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O Irã enfrentará um ‘snapback’ de todas as sanções da ONU? – DW – 04/08/2025
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Irã está potencialmente enfrentando um retorno de todas as sanções da ONU que foram levantadas como parte de seu acordo nuclear de 2015 – O Plano de Ação Abrangente Conjunto (JCPOA) – com poderes globais.
Como parte deste Contrato, foi introduzido um mecanismo chamado “Snapback”, o que permite que qualquer estado signatário tome medidas se suspeitar que O Irã não está cumprindo seus compromissos sob o pacto.
Eles poderiam então iniciar um processo que leva automaticamente à reposição de todas as sanções da ONU contra o Irã em questão de semanas.
O acordo nuclear também impede qualquer outra nação participante de vetar a ativação do mecanismo de snapback, que foi projetado para permanecer em vigor por dez anos.
Um snapback completo de todas as sanções internacionais causaria um golpe severo para o Irã.
Israel atacará o programa nuclear do Irã?
Ameaça à economia problemática do Irã
De acordo com o direito internacional, as sanções da ONU seriam vinculativas para todos os Estados membros da ONU.
As sanções originalmente direcionavam não apenas os setores de petróleo e energia do Irã, mas também áreas como bancos, seguros e transporte.
A economia iraniana aceitaria um golpe grave se todas as medidas de sanções fossem reimpostas, principalmente no que diz respeito às exportações de petróleo, investimento internacional e acesso ao sistema financeiro global.
Teerã já ameaçou tomar contramedidas decisivas se o mecanismo de snapback fosse ativado.
Um dos movimentos de retaliação de Teerã pode ser se retirar do Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT), disse o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, em dezembro de 2024.
O ministro das Relações Exteriores Seyed Abbas Araghchi também alertou que o Irã poderia repensar fundamentalmente sua posição sobre a questão de saber se o país deveria adquirir armas nucleares.
Embora a República Islâmica possua o know-how necessário para produzir armas nucleares, disse Araghchi, até agora se absteve de desenvolvê-las. O Irã insistiu repetidamente que sua indústria nuclear é estritamente para uso civil.
Quão poderoso é o Irã realmente?
Um acordo fracassado
Há dez anos, depois de longas e minuciosas negociações, Teerã concordou em um acordo nuclear com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos), além da Alemanha, conhecida coletivamente como P5+1. A União Europeia (UE) também participou das negociações.
O acordo teve como objetivo reduzir o programa nuclear de Teerã e colocá -lo sob o monitoramento do Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA). Em troca, as sanções da ONU deveriam ser levantadas e o Irã deveria ser reintegrado, econômica e politicamente.
Mas o plano falhou.
Em maio de 2018, durante Presidente Donald Trump’s Primeiro mandato, os EUA se retiraram unilateralmente do acordo, dizendo que queria um “negócio melhor”.
Trump então impôs uma estratégia de “pressão máxima” ao Irã, batendo em sanções unilaterais e ameaçando empresas estrangeiras com multas se continuassem a fazer negócios com Teerã.
Em resposta, Teerã começou a se afastar gradualmente de seus compromissos relacionados à nuclear e começou a exceder os limites do tratado no processamento de urânio com baixo teor de urânio. O regime iraniano também começou a enriquecer o urânio para concentrações mais altas.
Os EUA queriam recuperar as sanções já em abril de 2020. Mas os outros membros do P5+1 se opuseram à mudança, dizendo que Washington não poderia implementar unilateralmente o mecanismo porque havia deixado o acordo nuclear em 2018.
Os EUA não retornaram ao JCPOA, mesmo sob o presidente Joe Biden, tornando a situação atual ainda mais complicada.
O Irã está desenvolvendo uma arma nuclear?
A Resolução 2231 da ONU foi violada?
A disputa sobre o programa nuclear do Irã continuou a aumentar, com Teerã investindo em novas centrífugas para enriquecimento de urânio e, segundo especialistas, se aproximando cada vez mais da construção de uma bomba nuclear.
Simultaneamente, Teerã está avançando com seu programa de mísseis e construiu seu arsenal de foguete, aparentemente incluindo mísseis de longo alcance.
Oficialmente, o Irã ainda insiste que não está tentando obter armas nucleares e descreve seu programa de mísseis como puramente defensivo. No entanto, várias nações afirmam que Teerã violou a Resolução 2231 da ONU ao desenvolver mísseis balísticos.
Essa resolução, adotada em julho de 2015 como parte do acordo nuclear, exige explicitamente ao Irã “não realizar nenhuma atividade relacionada a mísseis balísticos que possam ser projetados como sistemas de entrega para armas nucleares”. O mecanismo do Snapback também faz parte desta resolução, que, após dez anos, expira em 18 de outubro.
Este artigo foi originalmente escrito em alemão.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre
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15 de maio de 2026O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.
Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).
O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.
Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.
Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.
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