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O Exterminador do Futuro aos 40: James Cameron viu o futuro? | James Cameron
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Scott Tobias
Fou muitos dos grandes clássicos especulativos da ficção científica, o futuro ainda não aconteceu. A ilha de Manhattan não foi convertida numa prisão de segurança máxima em 1997. Nenhuma odisseia espacial tripulada antes ou depois de 2001 chegou a Júpiter. 2010 não foi o ano em que estabelecemos contacto. Os carros voadores e os replicantes de bioengenharia da Los Angeles distópica de Blade Runner não existiam em 2019, e os hoverboards de 2024 não pairam de fato, ao contrário dos skates sem rodas de 2015 em De Volta para o Futuro Parte II.
Mas e quanto ao futuro de O Exterminador do Futuro, de James Cameron? Não há necessidade de se preocupar com “as máquinas” que ressurgirão das cinzas de um incêndio nuclear ou de uma guerra de décadas para exterminar a humanidade. Ainda temos cinco anos até que Los Angeles 2029 DC seja um pós-apocalipse dominado pela IA e certamente não há zero por cento de chance de que tanques robóticos esmaguem uma paisagem sombria de crânios humanos enquanto um grupo de sobreviventes foge do fogo laser de drones de cima. A tecnologia que hoje ajuda a plagiar dissertações de pós-graduação poderá ser a mesma tecnologia que aniquilará a humanidade amanhã.
A questão é que James Cameron tem a capacidade singular de ver o futuro, pelo menos no que diz respeito aos filmes. Seus fiascos relatados, como Titanic e Avatar, foram alguns dos maiores sucessos da história do cinema, seu trabalho de efeitos estabeleceu novos padrões e tendências em CGI e 3D, e sua compreensão das mulheres “fortes”, por mais limitada que às vezes, foi imitado por sucessos de bilheteria tipicamente dominados por homens. Talvez não se pudesse esperar que ele previsse o que poderia acontecer ao mundo dentro de quatro décadas, mas ele tem estado persistente e estranhamente à frente de todos os outros na indústria. E tudo começou com O Exterminador do Futuro.
Como muitos diretores de uma geração anterior, Cameron se formou na escola de cinema Roger Corman com Piranha II: The Spawning dois anos antes, e se conectou com outro estudioso de Corman, a produtora Gale Anne Hurd, para fazer O Exterminador do Futuro parecer como um recurso de estreia mais adequado. Mas uma das coisas notáveis sobre o filme é que ele parece um passo evolutivo à frente, com Cameron mantendo o espírito do filme B de um dos estimulantes e violentos baratinhos do Novo Mundo de Corman, enquanto faz a expansiva construção de mundo pela qual se tornou conhecido mais tarde. O orçamento foi de US$ 6,5 milhões, mas é mais do que plausível que o filme exista no mesmo universo de uma sequência que custou cerca de 15 vezes mais. No que diz respeito aos rascunhos, é assustadoramente polido.
No entanto Arnold Schwarzenegger era uma estrela em ascensão na época, tendo aproveitado sua fama como campeão de fisiculturismo em uma atuação magnética em Conan, o Bárbaro, Cameron dá a ele a introdução de um futuro ícone de ação. Depositado nu e sozinho depois de viajar de volta no tempo de 2029 DC até a Los Angeles contemporânea, Schwarzenegger ainda não foi identificado como um ciborgue, o que o faria parecer vulnerável se não tivesse, bem, o corpo de Arnold Schwarzenegger. Seu autocontrole o torna aterrorizante como uma máquina de matar aparentemente indestrutível, mas Schwarzenegger também tem o carisma para torná-lo engraçado. Quando ele exige categoricamente que um trio de punks de rua risonhos entreguem suas roupas, é ridículo até o ponto em que ele as joga como bonecos de pano.
O Exterminador do Futuro de Schwarzenegger foi enviado para Los Angeles em 1984 para assassinar Sarah Connor e sua programação não é particularmente sutil: ele consegue algumas roupas, evita o período de espera em semiautomáticas e artilharia (grite para o favorito de Corman, Dick Miller, como o pobre loja de armas proprietário) e simplesmente examina cada Sarah Connor na lista telefônica até matar a pessoa certa. A verdadeira Sarah (Linda Hamilton) entra em pânico quando as duas mulheres à sua frente na lista telefônica são dadas como mortas no noticiário local, mas ela é salva por um estranho chamado Reese (Michael Biehn), que veio de 2029 para protegê-la. . Como ele explica, uma rede de defesa de IA chamada Skynet se tornará autoconsciente e desencadeará um holocausto nuclear que destruirá a maior parte da humanidade. O Exterminador do Futuro veio para garantir que seu futuro filho John, que lidera Reese e outros na rebelião, nunca nasça.
Cameron aborda O Exterminador do Futuro como um fora-da-lei reunindo a gangue para uma série crescente de assaltos: há Schwarzenegger, Biehn e Hamilton, cuja combinação de firmeza e compaixão seria transportada para sua concepção de Ripley de Sigourney Weaver em Aliens. Então Bill Paxton aparece como um punk pateta em um moicano e Lance Henriksen aparece como um policial tentando resolver essa situação bizarra. Ele tem o mago de efeitos Stan Winston desenhando o endoesqueleto arrepiante do ciborgue e uma trilha sonora do compositor de sintetizadores Brad Fiedel que torna o simples bum-bum bum-bum-bum som percussivo tão eficaz quanto o tema caseiro de John Carpenter para o Halloween. Para um diretor que se tornou conhecido por seus orçamentos inflados, ele aproveita ao máximo todos os recursos de que dispõe.
Tal como os sombrios Jogos de Guerra do ano anterior, O Exterminador do Futuro aproveitou a preocupação específica de que a tecnologia piorasse os temores nucleares que fervilharam na cultura durante a Guerra Fria. Parecia possível que os computadores herdassem a falibilidade dos seus criadores e aprendessem automaticamente o caminho para a aniquilação global. Cameron complicaria esse tema com Terminator 2: Dia do Julgamento, mas traz a quantidade certa de ansiedade do mundo real para o western urbano moderno e sujo que coloca a carne contra o metal e entrega as mercadorias.
A seriedade meio desajeitada e meio cativante dos filmes posteriores de Cameron também toma forma em O Exterminador do Futuro, particularmente no romance que se desenvolve entre Sarah e Reese. (A verdadeira origem de John Connor é um exemplo de derreter o cérebro do paradoxo da viagem no tempo.) Frases como “Eu descobri o tempo para você, Sarah” têm uma qualidade de marreta que Cameron nunca abandonaria como escritor, mas seus filmes são repletos de sentindo de qualquer maneira, porque ele está falando sério.
O público em 1984 entrou em um filme B e saiu com muito mais do que esperava, porque Cameron faz um tiroteio de ficção científica parecer que tudo no mundo está em jogo. Quando Sarah Connor dirige em direção a uma tempestade, o simbolismo pode ser óbvio, mas estamos lá com ela. Esse é o toque Cameron.
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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre
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21 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.
A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.
Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.
Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”
A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre
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20 de outubro de 2026Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).
Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.
A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.
Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.
As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.
Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.
Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.
Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.
O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.
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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre
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19 de outubro de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.
A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.
O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.
O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.
A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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