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O legado de Mitch McConnell: um ‘ceifador’ para o bipartidarismo dos EUA? | Notícias de política

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Um novo Congresso dos Estados Unidos reúne-se em Washington, DC, no dia 3 de janeiro. Mas, pela primeira vez em 18 anos, um importante líder republicano não estará mais no comando: Senador Mitch McConnell.

Desde 2007, McConnell serviu como chefe do Partido Republicano no Senado, conduzindo os membros da sua bancada através de quatro presidências diferentes e inúmeros obstáculos legislativos.

Especialistas dizem que seu mandato como o líder do partido mais antigo do Senado acabará por ser lembrado como um ponto de inflexão para os republicanos e o Congresso como um todo.

Sob McConnell, a política dos EUA afastou-se dos tapinhas nas costas e dos construtores de consenso de eras anteriores. Em vez disso, McConnell ajudou a inaugurar um período de política hiperpartidária e violadora de normas que abriu caminho para figuras como novo presidente Donald Trumpo líder do movimento Make America Great Again (MAGA).

“Em primeiro lugar, ele ampliou uma tendência de obstrução minoritária no Senado”, disse Steven S Smith, professor emérito de ciência política na Universidade de Washington em St Louis, à Al Jazeera.

Smith destacou que McConnell liderou a maioria republicana durante apenas seis de seus 18 anos como líder do Senado. O resto do seu mandato foi gasto na mobilização de uma minoria no Senado com 100 lugares para perturbar a agenda do rival Partido Democrata.

“Em segundo lugar, ele será conhecido por aprofundar a polarização partidária no Senado”, disse Smith. “Embora McConnell não seja um conservador ou extremista MAGA pelos padrões de hoje, ele era um líder profundamente partidário.”

Apesar do seu compromisso com o Partido Republicano, alguns vêem McConnell como um potencial baluarte para figuras como Trump, com quem entrou em conflito no passado.

Embora ele seja deixando o cargo de líder do partidoMcConnell pretende permanecer no Senado pelo restante de seu mandato de seis anos. Mas ainda não se sabe até que ponto McConnell actuará como um controlo da ambiciosa agenda de Trump para o segundo mandato.

“Eu ficaria muito surpreso em vê-lo ser provocativo em público. Sua influência está se tornando clandestina”, disse Al Cross, um repórter e colunista veterano que cobriu o mandato de McConnell, à Al Jazeera.

O então presidente Donald Trump faz campanha com o líder do Senado, Mitch McConnell, em Lexington, Kentucky, em novembro de 2019 (Susan Walsh/AP Photo)

‘Eu costumo interpretar o vilão’

McConnell liderou uma longa e histórica carreira no Senado. Em 1984, ele fez sua primeira candidatura a um assento na Câmara, destituindo um democrata em exercício.

Ele permaneceu invicto desde então. Em 2020, conquistou seu sétimo mandato consecutivo.

Sua ascensão ao topo do Senado ocorreu sem oposição significativa. A aposentadoria em 2007 do anterior líder republicano do Senado, Bill Frist, deixou o cargo vago.

Mas mesmo desde os seus primeiros dias como líder do Senado, McConnell cultivou uma reputação de linha dura e obstrucionista.

Durante o seu primeiro ano como líder republicano, o The New York Times descreveu-o como operando com “eficiência quase robótica” para derrubar as políticas democratas, apesar de liderar uma minoria no Senado.

“O senhor McConnell e os seus colegas republicanos estão a fazer uma defesa tão rígida, bloqueando quase todos os projetos de lei propostos pela escassa maioria democrata, que são cada vez mais capazes de ditar o que querem”, escreveu o repórter David Herszenhorn.

McConnell rapidamente abraçou a sua visibilidade como um guerreiro partidário, um autodenominado “ceifador” de propostas progressistas.

Uma coluna editorial o apelidou de “Senador Não” por sua recusa em trabalhar do outro lado do corredor. O próprio McConnell cumprimentou os repórteres uma vez dizendo: “Darth Vader chegou”.

“Ao longo das três décadas em que fui senador dos EUA, fui alvo de muitos perfis”, escreveu McConnell nas primeiras linhas do seu livro de memórias de 2016. “Eu normalmente interpreto o vilão.”

Smith, o professor da Universidade de Washington, descreveu McConnell como o desencadeador de uma “transformação” no Senado como resultado da sua abordagem linha-dura.

Antes da liderança de McConnell, Smith disse que o Senado só via “obstruções minoritárias ocasionais”. Mas depois, a Câmara ficou conhecida nos círculos políticos como o “Senado dos 60 votos”.

Esse apelido é uma referência aos 60 votos necessários para superar uma obstrução minoritária, também conhecida como obstrução.

Sob McConnell, explicou Smith, “agir com base em legislação de qualquer importância enfrentaria obstrução da minoria e exigiria 60 votos para a coagulação”.

Mitch McConnell em frente a uma bandeira dos EUA
O líder republicano do Senado, Mitch McConnell, foi creditado por alguns críticos por expandir o uso de ‘obstrução minoritária’ no Senado (Arquivo: Susan Walsh/AP Photo)

Normas de flexão

Um dos momentos mais polêmicos de McConnell ocorreu em 2016, com a morte do juiz da Suprema Corte, Antonin Scalia.

Normalmente, quando um juiz morre, o presidente em exercício tem o direito de nomear um substituto. Mas a morte de Scalia ocorreu 11 meses antes de uma eleição presidencial crucial. E o presidente da altura, o democrata Barack Obama, aproximava-se do fim do seu último mandato.

McConnell fez um impressionante – e rápido – aposta política. Poucas horas após a morte de Scalia, o líder republicano anunciou que se recusaria a convocar uma votação para confirmar o substituto escolhido por Obama.

“O povo americano deveria ter voz na escolha do próximo juiz da Suprema Corte. Portanto, esta vaga não deve ser preenchida até que tenhamos um novo presidente”, disse McConnell num comunicado.

Publicações de esquerda como The Nation condenaram a decisão de McConnell como um ataque à Constituição dos EUA. “Esta recusa explodiu as normas”, escreveu o jornalista Alec MacGillis na publicação ProPublica.

Mas a aposta de McConnell mudou o equilíbrio de poder na quadra para as gerações futuras.

Em Novembro daquele ano, os eleitores dos EUA elegeram Trump – um recém-chegado político – para o seu primeiro mandato na Casa Branca, preparando o terreno para mais mudanças nas normas de Washington.

Trump finalmente nomeado três juízes de direita ao Supremo Tribunal, incluindo um para substituir Scalia. Isso consolidou uma supermaioria conservadora no banco, prevendo-se que moldará a lei dos EUA para as gerações vindouras.

Mais tarde, Trump creditou McConnell como seu “ás na manga” e “parceiro”.

“Mitch reconheceu, tal como eu, que uma vez que os juízes gozam de mandato vitalício, o impacto das nomeações judiciais pode ser sentido durante trinta anos ou mais”, escreveu Trump num prefácio às memórias de McConnell. “Transformar o judiciário federal é o jogo mais longo!”

Mitch McConnnell está atrás de um pódio em 2016, cercado por colegas do Congresso.
O líder republicano do Senado, Mitch McConnell, liderou seu partido em 2016 para bloquear a nomeação de Merrick Garland, a escolha do ex-presidente Barack Obama para a Suprema Corte (J Scott Applewhite/AP Photo)

Uma rivalidade Trump

Mas na preparação para uma nova e encorajada administração Trump em 2025, McConnell tem cada vez mais falado contra o presidente eleito e a sua plataforma isolacionista “América Primeiro”.

Os dois líderes republicanos têm reiteradamente cabeças batidase seu relacionamento é notavelmente gelado.

Trump chamou abertamente McConnell de “velho corvo” e difamou a sua “esposa amante da China” Elaine Chao, uma bofetada na sua herança asiática.

McConnell, entretanto, respondeu com as suas próprias palavras de combate, sugerindo paralelos entre Trump e o isolacionismo na década de 1930.

“Estamos num mundo muito, muito perigoso neste momento, reminiscente de antes da Segunda Guerra Mundial”, disse McConnell ao Financial Times em Dezembro. “Até o slogan é o mesmo. ‘América em primeiro lugar.’ Isso foi o que disseram nos anos 30.”

Ao deixar seu cargo de liderança em janeiro, McConnell deverá assumir o cargo de presidente do Subcomitê de Defesa de Dotações do Senado.

Na sua nova posição, é provável que defenda o fortalecimento das forças armadas dos EUA para combater ameaças de adversários como a Rússia, o Irão e a China.

No entanto, aos 82 anos, com desafios de saúde incluindo uma queda recente, os especialistas dizem que é pouco provável que McConnell ofereça muita resistência à próxima administração Trump.

“Como o senador McConnell está fora de sua posição de liderança e dada sua fragilidade física, não espero muita oposição sustentada dele”, disse o cientista político da Universidade de Harvard, Daniel Ziblatt, à Al Jazeera.

“É possível que ele dê um voto divergente aqui ou ali que possa fazer a diferença. Mas seu histórico não me deixa prendendo a respiração.”

Mitch McConnell fala com sua esposa Elaine Chao
O líder republicano do Senado, Mitch McConnell, conversa com sua esposa, a então secretária do Trabalho Elaine Chao, em 13 de agosto de 2007 (Ed Reinke/AP Photo)

Não há maior institucionalista

Ainda assim, Herbert Weisberg, professor de ciência política na Universidade Estadual de Ohio, prevê que McConnell possa atuar como um interlocutor ocasional. voz dissidenteespecialmente enquanto o Senado avalia alguns dos controversos nomeados de Trump para cargos governamentais de alto nível.

“Ele normalmente gostaria de submeter as nomeações a um presidente republicano, mas será cauteloso com as nomeações incomuns de Trump. Ele pode estar disposto a votar contra alguns, mas não todos”, disse Weisberg à Al Jazeera.

McConnell – um sobrevivente infantil da poliomielite – já emitiu um aviso público aos novos funcionários da administração para “evitarem” esforços “para minar a confiança do público” em “curas comprovadas”, para que não atrapalhem as suas audiências de confirmação no Senado.

A declaração veio imediatamente após o indicado de Trump para a saúde Robert F. Kennedy Jr. estava ligado a um esforço para revogar a aprovação da vacina contra a poliomielite no The New York Times.

Mas é pouco provável que um único republicano consiga atrasar uma nomeação ou uma peça legislativa, como salientou Steven Okun, analista de política, governo e comércio dos EUA.

Os republicanos detêm uma Maioria de 53 pessoas no próximo Senado. E muitos no partido apoiam firmemente a liderança de Trump.

Assumindo uma oposição democrata unida, “seriam necessários quatro senadores republicanos para impedir qualquer coisa que um futuro presidente Trump apresente ao Senado”, explicou Okun.

É improvável que McConnell, acrescentou Okun, assuma o papel de dissidente – “apenas quando Donald Trump prosseguir as ações mais agressivas que iriam contra o interesse nacional dos EUA”.

Afinal, a lealdade partidária tem sido um princípio fundamental da liderança de McConnell. E especialistas como Cross, o jornalista, acreditam que McConnell não vai querer perder a oportunidade de usar o poder do Senado para moldar a política presidencial.

“Não consigo pensar em nenhum institucionalista maior do que Mitch McConnell”, disse Cross. “Ele adora o Senado, é o que ele aspira. Ele não quer abrir mão de seu papel de aconselhamento e consentimento.”



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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

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Pavic-Lab da Ufac apresenta seis trabalhos em congresso internacional de computação — Universidade Federal do Acre

Pesquisadores do projeto Pavic-Lab, da Universidade Federal do Acre (Ufac), apresentaram seis trabalhos científicos durante a Conference on Graphics, Patterns and Images (SIBGRAPI 2026), congresso internacional de referência nas áreas de computação gráfica, processamento de imagens e visão computacional, realizado de 29 de setembro a 2 de outubro, em Goiânia (GO). As pesquisas foram desenvolvidas no projeto de pesquisa e desenvolvimento (P&D) Pesquisas Aplicadas em Visão e Inteligência Computacional (Pavic-Lab), uma iniciativa de cooperação técnico-científica entre a Ufac, Motorola, Flextronics e Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape).

Segundo a professora do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), Ana Beatriz Alvarez Mamani, a participação no congresso contribui para divulgar a produção científica desenvolvida no Acre e ampliar o intercâmbio com outras instituições. Ela destacou que a presença da Ufac em eventos científicos também ajuda a reduzir as desigualdades regionais na ciência brasileira, além de possibilitar novas parcerias e o aperfeiçoamento das pesquisas.

A equipe foi composta pela professora Ana Beatriz Alvarez Mamani, pelo pesquisador Quefren Leher, pelos mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação (PPGCC) Clécio Silva, Lucas Carvalho, Gustavo Ferreti, Julio Martins e Ian Teixeira, além do graduando em Sistemas de Informação Kauã Galvão de Macedo.

Dos seis trabalhos apresentados, um integrou uma sessão especial do congresso e já foi publicado na revista científica Computers & Graphics. Outros três foram apresentados na programação principal, com previsão de publicação nos anais do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) e na biblioteca digital da Sociedade Brasileira de Computação (SBC). Os dois trabalhos restantes foram apresentados em workshops, também com previsão de publicação na biblioteca digital da SBC.

As pesquisas estão divididas em duas áreas principais: reconstrução tridimensional e processamento de imagens. Na primeira, Clécio Silva apresentou um método computacional para criar representações digitais mais detalhadas de ambientes internos a partir de imagens. A tecnologia pode ser aplicada em jogos, realidade virtual e aumentada, simulações e projetos da construção civil.

Na área de processamento de imagens, Lucas Carvalho apresentou uma pesquisa para reconstruir imagens de alta faixa dinâmica (HDR) a partir de uma única imagem convencional, buscando recuperar detalhes em regiões claras e escuras. Gustavo Ferreti desenvolveu uma rede neural para combinar imagens com diferentes níveis de exposição e melhorar a qualidade visual dos resultados.

Julio Martins apresentou uma metodologia para reduzir o custo computacional da reconstrução de imagens HDR, preservando a qualidade das imagens produzidas. Ian Teixeira investigou o uso de mecanismos de atenção em modelos de inteligência artificial para recuperar informações em imagens de baixa qualidade. Já Kauã Galvão de Macedo apresentou uma abordagem que combina redes neurais e técnicas de processamento de sinais para melhorar imagens capturadas em ambientes com pouca iluminação.

Os métodos desenvolvidos apresentam potencial de aplicação em sistemas embarcados com recursos computacionais limitados, como dispositivos eletrônicos que integram processamento de imagens, permitindo aprimorar a qualidade visual com menor demanda de processamento.

Para o graduando Kauã Galvão de Macedo, a participação no congresso proporcionou a oportunidade de apresentar os resultados de sua pesquisa e conhecer novas abordagens científicas. “Foi uma ótima experiência, tanto pela oportunidade de apresentar minhas pesquisas desenvolvidas na Ufac quanto pela troca de conhecimentos com pesquisadores de outras instituições”, afirmou.

Segundo Kauã, as discussões realizadas durante o evento possibilitaram o contato com técnicas que poderão contribuir para suas pesquisas e para os projetos desenvolvidos pelo Pavic-Lab, além de abrir oportunidades de colaboração científica.

O mestrando em Ciência da Computação Gustavo de Souza Ferreti também destacou a importância da experiência para sua formação acadêmica. “Tive a oportunidade gratificante de conhecer professores e pesquisadores com ampla trajetória no nosso campo, além de ouvir sobre suas vivências e receber orientações valiosas para aprimorar meu trabalho”, disse.

O Pavic-Lab desenvolve atividades de pesquisa voltadas ao processamento de imagens, ao aprimoramento da qualidade visual e à reconstrução tridimensional de ambientes e objetos. Após a participação no congresso, a equipe dará continuidade às pesquisas científicas, com novos experimentos e avaliações para aperfeiçoar os métodos, reduzir custos computacionais e ampliar as possibilidades de aplicação prática dos resultados.



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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

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Ufac abre 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) iniciou, na manhã desta segunda-feira, 19, a 1ª Conferência Internacional Amazônia Nexus. A solenidade de abertura ocorreu no auditório do e-Amazônia, no campus-sede, em Rio Branco, e reuniu professores, estudantes, participantes externos e palestrantes locais, nacionais e internacionais.

A vice-reitora da Ufac, Almecina Balbino, destacou que o evento busca fortalecer a produção científica regional e estreitar os laços interinstitucionais. Segundo ela, a conferência favorece a criação de uma rede de conexão entre os programas de pós-graduação e viabiliza a internacionalização por meio da cooperação Sul-Sul, permitindo que pesquisadores externos contribuam diretamente para os estudos sobre o território amazônico.

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, ressaltou o papel da extensão universitária na articulação do conhecimento científico com a comunidade. “Não existe integração entre ensino, pesquisa e extensão se a gente tirar as pesquisas da prateleira sem estarmos envolvidos com ações de extensão, que fazem a intermediação entre o conhecimento da universidade e a sociedade”, declarou. Ele também destacou que a rede de contatos estabelecida entre as diferentes áreas fortalece a qualidade acadêmica da instituição.

O coordenador do evento, professor Flávio Roberto Chaves da Silva, expressou satisfação com o início da conferência e destacou a dimensão coletiva da iniciativa. “É com muita alegria, satisfação e gratidão que damos início a este projeto que nasceu do desejo de fortalecer a ciência, a cooperação e a internacionalização da pesquisa na Amazônia. Celebramos a coragem de começar, a força do trabalho coletivo e a realização de um sonho. Que esta seja a primeira de muitas edições, promovendo o conhecimento e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da nossa região”, afirmou o docente, agradecendo a parceria dos palestrantes, da comissão organizadora e dos apoiadores.

Durante a abertura, a mesa de debates destacou a importância do encontro para a região. O professor e pesquisador Lin Shau Ming, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), um dos palestrantes do dia, ressaltou que os estudos sobre plantas medicinais e agrobiodiversidade contribuem para o bem-estar das comunidades tradicionais. Segundo ele, o tema está alinhado à proposta central do evento de promover a integração de diferentes saberes e áreas do conhecimento na universidade.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal na Amazônia Ocidental, Cíntia Daudt, destacou o compromisso social da universidade com a produção de conhecimento e o desenvolvimento regional. “É um evento bem importante para a nossa região e para a nossa universidade. Estamos aqui cumprindo o nosso ato de educação. Como dizia Paulo Freire, ‘educar é um ato político’. Nós estamos cumprindo a nossa parte, unindo ensino, pesquisa e extensão em um único evento”, afirmou.

A cerimônia de abertura contou ainda com a participação do pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; dos coordenadores Fernando da Silva Souza, de Ciência, Inovação e Tecnologia para a Amazônia; Felipe Souza, de Ciência Florestal; Regina Lúcia Ferreira, de Produção Vegetal; e da vice-coordenadora Danúsia Rocha, de Saúde Coletiva.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove ação de prevenção à saúde da mulher durante o Outubro Rosa — Universidade Federal do Acre

A Ufac, por meio da Pró-Reitoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep) e da Diretoria de Saúde e Qualidade de Vida (DSQV), realizou nesta sexta-feira, 16, no estacionamento H (bloco de Medicina) do campus-sede, uma ação de prevenção e cuidado à saúde da mulher em alusão à campanha Outubro Rosa. Com o tema “A rotina pode esperar um pouco. Cuidar de você também é prioridade”, a iniciativa disponibilizou exames preventivos do colo do útero (PCCU) e testes rápidos para toda a comunidade acadêmica.

A diretora de Saúde e Qualidade de Vida da Ufac, Ane Kelly Severino Salvino, destacou a importância de facilitar o atendimento no próprio ambiente de trabalho para servidoras e terceirizadas. “A ideia é que elas parem por um momento, deixem o trabalho um pouquinho de lado e passem a se cuidar. Oferecer essa facilidade é muito gratificante”, afirmou. Ela ressaltou ainda as parcerias com a Uninorte, o sindicato e a Residência em Enfermagem Obstétrica para ampliar a ação.

A coordenadora de Vigilância à Saúde do Servidor, Priscila Miranda, ressaltou a importância de uma abordagem integral da saúde feminina e chamou a atenção para a sobrecarga da rotina das mulheres. “Trazemos esse olhar para mostrar que a mulher precisa se conscientizar sobre a prioridade de cuidar de si mesma e de sua saúde física e mental, não apenas no Outubro Rosa. Trazer esses exames para dentro da universidade dá a elas o tempo necessário para o autocuidado”, pontuou.

Conscientização e prevenção

Durante a ação, residentes do programa de Enfermagem Obstétrica da Ufac atuaram no acolhimento e na orientação das mulheres atendidas, reforçando a importância da prevenção do câncer do colo do útero, apontado como o segundo tipo com maior mortalidade feminina no mundo.

A enfermeira residente Francisca da Silva enfatizou que a campanha é um momento estratégico de mobilização. “Nós temos todos os 12 meses do ano para orientar, mas o mês de outubro é quando toda a rede intensifica ações para chamar as mulheres a realizarem seus exames o quanto antes”, ressaltou.

A enfermeira residente Vitória Amorim alertou que o câncer do colo do útero é assintomático no início, mas pode ser prevenido por meio do rastreamento e do tratamento de lesões precursoras. “Com o rastreamento periódico pelo PCCU, é possível diagnosticar e tratar lesões pré-cancerígenas anos antes que a doença se desenvolva. Por isso, promover essa educação em saúde no campus é vital para estimular o cuidado rotineiro”, explicou.

A iniciativa contou com a parceria do programa de Residência em Enfermagem Obstétrica da Ufac, dos cursos de Medicina e Enfermagem da Uninorte e do sindicato da categoria, que contribuíram para o suporte técnico e o atendimento às participantes.



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