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O novo presidente do COI pode mudar as Olimpíadas DSD e as Regras Trans – DW – 27/01/2025
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O Comitê Olímpico Internacional (COI) desempenha um papel crucial nos esportes globais, com o objetivo de equilibrar a igualdade e a concorrência justa.
Como debates sobre atletas Com as diferenças no desenvolvimento sexual (DSD) e nos atletas transgêneros, a eleição de um novo presidente do COI em 20 de março pode influenciar significativamente as políticas em sua participação nas Olimpíadas.
Lord Sebastian Coe, atual presidente de atletismo mundial, é visto como o mais provável dos sete candidatos a suceder Thomas Bach como o chefe do COI.
Sob sua liderança, o World Athletics implementou algumas das regras mais rigorosas para que os atletas DSD e transgêneros competam como mulheres. Em 2023, estendeu o período durante o qual um atleta precisa manter os níveis de testosterona a menos de 2,5 nanomoles por litro (2,5 nmol/L) de 12 a 24 meses. Considerando que isso já havia se aplicado apenas a eventos de corrida de média distância (400 metros a 1.500 metros) o atletismo mundial estendeu a regra a todas as distâncias.
Todas as mulheres transgêneros que passaram pela puberdade masculina foram banidas de competições de ranking mundial de atletismo feminino, mas um grupo de trabalho planejado para discutir ainda mais a política de transgêneros não conseguiu concretizar, com Lord Coe afirmando em março de 2024 que a política excluindo mulheres transgêneros de categorias femininas está “aqui para ficar”.
O COE também já expressou a crença de que o COI não tinha uma política clara sobre o assunto. “Se você não está preparado para fazer isso, e é aí que as federações internacionais esperam que uma vantagem seja levada, então você realmente perderá o esporte feminino e não estou preparado para ver isso acontecer”, ele disse à BBC no ano passado.
Quem são os atletas DSD?
Os atletas DSD têm variações naturais nas características sexuais, como cromossomos, hormônios ou gônadas (glândulas reprodutivas), que podem não se alinhar com as categorias típicas masculinas ou femininas.
Níveis elevados de testosterona em alguns atletas DSD levaram a debates sobre vantagens competitivas, principalmente no esporte feminino.
Enquanto os proponentes argumentam que regras como as aplicadas pelo atletismo mundial garantem justiça, os críticos destacam preocupações éticas sobre forçar os atletas a alterar medicamente sua fisiologia natural.
O Caster Semenya, um campeão olímpico da África do Sul com testosterona naturalmente alta, recusou -se a fazê -lo depois que as novas regras foram trazidas. Semenya desafiou as regras no tribunal, argumentando que são discriminatórias e prejudiciais.
O que significa ser um atleta transgênero?
Os atletas transgêneros se identificam com um gênero diferente daquele que eles foram designados no nascimento. Sua inclusão em esportes competitivos geralmente se concentra em mulheres trans, com preocupações sobre se elas mantêm vantagens físicas após a transição.
A estrutura atual do COI sugere manter níveis abaixo de 10 nmol/L por 12 meses antes da concorrência.
Algumas federações, como a União Internacional de Ciclismo (UCI) e os aquáticos mundiais, também implementaram limiares mais baixos rigorosos ou requisitos adicionais.
Por outro lado, os homens transgêneros geralmente enfrentam menos restrições, pois nenhuma vantagem competitiva é assumida.
Quais são as regras atuais do COI sobre os níveis hormonais?
A estrutura mais recente do COI, introduzida em 2021, marcou um afastamento significativo de sua política anterior de “tamanho único”.
Embora não exija mais limites uniformes de testosterona em todos os esportes, ele capacita as federações individuais a criar seus próprios critérios com base nos princípios de justiça, inclusão e tomada de decisão baseada em evidências.
Para atletas DSD, não há regras universais, mas muitas federações adotam padrões de elegibilidade baseados em testosterona semelhantes aos atletas transgêneros.
Quais são as principais regras dos órgãos governamentais?
O atletismo mundial não é o único órgão governante que apertou seus regulamentos. Em 2022, os aquáticos mundiais introduziram uma das políticas mais rigorosas para as mulheres trans, limitando a participação àqueles que fizeram a transição antes do início da puberdade.
Os atletas do DSD enfrentam limites separados específicos de eventos, reconhecendo o impacto variável da testosterona nas disciplinas de natação.
Em 2020, o World Rugby se tornou o primeiro grande órgão governamental a proibir as mulheres trans das competições de elite feminina, citando preocupações com a segurança e a justiça.
E, em 2023, a UCI reduziu seu limite de testosterona para atletas transgêneros para apenas 2,5 nmol/L alinhando com outras federações mais rigorosas.
A falta de uma abordagem unificada nos esportes reflete as diferentes visões sobre o papel da testosterona na determinação da vantagem competitiva.
Como as políticas do COI diferem das dos órgãos governamentais?
A abordagem do COI enfatiza a flexibilidade e a tomada de decisão caso a caso, enquanto as federações estão aplicando limiares específicos e critérios detalhados de elegibilidade.
A natureza descentralizada atual da estrutura de 2021 do COI foi elogiada por incentivar a inclusão, mas criticada por criar confusão entre atletas e partes interessadas.
Sem regras uniformes, os atletas enfrentaram uma colcha de retalhos de regulamentos, dependendo do esporte, muitas vezes exigindo que eles navegassem em critérios complexos e às vezes conflitantes.
Que mudanças o novo presidente do COI poderia implementar?
A eleição de um novo presidente do COI pode trazer mudanças na maneira como a organização aborda questões -chave.
As mudanças potenciais podem incluir regras padronizadas nos esportes, com um conjunto unificado de critérios de elegibilidade para simplificar as políticas para atletas DSD e transgêneros, reduzindo a confusão entre as disciplinas.
O debate sobre os limites de testosterona e sua validade científica podem levar a políticas que representam uma gama mais ampla de fatores que influenciam o desempenho atlético, o que significa uma reavaliação dos limiares de testosterona.
Finalmente, encontrar o equilíbrio certo entre segurança e justiça será importante. Em esportes como o rugby, onde a segurança é crítica, novas estratégias podem procurar abordar a inclusão e a participação equitativa sem aumentar os riscos para o bem-estar do atleta.
Editado por: Chuck Penfold
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Professora publica livro sobre sítios naturais sagrados do povo Nukini — Universidade Federal do Acre
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4 de março de 2026A professora Renata Duarte de O. Freitas, do curso de Direito do campus Floresta da Ufac, lança o livro “Aldeia Isã Vakevu, do Povo Originário Nukini: Um Sítio Natural Sagrado no Coração do Juruá” (Lumen Juris, 240 p.). O evento ocorre neste sábado, 7, às 19h, no teatro dos Nauas, em Cruzeiro do Sul. Resultado de investigação científica, a obra integra a cosmologia indígena aos marcos regulatórios da justiça ambiental.
A pesquisa é fundamentada na trajetória de resistência do povo Nukini. O livro presta homenagem à memória de Arlete Muniz (Ynesto Kumã), matriarca, parteira e liderança espiritual que preservou os conhecimentos milenares do Povo da Onça frente aos processos de aculturação e violência histórica.
O texto destaca a continuidade desse patrimônio imaterial, transmitido de geração para geração ao seu neto, o líder espiritual Txane Pistyani Nukini (Leonardo Muniz). Atualmente, esse legado sustenta a governança espiritual no Kupixawa Huhu Inesto, onde a aplicação das medicinas da floresta e a proteção territorial dialogam com a escrita acadêmica para materializar a visão de mundo Nukini perante a sociedade global.
Renata Duarte de O. Freitas introduz no cenário jurídico eixos teóricos que propõem um novo paradigma para a conservação ambiental: sítios naturais sagrados, que são locais de identidade cultural e espiritual; direito achado na aldeia, cuja proposta é que o ordenamento jurídico reconheça que a lei também emana da sacralidade desses locais; e direitos bioculturais, que demonstram que a biodiversidade da Serra do Divisor é preservada porque está ligada ao respeito pelos sítios naturais sagrados.
Ao analisar a sobreposição de uma parte do território Nukini com o Parque Nacional da Serra do Divisor, a obra oferece uma solução científica: o reconhecimento de que áreas protegidas pelo Estado devem ser geridas em conjunto com os povos originários, respeitando seus territórios sagrados.
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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de fevereiro de 2026A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.
Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.
Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.
Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.
Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.
Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).
A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.
Laboratório de Paleontologia
Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.
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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.
Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.
A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:
Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.
Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.
Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.
A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.
Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.
Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação
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