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O estado de São Paulo tem compromisso com a educação integral – 17/11/2024 – Opinião

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O estado de São Paulo está inovando para oferecer mais vagas no ensino em tempo integral. Há pouco foi batido o martelo e os dois lotes da PPP das escolas foram leiloados à iniciativa privada, que será responsável pela construção de 33 novas escolas, além da manutenção, limpeza e segurança dos edifícios e alimentação dos alunos pelo prazo de 25 anos.

A iniciativa do governador Tarcísio de Freitas representa a criação de 35 mil vagas de ensino integral no estado e traz uma série de benefícios à população. Além da expansão da rede, a medida permitirá aos educadores que se concentrem exclusivamente nas atividades pedagógicas, sem a necessidade de se dividirem entre o ensino e a manutenção da unidade escolar, como ocorre no modelo atual.

Com a PPP, todas as tarefas não pedagógicas serão assumidas pelo parceiro privado, liberando os educadores para se dedicarem integralmente ao processo de ensino-aprendizagem. Vale destacar que, sob nenhuma circunstância, a empresa parceira interferirá nas questões pedagógicas. A Secretaria da Educação será a única responsável pela gestão educacional, garantido que as decisões de ensino sejam tomadas por profissionais preparados e qualificados.

A parceria permite ainda o aumento da oferta de vagas em período integral no estado e o atendimento às áreas cuja oferta ainda não é satisfatória. O modelo é eficaz na elevação do desempenho acadêmico, especialmente aos alunos em situação de vulnerabilidade.

As PPPs trazem mais rapidez e qualidade à expansão do ensino. Atualmente, o governo enfrenta longas licitações para a construção e dificuldades burocráticas na manutenção dos equipamentos. Com a PPP, o serviço será responsabilidade do parceiro privado, que terá de obedecer rígidos padrões de qualidade. Em vez de a Secretaria da Educação fiscalizar inúmeros contratos, como acontece hoje, cuidará apenas de dois.

Outra vantagem é poder colocar em operação o maior número de escolas novas em período integral no menor tempo possível.

Para se ter uma ideia da dimensão do desafio, sem a PPP a construção das mesmas 33 escolas consumiria todo o orçamento da secretaria destinado às obras, comprometendo a manutenção das 5.300 escolas já existentes.

Com a PPP, o capital utilizado será privado, e o estado pagará mensalmente pelo custo da operação, diluído ao longo do contrato.

Além disso, a parceria possibilitará a expansão contínua das escolas em período integral, já que a Secretaria de Educação poderá receber um acréscimo anual de cerca de R$ 296,8 milhões, conforme as diretrizes de distribuição do Fundeb.

Em resumo, a PPP para a construção e manutenção de novas escolas em São Paulo é uma solução inovadora e necessária para enfrentar os desafios da educação integral, agilizando processos e garantindo a qualidade e a continuidade do ensino.

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Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.



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Egressa de mestrado em CZS obtém prêmio de pós-graduação — Universidade Federal do Acre

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Mirian Soares de Amorim.jpeg

A engenheira agrônoma Mirian Soares de Amorim, aluna egressa do curso de Agronomia e do mestrado em Ciências Ambientais, do campus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul, obteve o 2º lugar na categoria Pós-Graduação do 5º Prêmio Margarida Alves de Estudos sobre Ruralidades e Feminismos, cujo resultado final foi divulgado em 17 de março. O evento foi promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

O estudo destaca a articulação entre a transição agroecológica e a igualdade de gênero, enfatizando o papel central das mulheres rurais, ribeirinhas e agricultoras na preservação da agrobiodiversidade e na soberania alimentar na Amazônia. No mestrado, sob orientação do professor Kleber Andolfato de Oliveira, Mirian também aprofundou investigações sobre o desenvolvimento sustentável e o papel das populações rurais no manejo dos ecossistemas amazônicos.



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Ufac consolida criação do curso de Farmácia com 50 vagas — Universidade Federal do Acre

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Curso de Farmácia-entrega de Menção Honrosa (2).jpg

O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com membros da comissão responsável pela proposta de criação do curso de Farmácia. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 31, na sala de reuniões da Reitoria, visando consolidar o Projeto Político-Pedagógico da nova graduação, além de homenagear, com a entrega, pela Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar), de Menção Honrosa ao reitor e a pessoas cujo empenho culminou na abertura do curso.

A iniciativa faz parte do programa Universidades Transformadoras, pactuada com o Ministério da Educação (MEC). O curso prevê a oferta de 50 vagas para estudantes e liberação de 11 códigos de vagas para professores. A aula inaugural e início das atividades acadêmicas estão previstos entre 2028 e 2029.

“Esse é um curso que se assenta fortemente na demanda de conhecer os bioativos da floresta amazônica e transformar esse conhecimento em riqueza, patentes, inovação e qualidade de vida para a sociedade”, disse Josimar Ferreira. Além disso, ele ressaltou a necessidade de conectar o novo curso às estruturas já consolidadas da Ufac, otimizando disciplinas e espaços curriculares em conjunto com as áreas de saúde e química.

A presidente da comissão de criação do curso, Andréia Andrade, lembrou que o projeto começou em 2011. “Hoje nos reunimos com a perspectiva de viabilizar a abertura do curso diante do que já temos na instituição. Nosso objetivo é ofertar uma formação generalista, com investimento otimizado na estrutura existente e com forte inserção na pesquisa e extensão, aproveitando a nossa biodiversidade e criando caminho para futuros programas de pós-graduação.”

Também participaram da reunião representantes externos da categoria profissional, como a ex-conselheira federal, membro da comissão e diretora de Relações Institucionais da Fenafar, Isabela de Oliveira Sobrinho. “Acompanhei a busca por esse projeto pedagógico desde o início e ver essa etapa final é um avanço enorme”, pontuou. “É um trabalho a muitas mãos para trazer o melhor para a Ufac. Trata-se de um curso de grande magnitude, focado em tecnologias de medicamentos e em pesquisas com nossas plantas nativas para gerar qualidade de vida à população.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Seminário na Ufac debate formação em enfermagem obstétrica — Universidade Federal do Acre

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Seminário enfermagem obstétrica (2).jpg

A Ufac sediou o seminário Desafios Atuais na Formação para a Prática da Enfermagem Obstétrica, que ocorreu nesta sexta-feira, 28, na sala dos Colegiados, campus-sede. O encontro reuniu professores, pesquisadores, gestores e profissionais de saúde para debater a reestruturação do modelo de assistência ao parto e ao nascimento, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interiorização da qualificação profissional no Estado.

O evento integra um projeto nacional, composto por uma rede de 40 instituições de ensino superior articuladas para formar mais de 700 enfermeiras obstétricas pelo país, com foco prioritário nas regiões do interior. No Acre, o programa abrange turmas de especialização e residência voltadas para profissionais atuantes nas regionais do Alto Acre, Alto Purus, Baixo Acre, Tarauacá-Envira e Juruá.

“A Ufac cumpre o seu papel social ao ampliar a formação e capacitar profissionais que atuam em um momento tão ímpar quanto o nascimento de uma criança”, disse o reitor Josimar Ferreira. “Contamos com alunos de todas as regionais. Isso gera um efeito multiplicador: o profissional capacitado coordena equipes locais e eleva diretamente a qualidade do atendimento prestado à população pelo SUS.”

A coordenadora das formações no Estado e professora da Ufac, Sheley Borges, destacou a necessidade de repensar a prática profissional para garantir um cuidado humanizado e seguro. “A intencionalidade da nossa formação é reduzir a mortalidade materna e neonatal e alcançar as mulheres em uma dimensão em que sejam respeitadas. Queremos garantir que as escolhas não ocorram por medo, como optar por uma cesariana sem compreender que é uma cirurgia de grande porte.”

A coordenadora nacional do curso de especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais, Kleyde Ventura, ressaltou a relevância estratégica da parceria com a Ufac. “No Acre, vivemos uma condição muito especial, pois, com exceção de uma aluna, todas as especializadas são do interior. Estamos interiorizando e descentralizando os modos de formar, abordando o trabalho multiprofissional e a articulação de redes para garantir assistência de qualidade e direitos assegurados.”

Também participaram do seminário o promotor de Justiça do MP-AC, Gláucio Oshiro; o coordenador do curso de Enfermagem da Ufac, João Francalino; e o epidemiologista Serafim Salgado, coordenador das metodologias aplicadas no programa de formação.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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