POLÍTICA
‘O mais brasileiro dos argentinos’, diz Lula sobre…
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10 meses atrásem
Larissa Quintino
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou uma mensagem nas redes sociais em homenagem ao papa Francisco, que morreu nesta segunda-feira, 21, em decorrência de um AVC.
Segundo o presidente, Francisco foi papa de todos, “mas principalmente dos excluídos, dos mais pobres, dos injustiçados, dos imigrantes, dos que não têm voz, das vítimas, da fome e do abandono”. O presidente decretou luto oficial de sete dias e irá ao Vaticano acompanhado da primeira-dama, Rosangela da Silva, para acompanhar o funeral do pontífice.
“Hoje foi um dia de muita tristeza para todos aqueles que, acima das religiões, fazem do amor a sua profissão de fé. Francisco foi o Papa do acolhimento e, por isso, acordamos hoje um pouco órfãos do seu afeto. Um afeto que era livre de preconceitos e julgamentos, em um mundo que sofre com a discriminação e a intolerância”, disse Lula em vídeo postado nas suas redes sociais.
Lula lembrou do bom humor do pontífice e citou a paixão pelo futebol, algo que, segundo ele, aproximava Francisco ainda mais do Brasil. “A paixão pelo futebol, qualidade que fazia dele o mais brasileiro dos argentinos”, brincou.
Papa da esperança
O presidente lembrou a última mensagem do papa, na benção Urbi et Orbi, lida neste domingo de Páscoa por um auxiliar. Lula destacou a mensagem de esperança e união deixada pelo pontífice, que pediu pelo desarmamento. “Em sua despedida, renovou as crenças nos seres humanos e previu um futuro melhor para a humanidade. Disse que o amor venceu o ódio, a verdade venceu a mentira, o perdão venceu a vingança. Esse é o mundo que haveremos de construir, inspirados no Papa Francisco”, enfatizou.
Lula destacou ainda uma das audiências que teve com Francisco, em que eles discutiram a necessidade de uma aliança global contra a fome e a pobreza, que foi lançada pelo Brasil durante a cúpula do G20, no Rio de Janeiro. O presidente destacou que Francisco fez seguidos alertas sobre a crise climática e a ameaça de destruição do nosso planeta.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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