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Luke Littler chega à final mundial de dardos de grande sucesso com Michael van Gerwen | Campeonato Mundial PDC

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Jonathan Liew at Alexandra Palace

No fundo, todos sabíamos que isso iria acontecer em algum momento. A partir do momento Lucas Menor atravessou as portas do Alexandra Palace em 2023 e começou a lançar dardos dos deuses, uma contagem regressiva havia começado que terminaria inelutável e irrevogavelmente com o Troféu Sid Waddell erguido em seus braços.

E, no entanto, com esse momento potencialmente a horas de distância, pensar nele ainda parece de alguma forma irreal, ilusório, transgressor. Dardos está à beira de uma nova era, uma mudança tectônica em sua história, popularidade e pegada cultural.

Eric Bristow, Phil Taylor, Raymond van Barneveld, Michael van Gerwen: acontece que este foi o preâmbulo. Quando os cronistas do futuro escreverem a história deste esporte, reconhecerão duas épocas: antes de Littler e depois.

Não é apenas o seu talento, embora o talento seja de outro mundo, e não é apenas a sua juventude, embora a juventude seja surpreendente, e não é apenas a velocidade da sua ascensão, por mais violenta e contundente que tenha sido. Em quase todos os aspectos, este é um jogador que reescreve as tradições e truísmos dos dardos, rejeitando tudo o que pensávamos saber sobre eles.

Que isto é um ofício e não uma arte, uma habilidade a ser aprimorada e endurecida ao longo dos anos, não um tipo de perfeição totalmente formada que emerge como um álbum de estreia impecável. Que esse aprendizado normalmente é servido no pub e, muitas vezes, complementado generosamente na sala de prática antes do início do jogo.

Essa encenação – o processo de comandar uma multidão selvagem e muitas vezes hostil – é a última e mais difícil de todas as disciplinas de dominar. Que tocar para a galeria terminará inevitavelmente em constrangimento. Que você realmente deve tentar evitar deixar o dobro 15, se puder. Que ninguém ganhe a Premier League, o Grand Slam e o Campeonato Mundial na sua primeira temporada completa no esporte. Que ninguém realmente se preocupa com dardos.

Estamos nos adiantando? Certamente o grande Van Gerwen gostaria de pensar assim, enquanto tenta alinhar as estrelas para uma quarta coroa mundial, uma restauração ao trono que antes parecia seu por direito de nascença. Van Gerwen se refere a Littler como “Garoto Maravilha” e você se pergunta se há uma parte dele que apreciaria esse triunfo mais do que qualquer um dos outros 47 títulos importantes que ele ganhou até agora: uma oportunidade de ficar no caminho do grande acenar e empurrá-lo para trás com as próprias mãos, assim como um velho Taylor fez com o emergente Van Gerwen em 2013.

Michael van Gerwen foi sólido como uma rocha ao derrotar Chris Dobey nas semifinais no Alexandra Palace. Fotografia: Dennis Goodwin/ProSports/Shutterstock

Para conseguir isso, Van Gerwen terá que jogar melhor do que vem jogando há anos, melhor do que jogou ao derrotar Chris Dobey por 6 a 1 na primeira semifinal da noite, melhor do que Stephen Bunting, de olhos brilhantes, fez ao perder por o mesmo placar contra Littler no segundo. Bunting teve média de mais de 100 e provavelmente poderia argumentar que merecia mais do que a surra que recebeu. Mas foi uma lição brutal sobre o desaparecimento das margens, um lembrete de que contra Littler a janela de oportunidade é tão estreita que pode muito bem ser um truque de luz.

E Bunting teve suas chances. Ele teve a chance de vencer o primeiro set ao acertar 92, errou dois dardos no duplo oito no segundo set que permitiu a Littler quebrar, errou o duplo 13 no quarto set que teria lhe dado os dardos na etapa decisiva. Durante toda a partida, sua taxa de checkout de 36% provavelmente precisava ser uns bons 10 pontos a mais.

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Mas o golpe mais cruel foi um dardo contra o qual nada pôde fazer. Sentado em vantagem dupla no final do sexto set e esperançoso de reduzir a diferença para 4-2, Littler finalizou o touro por 84, comemorando cambaleando pelo palco, batendo os punhos e basicamente oferecendo o todo multidão no estacionamento depois. “Foi um bom tiro”, disse ele depois com seu eufemismo característico. “Simplesmente tinha que desaparecer.”

Littler terminou com uma média de 105 e você ainda pode argumentar – como em suas partidas anteriores – que ainda não vimos o melhor dele. Em muitos aspectos ele parecia mais humano, mais adolescente, do que ele já fez há 12 meses. Agora todo mundo espera. Agora ele também.

Uma tempestade está chegando ao Palácio na noite de sexta-feira. Haverá uma audiência televisiva de milhões de pessoas, pessoas que nunca assistiram dardos antes, pessoas que talvez nunca mais assistam dardos. E é claro que isso nunca acaba até que a última flecha seja lançada. Mas Van Gerwen está jogando mais do que um adversário aqui. Como você controla a maré da história? Como é possível conter algo que não tem a menor noção de seus próprios limites?



Leia Mais: The Guardian

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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2026.09.30 Reunião Consu-Ufac (2).JPG

O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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