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POLÍTICA

O erro de Tarcísio vai lhe custar caro

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rprangel2004@gmail.com (Ricardo Rangel)

Até há alguns anos, não existia direita no Brasil. Existia esquerda, centro-esquerda e centro. E só.

A ditadura militar contaminou a palavra “direita”, o que fez com que políticos notoriamente de direita, como Maluf, Antônio Carlos Magalhães ou Ronaldo Caiado se declarassem de centro. O grupo mais famoso de políticos de direita até hoje é conhecido como… Centrão.

Bolsonaro ganhou reconhecimento e chegou ao poder assumindo-se como de direita. Uma direita extrema, agressiva, que professava saudade da ditadura e homenageava torturador. Políticos de direita que antes tinham vergonha de se declarar como tal, aderiram a ele sem escrúpulos.

Pode-se dizer — talvez com algum cinismo — que antes e acima da ideologia vem o voto: político sem voto não existe por definição. E que por isso políticos convencionais de direita, como Ronaldo Caiado, Ratinho Jr., Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas, que sempre jogaram dentro das regras democráticas, se viram “obrigados” a aderir a Bolsonaro. Mas que, no fundo, não são contra a democracia.

Vá lá.

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Mas ser considerado extremista é uma coisa, patrocinar plano concreto para assassinar os adversários é outra, bem diferente.

Ficar perto de Bolsonaro tornou-se, de repente, muito, muito mais caro. Para a direita que se quer fazer crer civilizada, esta é a hora de desembarcar da canoa de Bolsonaro. Que está furada e fazendo água cada vez mais rápido.

Ronaldo Caiado, que já estava rompido com Bolsonaro, está na posição mais confortável, disse apenas que “aguarda o final do julgamento”. Ratinho Jr., Ricardo Nunes e o novato Romeu Zema estão em silêncio — que é o melhor que têm a fazer.

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Só Tarcísio de Freitas se pronunciou — e o fez para defender Bolsonaro enfaticamente:

“Há uma narrativa disseminada contra o presidente Jair Bolsonaro e que carece de provas. É preciso ser muito responsável sobre acusações graves como essa. O presidente respeitou o resultado da eleição e a posse aconteceu em plena normalidade e respeito à democracia. Que a investigação em andamento seja realizada de modo a trazer à tona a verdade dos fatos.”

Ora, Tarcísio não nasceu ontem. Ele sabe que não é pura narrativa, que não faltam provas, que não há irresponsabilidade, que Bolsonaro tentou fraudar a eleição e só não deu um golpe porque lhe faltou o apoio das Forças Armadas. É essa é a tal verdade dos fatos.

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A equivocada (e lamentável) declaração de Tarcísio vai voltar para assombrá-lo. E vai custar caro.

(Por Ricardo Rangel em 25/11/2024)



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OPINIÃO

Opinião: A ciranda troca de partidos e a busca por cargos públicos

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Foto de capa [arquivo pessoal]
Os parlamentares que mudam de partido – como macacos puladores de galho – ou se candidatam a outros cargos no Legislativo e no Executivo apenas para preservar privilégios demonstram desrespeito à República e deveriam sentir vergonha de tal conduta. Essa prática evidencia a ausência de compromisso ideológico e a busca incessante por posições de poder, transmitindo à sociedade a imagem de oportunistas movidos por conveniências pessoais. A política deveria ser encarada como missão cívica, exercício de cidadania e serviço transitório à nação. Encerrado o mandato, o retorno às profissões de origem seria saudável para a oxigenação da vida pública.  
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Infelizmente, o sistema político brasileiro está povoado por aqueles que veem na política não um espaço de serviço público, mas um negócio lucrativo. Como já destacou o jornal El País, ser político no Brasil é um grande negócio, dadas as vantagens conferidas e auferidas — e a constante movimentação de troca de partidos confirma essa percepção.  
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A cada eleição, o jogo se repete: alianças improváveis, trocas de legenda na janela partidária e negociações de bastidores que pouco têm a ver com as necessidades reais da população. Em vez de missão cívica, vemos aventureiros transformando a política em palco de interesses pessoais e cabide de empregos. A busca incessante pela reeleição e por cargos demonstra que, para muitos, a política deixou de ser a casa do povo e tornou-se um negócio.  
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Convém lembrar aos que se consideram úteis  e insubstituíveis à política que o cemitério guarda uma legião de ex-políticos esquecidos, cuja ausência jamais fez falta ao país.  
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As próximas eleições são a oportunidade para os eleitores moralizarem o Legislativo, elegendo apenas candidatos novos, sem os vícios da velha política, que tenham conduta ilibada e boa formação cultural. Por outro lado, diga não à reeleição política, aos trocadores de partidos, aos que interromperam o mandato para exercer cargos nos governos, e àqueles que já sofreram condenação na Justiça ou punição no Conselho de Ética do Legislativo. 
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Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC

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POLÍTICA

Frase do dia: Ciro Gomes

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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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