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O número de sem-abrigo nos EUA aumentou 18 por cento no ano passado em meio à crise do custo de vida | Notícias sobre sem-abrigo
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2 anos atrásem
Aumento contínuo do número de sem-abrigo nos Estados Unidos, impulsionado em grande parte pela falta de opções de habitação a preços acessíveis, dizem os especialistas.
O número de pessoas vivendo sem teto nos Estados Unidos aumentou 18% no último ano, afirmou o Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) dos EUA num novo relatório.
Dados divulgados na sexta-feira mostrou que mais de 771.000 pessoas estavam em situação de rua em todo o país, de acordo com uma contagem anual realizada em uma única noite de janeiro de 2024.
O número – que o HUD disse ser o mais elevado alguma vez registado – inclui pessoas que permanecem em abrigos de emergência, refúgios seguros, habitações transitórias ou em locais desabrigados nos EUA.
Não inclui aqueles que vivem em outras formas de instabilidade habitacional, como pessoas que ficam com um amigo ou membro da família porque não têm abrigo próprio.
“O agravamento da nossa crise nacional de habitação a preços acessíveis, o aumento da inflação, a estagnação dos salários entre as famílias de rendimentos médios e baixos e os efeitos persistentes do racismo sistémico levaram os sistemas de serviços aos sem-abrigo aos seus limites”, diz o relatório do departamento (PDF) lê.
O número de sem-abrigo tem aumentado nos EUA há anos, impulsionado em grande parte por uma falta de habitação acessível opções em cidades de todo o país. Em números divulgados no ano passado, o HUD descobriu que o número de sem-abrigo aumentou 12 por cento em 2023 em comparação com o ano anterior.
Grandes cidades de tendas e acampamentos também surgiram em muitas cidades dos EUA em meio ao aumento das taxas de sem-abrigo.
Embora algumas cidades tenham reforçado programas destinados a tirar as pessoas das ruas e colocá-las em abrigos ou alojamentos temporários, outras impuseram medidas duras que, segundo os críticos, penalizaram ou mesmo criminalizaram os sem-abrigo.
Uma das descobertas mais alarmantes do relatório do HUD de sexta-feira foi um aumento significativo no número de crianças sem-abrigo.
Quase 150.000 crianças viviam sem abrigo nos EUA este ano, disse o departamento – um aumento de 33 por cento em comparação com 2023.
“Entre 2023 e 2024, as crianças (com menos de 18 anos) foram o grupo etário que registou o maior aumento no número de sem-abrigo”, concluiu o relatório.
Embora o relatório atribua principalmente o aumento geral do número de sem-abrigo à falta de habitação a preços acessíveis, o HUD afirmou que outros factores também desempenharam um papel, incluindo desastres naturais como uma Incêndio florestal em Maui que deslocou pessoas das suas casas.
Um aumento de migrantes ficar em abrigos nas principais cidades dos EUA, incluindo Nova York, Denver e Chicago, também contribuiu para o aumento, assim como a expiração dos benefícios e regras de proteção destinado a ajudar as pessoas a manter suas moradias durante a pandemia de COVID-19.
A Coligação Nacional de Habitação de Baixo Rendimento afirmou que o relatório de sexta-feira sublinha “a necessidade urgente dos decisores políticos investirem em soluções comprovadas para a crise da habitação a preços acessíveis e dos sem-abrigo”.
“O aumento do número de sem-abrigo é a consequência trágica, mas previsível, do subinvestimento nos recursos e proteções que ajudam as pessoas a encontrar e manter habitações seguras e acessíveis”, disse Renee Willis, a nova CEO interina do grupo, em uma declaração.
“Como alertaram defensores, investigadores e pessoas com experiência de vida, o número de pessoas em situação de sem-abrigo continua a aumentar à medida que mais pessoas lutam para arcar com custos de habitação altíssimos.”
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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1 dia atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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7 dias atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
1 de outubro de 2026O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.
A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.
A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.
“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”
Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”
Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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