML5

Para onde poderiam ir os militares russos em vez da Síria?

Se os militares russos tiverem que partir Síriaainda que parcelado, então para onde irá?

“Os russos não têm realmente boas opções”, disse Galeotti. Ele disse que a Síria de Assad era tão dependente que não havia país comparável na região.

A Líbia, onde a Rússia mantém contactos com o General Khalifa Haftar e com quem mercenários russos do Grupo Wagner uma vez combatida, é uma das opções mais mencionadas. A mídia ocidental noticiou a intenção da Rússia de estabelecer uma base naval na Líbia.

Reisner disse suspeitar que isso poderia acontecer em Tobruk. Galeotti duvidava que isso fosse possível tão rapidamente, uma vez que não existia infra-estrutura anterior. O mesmo se aplica ao Sudão, com o qual a Rússia esteve em negociações sobre uma base naval no Mar Vermelho durante anos. “Onde quer que vão – Líbia, Mali, Sudão, o que quer que seja – não estarão na mesma posição que estavam na Síria”, disse ele.

Bashar Assad e Vladimir Putin apertam as mãos em 2024
Bashar Assad (l) recebeu agora refúgio de Vladimir Putin (r) na RússiaImagem: Assessoria de Imprensa do Kremlin/Anadolu/aliança de imagens

Pouco impacto na guerra na Ucrânia

A seguinte questão também surgiu neste contexto: se a Rússia retirar as suas forças armadas da Síria, o que isso significará para o seu país? guerra contra a Ucrânia? Galeotti disse que haveria “consequências insignificantes” a esse respeito. Ele disse que o tamanho das forças que Moscou poderia transferir da Síria para a frente ucraniana seria insignificante.

Gressel teve uma opinião semelhante. “Para a Ucrânia, as boas notícias (da Síria) são limitadas”, disse ele, explicando que a Rússia não tinha nem a capacidade nem o desejo de abrir uma segunda frente, enquanto usava todos os seus meios para travar a guerra contra a Ucrânia.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.



Leia Mais: Dw

Advertisement
Comentários

Warning: Undefined variable $user_ID in /home/u824415267/domains/acre.com.br/public_html/wp-content/themes/zox-news/comments.php on line 48

You must be logged in to post a comment Login

Comente aqui

ACRE

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

ACRE

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

PUBLICADO

em

Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose-interna.jpg

A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



Leia Mais: UFAC

Continue lendo

MAIS LIDAS