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Corrida de iates de Sydney a Hobart: LawConnect ganha honras consecutivas em evento marcado por duas mortes | Corrida de iates de Sydney a Hobart

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Australian Associated Press

Um LawConnect “sombrio” atrasou as comemorações depois de reivindicar vitórias consecutivas de honra em uma corrida de Sydney a Hobart marcada pela morte de dois marinheiros.

O supermaxi comandado por Christian Beck foi o primeiro a cruzar a linha de chegada do rio Derwent às 2h35 de sábado, com o tempo de um dia, 13 horas, 35 minutos e 13 segundos.

O habitual champanhe e os aplausos ruidosos estavam ausentes, por respeito ao dois homens que morreram no mar durante o mau tempo na primeira noite de navegação de quinta-feira.

O sul-australiano Nick Smith, 65 anos, estava a bordo do Bowline quando foi jogado para o outro lado do iate e bateu a cabeça em um guincho.

Em um incidente separado, Roy Quaden, 55 anos, da Austrália Ocidental, foi atingido pela retranca da vela enquanto estava no Flying Fish Arctos.

“Não vamos fazer nenhuma comemoração no barco. Faremos isso discretamente mais tarde”, disse Tony Mutter, membro da equipe do LawConnect.

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Mutter falou com a mídia em vez de Beck, que foi atropelado por uma intoxicação alimentar nas últimas horas da corrida e correu para um hotel.

Mutter disse que foi informado sobre as mortes na manhã seguinte.

“Estávamos muito ocupados. Estávamos 100 por cento focados na corrida”, disse ele.

“Nosso navegador sabia e teve que escolher o momento certo para nos avisar.

“(O clima a bordo) ficou absolutamente mais sombrio. Ficamos absolutamente surpresos e com pena dos outros concorrentes.”

Será realizada uma investigação sobre as mortes – as primeiras mortes no evento desde 1998, quando seis marinheiros morreram em fortes tempestades.

Mutter disse que as condições foram as piores de suas 11 corridas de Sydney a Hobart.

“Sei que minha esposa gostou das minhas mensagens do barco, assim como meus filhos adultos”, disse ele.

“Eles ficaram muito gratos ao saber que estávamos bem.”

Às 8h de sábado, 29 dos 104 da frota inicial se retiraram alegando problemas, incluindo problemas elétricos e ferimentos na tripulação.

A grande maioria dos iates estava lutando no Estreito de Bass, com apenas alguns previstos para terminar no sábado.

As esperanças de LawConnect receberam um impulso quando o rival e colega supermaxi Master Lock Comanche se retirou com danos na vela grande na manhã de sexta-feira, quando liderava a frota.

A previsão de ventos fortes antes da corrida levou alguns a prever que o tempo recorde de um dia, nove horas, 15 minutos e 24 segundos cairia, enquanto os iates tombados por Beck seriam danificados.

Às 2h de sábado, 27 dos 104 participantes da frota inicial se aposentaram alegando problemas, incluindo problemas elétricos e ferimentos na tripulação.

Mutter disse que LawConnect escapou de danos à vela, com seus companheiros de tripulação apenas sofrendo “inchaços e hematomas”.

O membro da tripulação do LawConnect, Tony Mutter, é visto após receber honras durante a corrida de iates de Sydney Hobart em Constitution Dock, em Hobart, em 28 de dezembro de 2024. Fotografia: Ethan James/EPA

O NSW 70ft Celestial V70 estava a caminho do segundo lugar na 79ª edição do evento de 628 milhas náuticas, com o supermaxi Wild Thing 100 em terceiro.

Pode levar dias para que o vencedor do handicap geral seja decidido.

LawConnect foi o primeiro iate a sair de Sydney Heads no Boxing Day, mas o Comanche avançou pela costa de NSW em um tempestuoso nordeste.

Depois de terminar em segundo lugar em três corridas consecutivas, LawConnect superou o Comanche por apenas 51 segundos em 2023 em uma batalha no rio Derwent.

É a terceira vez que LawConnect recebe honras de linha, após o sucesso inicial em 2016 como Perpetual Loyal.



Leia Mais: The Guardian

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio-interna.jpg

A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial-capa.jpg

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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