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o Parlamento Europeu recua e suaviza ainda mais a lei
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Este retrocesso na luta contra o desmatamento foi possível graças a uma aliança de vozes da direita e da extrema direita. Na quinta-feira, 14 de novembro, o Parlamento Europeu aprovou o adiamento de um ano da lei contra o desmatamento, mas também uma maior flexibilização do texto, que outros grupos temiam.
Esta votação relança um ciclo de negociações com os estados membros da União Europeia no Conselho e deixa incerteza em torno do futuro desta lei. Este novo regulamento europeu deverá proibir a comercialização na Europa de produtos (cacau, café, soja, óleo de palma, madeira, etc.) provenientes de terras desmatadas após Dezembro de 2020.
Sob pressão do Brasil, dos Estados Unidos e até da Alemanha, a Comissão Europeia teve propôs adiar por um ano a sua entrada em vigor, de 30 de dezembro de 2024 a 30 de dezembro de 2025. Este adiamento recebeu a aprovação dos Estados-Membros e depois do Parlamento. Mas o Partido Popular Europeu (PPE), a principal força parlamentar, pressionou para ir mais longe.
Protestos do agronegócio
A direita aprovou alterações criando uma nova categoria de países considerados “livres de risco”, que estariam isentos de certas obrigações deste regulamento, por exemplo a Alemanha. O PPE afirma defender “Empresas Europeias” para que eles “não sejam penalizados injustamente por encargos administrativos excessivos”segundo a eurodeputada francesa Céline Imart (LR).
É muito pouco provável que a medida permaneça no texto final, mas poderá atrasar a implementação da lei. À esquerda e entre alguns dos centristas, vemos uma tentativa de “esvaziar o texto de sua substância” e interromper o impulso ambiental da legislatura anterior marcada pelo Acordo Verde Europeu.
Além disso, esta votação marca uma aliança de facto entre a direita e a extrema direita. Desde o início do ano letivo, ela já falou sobre textos simbólicos sobre a Venezuela ou sobre o orçamento, mas não sobre o conteúdo de uma lei europeia. Desta vez, o “maioria alternativa” que outras forças políticas temiam estar bem formada para reelaborar uma regulamentação ambiental.
Esta votação vai contra a aliança de Julho, quando o PPE, os sociais-democratas e os centristas apoiaram conjuntamente a recondução de Ursula von der Leyen como chefe da Comissão Europeia. “O sinal é devastador para o compromisso da Europa em proteger o clima e a biodiversidade”a ambientalista alemã Anna Cavazzini já havia manifestado indignação.
Finalizados no final de 2022 e promulgados em 2023, os novos regulamentos contra a desflorestação estão geralmente a causar protestos por parte da comunidade empresarial do agronegócio e de muitos estados africanos, asiáticos e sul-americanos, preocupados com os custos adicionais gerados para agricultores, criadores e silvicultores.
420 milhões de hectares de florestas destruídas
As empresas importadoras, responsáveis pela sua cadeia de fornecimento, terão que comprovar a rastreabilidade dos seus produtos através de dados de geolocalização fornecidos pelos agricultores, combinados com fotos de satélite. Para os conservadores do PPE, este texto é uma “monstro burocrático”. A direita está a retomar o seu posicionamento anti-padrões demonstrado durante a raiva agrícola no início de 2024.
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Esta nova legislação é, no entanto, considerada essencial pelas organizações ambientais, que esperam uma estreia mundial que provavelmente envolva outras regiões do mundo. As ONG já tinham criticado o adiamento de um ano da entrada em vigor do texto, um “golpe de motosserra”.
Votação de quinta-feira “reabre o debate de forma deletéria, ao mesmo tempo que esta legislação é bastante ambiciosa e inovadora”estima Blaise Desbordes, diretor geral da associação de comércio justo Max Havelaar.
Este debate assume particular relevância num momento em que a UE parece determinada, apesar da oposição da França, a assinar até ao final do ano um acordo de livre comércio com os países latino-americanos do Mercosulsusceptível de aumentar as importações agrícolas.
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que 420 milhões de hectares de florestas foram destruídos devido ao desmatamento entre 1990 e 2020. O consumo europeu representa cerca de 10% do desmatamento global, segundo o Parlamento Europeu.
O mundo com AFP
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Projeto da Ufac integra exposição sobre memória da covid-19 — Universidade Federal do Acre
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28 de maio de 2026O projeto de extensão Relatos de Maternidade, da Ufac, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2020, compõe a exposição A Infinita Memória da Pandemia: A História da Covid-19, cuja cerimônia de inauguração ocorreu na terça-feira, 26, no shopping Conjunto Nacional, em Brasília, e que também passará por Fortaleza, Manaus, Porto Alegre e São Paulo.
O projeto foi desenvolvido pelas professoras Ana Letícia de Fiori, do curso de Ciências Sociais e do programa de pós-graduação em Artes Cênicas, e Camila Bylaardt Volker, à época do curso de Letras e atualmente servidora do Ministério das Mulheres. Elas e seis estudantes entrevistaram, por WhatsApp, mais de 50 mulheres e mães, coletando relatos sobre suas experiências de maternidade e vida.
O trabalho abordou, ainda, cuidados, trabalho, família, medos, esperanças e projetos afetados pela pandemia da covid-19 no Acre, originando um e-book (162 p.) lançado pela Editora da Ufac (Edufac) em 2025, disponível para leitura online e download gratuito. Além disso, passou a integrar o Memorial Digital da Pandemia de Covid-19, como coleção.
Nessa quarta-feira, 27, as professoras Ana Letícia e Camila participaram, tratando dos relatos de maternidades, de mesa-redonda com os organizadores dos projetos Fala, Parente (PET Indígena, Unifap), a qual contou com depoimentos de indígenas do Amapá, Pará e Guiana Francesa.
A exposição levará a capitais brasileiras parte das coleções do Memorial da Pandemia de Covid-19, sediado no Rio de Janeiro e desenvolvido pela Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde e Centro de Humanidades Digitais da Unicamp.
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Projeto de extensão seleciona resumos expandidos para publicação — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026O projeto de extensão ComunicAÇÃO, da Ufac, realiza processo seletivo para submissão de trabalhos extensionistas, na modalidade de resumo expandido. Os selecionados comporão a Coleção de Cadernos de Extensão “Ufac e Comunidade”. As inscrições estão abertas até 30 de junho, por meio de formulário online.
O trabalho inscrito deve estar contemplado em uma das áreas temáticas: comunicação, cultura, direitos humanos e justiça, educação, meio ambiente, saúde, tecnologia e produção, trabalho. Cada resumo deverá estar vinculado a uma ação de extensão (projeto, curso, evento ou programa) institucionalizada na Ufac.
“O resumo expandido deverá evidenciar, de forma clara e consistente, as experiências adquiridas e/ou vivenciadas junto à comunidade externa ao longo do desenvolvimento da ação de extensão, destacando as interações estabelecidas, os impactos gerados, os aprendizados construídos e as contribuições mútuas decorrentes da execução das atividades”, detalha o item 3.1 do edital.
A seleção consiste em avaliação por uma comissão que indicará 50 trabalhos aptos para publicação na 1ª Edição da Coleção de Cadernos de Extensão, considerando a formatação e os aspectos científicos, além do envolvimento da comunidade externa, dos resultados obtidos e da efetividade da metodologia proposta. O resultado final do processo seletivo está previsto para 21 de agosto.
Para mais informações sobre o certame, leia o edital Proex n.º 9.1/2026.
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Reitora da Ufac participa de fórum Brasil-África em Brasília — Universidade Federal do Acre
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26 de maio de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou, nessa segunda-feira, 25, em Brasília, do 1º Fórum de Reitores Brasil-África. A convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Ministério da Educação (MEC), ela representou a Ufac no encontro, acompanhada da pró-reitora de Inovação e Tecnologia, Almecina Balbino Ferreira. O evento segue até quarta-feira, 27, e tem como foco o fortalecimento da cooperação internacional em educação superior entre universidades brasileiras e instituições africanas.
Guida destacou a importância da presença da Ufac em um espaço voltado ao diálogo internacional e à construção de parcerias acadêmicas. Segundo a reitora, a aproximação entre Brasil e África por meio da educação, da pesquisa, da inovação e da troca de experiências permite avançar em soluções conjuntas para desafios comuns. “Temos histórias, identidades e desafios que nos aproximam, e a universidade tem um papel fundamental nessa conexão”, afirmou.
O fórum é uma iniciativa liderada pelo MEC, pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior. A programação reúne reitores, pró-reitores e assessores de cooperação internacional de universidades federais, estaduais e privadas do Brasil, além de representantes de universidades africanas mobilizadas pela Associação de Universidades Africanas.

A proposta do encontro é ampliar as relações acadêmicas entre Brasil e África, com a construção de novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas como agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, setor aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas.
A programação inclui painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões voltadas à construção de novas parcerias universitárias. Ao final do evento, os resultados e compromissos construídos serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, documento que deve orientar os próximos passos da cooperação entre universidades brasileiras e africanas.
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