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O opositor exilado Edmundo Gonzalez Urrutia trocou a Espanha pela Argentina quando Nicolás Maduro tomou posse
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” Pesquisar. Ordem de captura. Recompensa: US$ 100.000.” eu‘cartaz publicado nas redes sociais pela polícia venezuelana, quinta-feira, 2 de janeiro, com uma foto de Edmundo Gonzalez Urrutia dá o tom.
O opositor venezuelano, exilado em Espanha desde setembro de 2024, que reivindica vitória nas eleições de 28 de julho contra Nicolás Maduro, não é bem-vindo no seu país, embora tenha prometido lá regressar para “tomar posse” em 10 de janeiro no lugar do presidente cessante.
No entanto, Gonzalez Urrutia deve chegar à Argentina, em Buenos Aires, disse nesta quinta-feira uma fonte da presidência argentina à Agence France-Presse (AFP), sem dar mais detalhes, logo após o anúncio feito por Caracas prometendo uma recompensa de 100 mil reais. 100.000 dólares (cerca de 97.000 euros) por qualquer informação que leve à captura do adversário.
O cartaz será afixado em aeroportos e postos de controle policial de todo o país, disseram fontes judiciais à AFP.
“Um fantoche”
A proclamação da reeleição de Nicolás Maduro para um terceiro mandato de seis anos foi fortemente contestada pela oposição, que considera que Gonzalez Urrutia é o vencedor, com mais de 67% dos votos. A ex-diplomata e líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, que vive na clandestinidade, convocou na terça-feira a manifestação dos seus concidadãos, enquanto o presidente Nicolás Maduro deverá tomar posse em 10 de janeiro para um terceiro mandato.
“Assumamos juntos o compromisso de que o meu mandato terá início em 2025”disse Gonzalez Urrutia, que se exilou na Espanha depois que um mandado de prisão foi emitido contra ele.
Os Estados Unidos, a União Europeia e muitos países latino-americanos não reconhecem a reeleição de Maduro, eleito desde 2013 após eleições contestadas. Nicolás Maduro, que acredita que as acusações de fraude eleitoral fazem parte de um plano para levar a cabo uma “golpe de estado” no país, é apoiado pelo exército.
“Em 10 de janeiro de 2025, iremos às ruas aos milhões para prestar juramento pela Venezuela”podemos ouvir num vídeo que o presidente publicou quinta-feira no Instagram, mostrando imagens de um discurso proferido em dezembro de 2024 nas portas do palácio presidencial em Caracas. “A casa do povo nunca cairá nas mãos de uma marionete”também indica uma mensagem que acompanha a publicação, em referência ao senhor Gonzalez Urrutia.
Relações tensas entre Caracas e Buenos Aires
A proclamação da vitória de Nicolás Maduro gerou protestos e confrontos com a polícia, deixando vinte e oito mortos e quase 200 feridos. Mais de 2.400 pessoas foram presas durante os distúrbios que se seguiram às eleições, acusadas, entre outras coisas, de terrorismo e incitação ao ódio. Quase 1.400 deles foram libertados em liberdade condicional, segundo as autoridades.
A esperada chegada do opositor venezuelano deverá tensionar ainda mais as relações no seu ponto mais baixo entre Caracas e Buenos Aires. Na quinta-feira, a Argentina anunciou que apresentou uma queixa contra a Venezuela perante o Tribunal Penal Internacional (TPI) por “detenção arbitrária e desaparecimento forçado” de um gendarme argentino, Nahuel Gallo, detido em Caracas que o acusa de “terrorismo”.
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As relações diplomáticas entre os dois países foram rompidas pela Venezuela depois que o presidente argentino, Javier Milei, questionou a reeleição de Nicolás Maduro. Desde então, a segurança na embaixada argentina em Caracas tem sido fornecida pelo Brasil. Em março, seis colaboradores da líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado, acusada de “terrorismo”refugiou-se na representação diplomática. Cinco deles ainda estão lá.
O mundo com AFP
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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2 dias atrásem
23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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Ufac e TCE-AC apresentam pesquisa de vitimização em Rio Branco — Universidade Federal do Acre
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16 de junho de 2026
A Ufac e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) realizaram o Seminário de Apresentação da Pesquisa de Vitimização na Cidade de Rio Branco. O evento, que ocorreu nesta terça-feira, 16, no Plenário do TCE-AC, consistiu em exposições e debate no sentido de contribuir para um diagnóstico da segurança pública e para o aprimoramento das políticas voltadas à população.
A pesquisa foi apoiada por emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), destinada em 2025 à Ufac. “Quero agradecer a disponibilidade do senador em ajudar a universidade sempre com emendas necessárias para o desenvolvimento da educação e da pesquisa, com retorno garantido para a sociedade acreana”, disse a reitora Guida Aquino.
O seminário teve como público-alvo a comunidade acadêmica, servidores do TCE-AC e do Ministério Público de Contas do Acre, servidores públicos em geral, gestores da área de segurança pública, justiça criminal e direitos humanos e sociedade civil. A pesquisa buscou compreender como a população percebe a segurança, quais situações de violência e criminalidade afetam os cidadãos e como os serviços de segurança pública são avaliados pelas pessoas.
O trabalho provém do grupo de pesquisa Sujeitos, Ações e Percepções: Estudos em Violência e Conflitualidade, coordenado pelo professor da Ufac, Ermício Sena. Ele informou que os produtos da pesquisa foram banco de dados, mapas descritivos de Rio Branco, relatórios de campo, geral e sintético/executivo.
Em seu discurso, Sena agradeceu aos envolvidos na realização da pesquisa e a Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre, que foi a intermediária para contratação do Instituto de Opinião Pública para execução da pesquisa.
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