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O mercado está errado sobre as taxas dos EUA sob Trump – 22/01/2025 – Mercado

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Mesmo após toda a comoção em torno do retorno de Donald Trump à Casa Branca, ainda há um descompasso generalizado entre o impulso ao crescimento amplamente esperado sob o presidente e as expectativas de taxas de juros nos EUA.

A última reunião do Federal Reserve em dezembro assustou os mercados com uma perspectiva “hawkish” (combativa à inflação) sobre a possibilidade de novos cortes de taxas. Os mercados ajustaram-se, precificando dois cortes em vez de quatro para 2025. Quanto ao timing, os mercados agora precificam uma probabilidade de 25% de um corte em março, subindo para mais de 60% até junho, e perto de 84% até dezembro. No geral, o mercado está precificando cerca de 0,40 pontos percentuais de cortes pelo Fed. Discordamos.

Não acreditamos que o Fed cortará as taxas em 2025 —nem acreditamos que o Fed tenha terminado. Em vez disso, esperamos que a economia americana resiliente e as políticas de Trump elevem as expectativas inflacionárias e forcem o presidente do Fed, Jay Powell, a aumentar as taxas a partir de setembro.

Nossa justificativa baseia-se em três fatores principais. Primeiro, a economia dos EUA. Indicadores econômicos líderes e dados sobre sentimento do consumidor, lucros corporativos e atividade de serviços sugerem que os negócios estão claramente em modo de expansão desde agosto.

No que diz respeito ao emprego, há um quadro resiliente em todos os setores econômicos. Historicamente, com exceção de 1973, havia três setores que antecipavam uma recessão: manufatura, construção residencial e serviços temporários. Com exceção deste último, os outros dois são bastante resilientes, impedindo uma economia americana mais fraca impulsionada pelo aumento do desemprego.

Quanto ao setor de “informação” —que abrange áreas como publicação e telecomunicações, mais relevantes na sociedade atual em comparação com as décadas de 1980 e 1990— o nível de novos empregos permaneceu estável em 3-4% abaixo de seu pico cíclico recente e melhor do que em outubro de 2023. Em resumo, o emprego permanece resiliente sem sinais de fraqueza econômica iminente levando a uma recessão. E a inflação nos EUA permanecerá este ano dentro da faixa de 2,5-3,5% —seja por conta própria ou com a ajuda do Fed.

Agora vamos ao nosso segundo fator: as políticas de Trump. Combinadas com a economia resiliente, esperamos que levem a taxas mais altas. As “incógnitas conhecidas” são quais políticas Trump vai implementar, quão agressivamente ele as perseguirá e, por último, mas não menos importante, quando ele as implementará (se o fizer!). A inauguração forneceu algumas pistas, mas nenhuma clareza. No entanto, o denominador comum é que todas as políticas em consideração são potencialmente inflacionárias: cortes de impostos fiscalmente expansionistas, tarifas, desregulamentação que impulsiona o crescimento e deportações de trabalhadores migrantes indocumentados.

Isso nos leva à terceira razão: a credibilidade do Fed. Se a combinação da economia dos EUA com as políticas de Trump não aumentar as pressões inflacionárias —seja porque a economia surpreende negativamente, ou o indicado para secretário do Tesouro, Scott Bessent, encoraja Trump a adotar políticas mais ortodoxas— então não vemos o Fed tendo que aumentar as taxas.

Se, no entanto, a economia dos EUA por si só, ou em combinação com as políticas de Trump, aumentar as pressões inflacionárias e, mais importante, as expectativas de aumento de preços, então o Fed tomará medidas imediatas —primeiro com uma retórica mais hawkish (tanto para os mercados quanto para os formuladores de políticas nos bastidores), seguida por uma política mais rígida.

Mais especificamente, esperaríamos que o Fed observasse e ouvisse no primeiro trimestre deste ano, alertasse sobre um possível aperto no segundo e tomasse medidas no terceiro.

No período de 2020-21, o Fed foi tarde demais para enfrentar um aumento da inflação, levando à infame mudança de política de Powell em dezembro de 2021. Desta vez, ele não pode correr o risco de errar duas vezes. Portanto, o Fed permanecerá super ortodoxo e escolherá a inflação em vez do emprego, caso a decisão precise ser tomada. Além disso, e provavelmente de forma mais controversa, acreditamos que o próximo presidente do Fed a assumir o cargo de Powell em maio de 2026 também permanecerá ortodoxo, apesar de ser uma indicação política de Trump.

No entanto, essa última nomeação definirá o cenário para a eventual mudança na meta de inflação do Fed de 2% para 3% durante a terceira “Revisão do Quadro” do banco central em 2030. O impacto das tensões geopolíticas e a necessidade de abordar desequilíbrios socioeconômicos exigirão um nível marginalmente mais alto de inflação para garantir pleno emprego. Isso também abriria caminho para que outros bancos centrais seguissem o exemplo.



Leia Mais: Folha

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

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Ufac lança projeto voltado à educação na Resex Cazumbá-Iracema — Universidade Federal do Acre

A Ufac lançou o projeto de extensão “Tecendo Teias de Aprendizagem: Cazumbá-Iracema”, em solenidade realizada nesta sexta-feira, 6, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas. A ação é desenvolvida em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Associação dos Seringueiros da Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema.

Viabilizado por meio de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), o projeto tem como foco promover uma educação contextualizada e inclusiva, com ações voltadas para docentes e estudantes da reserva, como formação em metodologias inovadoras, implantação de hortas escolares, práticas agroecológicas sustentáveis e produção de um documentário com registros da memória cultural da comunidade.

A reitora Guida Aquino destacou a importância da iniciativa. “É um momento ímpar da universidade, que cumpre de fato seu papel social. O projeto nasce a partir da escuta da comunidade, com apoio fundamental do senador Petecão, que tem investido fortemente na educação.” Ela também agradeceu o apoio financeiro para funcionamento da instituição. “Se não fossem as emendas, não teríamos fechado o ano passado com energia, segurança e limpeza garantidas.”

Petecão frisou que o investimento em educação é o melhor caminho para transformar a realidade da juventude e manter as comunidades nas reservas. “Não tem sentido incentivar as pessoas a deixarem a floresta. O mundo todo quer conhecer a Amazônia e o nosso povo quer sair de lá. Está errado. A reserva Cazumbá-Iracema é um exemplo de paz e organização, e esse projeto pode virar referência nacional.”

Ele reafirmou seu apoio à universidade. “A Ufac é um patrimônio do Acre. Já destinamos mais de R$ 40 milhões em emendas para a instituição. Vamos continuar apoiando. Educação não tem partido.”

O pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes, explicou que a proposta foi construída a partir de escutas com lideranças da reserva. “O projeto mostra que a universidade pública é espaço de formulação de políticas. Educação é direito, não mercadoria.” Ele também defendeu a atualização da legislação que rege as fundações de apoio, para permitir a inclusão de moradores de comunidades extrativistas como bolsistas em projetos de extensão.

Durante o evento, foram entregues placas de agradecimento à reitora Guida Aquino, ao senador Sérgio Petecão e ao pró-reitor Carlos Paula de Moraes, além de cestas com produtos da comunidade.

A reserva extrativista (Resex) Cazumbá-Iracema possui cerca de 750 mil hectares nos municípios acreanos de Sena Madureira e Manoel Urbano, com 18 escolas, 400 estudantes e aproximadamente 350 famílias.

Também participaram da mesa de honra o coordenador do projeto, Rodrigo Perea; o diretor do Parque Zoobotânico, Harley Araújo; o chefe do ICMBio em Sena Madureira, Aécio dos Santos; a subcoordenadora do projeto, Maria Socorro Moura; e o estudante Keven Maia, representante dos alunos da Resex.



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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

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Grupo de pesquisa da Ufac realiza minicurso sobre escrita científica — Universidade Federal do Acre

O grupo de pesquisa Elos: Estudos em Economia, Finanças, Política e Segurança Alimentar e Nutricional, da Ufac, realiza o minicurso Escrita Científica em 12 de fevereiro, em local ainda a ser definido. A ação visa proporcionar uma introdução aos fundamentos da produção acadêmica. A carga horária do minicurso é de duas horas e os participantes receberão certificado. As inscrições estão disponíveis online.

Serão ofertadas duas turmas no mesmo dia: turma A, às 13h30, e turma B, às 17h20. A atividade é coordenada pela professora Graziela Gomes, do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais Aplicadas.

A metodologia inclui exposição teórica e atividades práticas orientadas. A atividade abordará técnicas de citação, paráfrase, organização textual e ética na escrita científica, contribuindo para a redução de dificuldades recorrentes na elaboração de trabalhos acadêmicos e para a prevenção do plágio não intencional.

 

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza formatura de alunos do CAp pela 1ª vez no campus-sede — Universidade Federal do Acre

A Ufac realizou a cerimônia de certificação dos estudantes concluintes do ensino médio do Colégio de Aplicação (CAp), referente ao ano letivo de 2025. Pela primeira vez, a solenidade ocorreu no campus-sede, na noite dessa quinta-feira, 29, no Teatro Universitário, e marcou o encerramento de uma etapa da formação educacional de jovens que agora seguem rumo a novos desafios acadêmicos e profissionais.

A entrada da turma Nexus, formada pelos concluintes do 3º ano, foi acompanhada pela reitora Guida Aquino; pelo diretor do CAp, Cleilton França dos Santos; pela vice-diretora e patronesse da turma, Alessandra Lima Peres de Oliveira; pelo paraninfo, Gilberto Francisco Alves de Melo; pelos homenageados: professores Floripes Silva Rebouças e Dionatas Ulises de Oliveira Meneguetti; além da inspetora homenageada Suzana dos Santos Cabral.

Guida destacou a importância do momento para os estudantes, suas famílias e toda a comunidade escolar. Ela parabenizou os formandos pela conquista e reconheceu o papel essencial dos professores, da equipe pedagógica e dos familiares ao longo da caminhada. “Tenho certeza de que esses jovens seguem preparados para os próximos desafios, levando consigo os valores da educação pública, do conhecimento e da cidadania. Que este seja apenas o início de uma trajetória repleta de conquistas. A Ufac continua de portas abertas e aguarda vocês.”

Durante o ato simbólico da colocação do capelo, os concluintes reafirmaram os valores que orientaram sua trajetória escolar. Em nome da turma, a estudante Isabelly Bevilaqua Rodrigues fez o discurso de oradora.

A cerimônia seguiu com a entrega dos diplomas e as homenagens aos professores e profissionais da escola indicados pelos concluintes, encerrando a noite com o registro da foto oficial da turma.

 



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