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o primeiro-ministro cessante admite a sua derrota

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O primeiro-ministro cessante das Maurícias, Pravind Kumar Jugnauth, admitiu a sua derrota na segunda-feira, 11 de novembro. nas eleições legislativasmarcado por preocupações sobre a estabilidade política e económica de uma das democracias mais estáveis ​​e ricas de África. “A população escolheu outro time. Desejo-lhe boa sorte”declarou à imprensa, depois de uma campanha marcada por um escândalo de escutas telefónicas em grande escala.

O Movimento Socialista Militante de Jugnauth e seus aliados esperavam manter a maioria na Assembleia Nacional (eles detinham 42 assentos em 70), mas os resultados ao meio-dia anunciaram a vitória da Aliança para a Mudança, liderada por Navin Ramgoolam, 77, líder do Partido Trabalhista e ex-primeiro-ministro.

Nesta república, que só conheceu três famílias à frente do seu governo desde a sua independência em 1968, Pravind Jugnauth esperava exercer um novo mandato de cinco anos no final destas eleições. Mas um escândalo de escuta telefônica rapidamente manchou a sua campanha depois de excertos de conversas telefónicas com políticos, membros da sociedade civil, diplomatas e jornalistas terem vazado nas redes sociais em Outubro. Em resposta, as autoridades anunciaram o 1é Bloqueio de redes sociais em novembro até ao dia seguinte às eleições, antes de mudar de ideias face à ira da oposição.

Medos de fraude

Na sequência de informações divulgadas pela imprensa citando receios de fraude, agentes da polícia foram destacados para as assembleias de voto. Ramgoolam inicialmente pediu vigilância, mas depois garantiu que a votação ocorreu sem incidentes. “Estamos caminhando para uma grande vitória amanhã (Segunda-feira). O povo está esperando por esta libertação”ele declarou. “Estamos confiantes na vitória, porque o povo aprecia o nosso registo”também garantiu ao seu oponente, o Sr. Jugnauth.

Durante esta eleição os dois homens também enfrentaram uma aliança que se apresenta como alternativa, cujo slogan é « Nem Navin nem Pravind »que critica a corrupção e o nepotismo no arquipélago. Um total de 891 candidatos estavam concorrendo. Destes, 62 serão eleitos deputados ao final da votação.

Cerca de um milhão de eleitores foram registados para estas décimas segundas eleições legislativas na história da República das Maurícias. A aliança liderada por Jugnauth venceu as eleições legislativas de 2019, obtendo 42 assentos, dos 70, na Assembleia Nacional. Esta vitória eleitoral estabeleceu a legitimidade do homem que sucedeu ao seu pai, Anerood Jugnauth, em 2017.

Navin Ramgoolam, antigo primeiro-ministro (1995-2000 e 2005-2014), é filho de Seewoosagur Ramgoolam, que conduziu a antiga colónia britânica à independência antes de se tornar o seu primeiro chefe de governo.

As Maurícias concluíram um acordo com o Reino Unido em Outubro relativamente ao Arquipélago de Chagos, saudado pelo Sr. Jugnauth como a conclusão do “descolonização”. O texto prevê, no entanto, que “por um período inicial de noventa e nove anos”, Londres será “autorizado a exercer direitos soberanos” na base militar americana ali localizada. As Maurícias reivindicam a soberania sobre o arquipélago de Chagos desde a sua aquisição em 1965 por Londres, que expulsou os seus habitantes para aí instalarem a base.

O mundo com AFP

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Ufac celebra trajetória de dez anos do Laboratório de Discriminação Racial — Universidade Federal do Acre

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O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi) da Ufac realizou, nesta quarta-feira, 13, no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (Cfch), um evento em comemoração aos 10 anos do Laboratório de Pesquisa Observatório de Discriminação Racial (LabODR). A programação reuniu a comunidade acadêmica, pesquisadores, egressos, bolsistas e integrantes do movimento social negro para celebrar a trajetória do laboratório e os resultados alcançados por meio das pesquisas desenvolvidas ao longo da última década.

Vinculado à área de História, mas formado por profissionais de diferentes áreas do conhecimento, o LabODR/Ufac foi criado em 2016 a partir de uma articulação entre a Ufac e o movimento negro acreano, especialmente o Fórum Permanente de Educação Étnico-Racial do Estado do Acre. Inicialmente estruturado como projeto institucional de pesquisa, o laboratório contou com apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) e, em 2018, foi inserido na plataforma Lab e certificado pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Propeg).

O laboratório atua na pesquisa e na formação de pesquisadores com foco na promoção da igualdade racial, desenvolvendo estudos voltados tanto à denúncia de práticas racistas quanto à construção de reflexões e práticas antirracistas, principalmente nos espaços educacionais. Atualmente, o LODR/Ufac abriga projetos institucionais como “Práticas Pedagógicas em Educação das Relações Étnico-Raciais em Escolas do Estado do Acre”, desenvolvido desde 2018, e “Pérolas Negras”, iniciado em 2020.

Durante o evento, convidados e bolsistas compartilharam experiências acadêmicas e profissionais construídas a partir das atividades desenvolvidas pelo laboratório, destacando a importância do observatório em suas formações pessoais e profissionais. A programação também apresentou pesquisas realizadas ao longo desses dez anos de atuação e ressaltou a contribuição do laboratório para o fortalecimento das discussões sobre igualdade racial dentro da universidade e na sociedade acreana.

Compuseram o dispositivo de honra o vice-reitor, Josimar Ferreira; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Carlos Paula de Moraes; a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Ufac, Margarida Lima; a vice-diretora do Cfch, Lucilene Ferreira de Almeida; e a representante do Neabi, Flávia Rocha.

 



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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

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Ufac participa de mostra científica na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) participou, no dia 1º de maio, da Mostra Científica “Conectando Saberes: da integração à inclusão na Amazônia”, realizada na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, em Sena Madureira. A ação reuniu instituições de ensino, pesquisa, escolas rurais e moradores da reserva em atividades de divulgação científica e integração comunitária.

Financiada pelo CNPq, a iniciativa contou com a participação da Ufac, Ifac, ICMBio e de escolas da região. Aproximadamente 250 pessoas participaram da programação, entre estudantes, professores e moradores das comunidades da reserva.

Durante o evento, estudantes da graduação e pós-graduação da Ufac e do Ifac apresentaram pesquisas e atividades educativas nas áreas de saúde, Astronomia, Física, Matemática, Robótica e educação científica. A programação incluiu oficinas de foguetes, observação do céu com telescópios, sessões de planetário, jogos educativos e atividades com microscópios.

O professor Francisco Glauco, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN) da Ufac, destacou a importância da participação acadêmica em ações junto às comunidades tradicionais.

“A universidade tem um papel fundamental para a formação científica e cidadã dos estudantes. A troca de conhecimentos com comunidades de difícil acesso fortalece essa formação”, afirmou.

A professora Valdenice Barbosa, da Escola Iracema, ressaltou o impacto da iniciativa para os alunos da reserva.

“Foi um dia histórico de muito aprendizado. Muitos estudantes tiveram contato pela primeira vez com experimentos e equipamentos científicos”, disse.

Além das atividades científicas, a programação contou com apresentações culturais realizadas pelos estudantes da reserva, fortalecendo a integração entre ciência, educação e saberes amazônicos.

A participação da Ufac reforça o compromisso da universidade com a extensão, a popularização da ciência e a aproximação entre universidade e comunidades tradicionais da Amazônia.

Fhagner Soares – Estagiário

 



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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia — Universidade Federal do Acre

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UFAC participa de pesquisa sobre zoonose associada à caça de subsistência na Amazônia-interna.jpg

Um estudo publicado na revista Acta Amazonica identificou a presença do parasita Echinococcus vogeli em pacas (Cuniculus paca) abatidas e consumidas por comunidades tradicionais da Amazônia Ocidental. O agente é responsável pela equinococose policística humana, zoonose considerada emergente na região.

A pesquisa foi desenvolvida entre 2022 e 2023 nos municípios de Sena Madureira e Rio Branco, no Acre, sob coordenação do professor Francisco Glauco de Araújo Santos, do Centro de Ciências Biológicas e da Natureza (CCBN), integrando a dissertação de mestrado de Liliane de Souza Anadão, do Programa de Pós-Graduação em Sanidade e Produção Animal Sustentável na Amazônia (PPGSPASA).

O estudo entrevistou 78 famílias e analisou 23 fígados de pacas abatidas para consumo. Em 48% das amostras foram identificados cistos hidáticos causados pelo parasita. A pesquisa também apontou que a maioria dos cães das comunidades participa das caçadas e consome vísceras cruas dos animais.

Segundo os pesquisadores, o principal risco de transmissão ocorre quando cães infectados eliminam ovos do parasita no ambiente, contaminando solo, água e alimentos.

“O principal risco está associado ao descarte inadequado das vísceras e ao contato com ambientes contaminados pelas fezes de cães infectados”, destacou o professor Francisco Glauco.

O estudo reforça a necessidade de ações de vigilância e educação em saúde nas comunidades rurais, principalmente relacionadas ao manejo de cães e ao descarte adequado das vísceras dos animais abatidos.

Para o pesquisador Leandro Siqueira, doutor em Medicina Tropical pela Fiocruz e coautor do estudo, a pesquisa amplia o conhecimento sobre a transmissão da doença na Amazônia e pode contribuir para futuras ações de prevenção e diagnóstico na região.

Fhagner Soares – Estagiário



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