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o principal suspeito de uma investigação sobre a plataforma Bitzlato divulgada na França

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Mykhailo L., um ucraniano de 28 anos que a justiça francesa considera ser o seu principal suspeito numa investigação à plataforma de câmbio de criptomoedas Bitzlato, foi libertado no final de setembro, apurou a Agência France-Presse (AFP) junto de uma fonte próxima. ao assunto no sábado, 12 de outubro. Paris acusa a plataforma de ter branqueado bens criminosos até ao início de 2023. Segundo a mesma fonte, o Tribunal de Recurso de Paris colocou este homem sob supervisão judicial no dia 24 de setembro.

Em janeiro de 2023, Washington e Paris anunciaram conjuntamente uma busca internacional com a detenção de Anatoli Legkodimov, fundador russo e principal acionista da Bitzlato, um homem em Portugal, um em Chipre e outros três em Espanha, incluindo Mykhailo L. Vinte milhões de euros em crimes bens também foram apreendidos. O Bitzlato foi então apresentado pelo Ministério Público de Paris como uma plataforma que permitia “conversão rápida de criptoativos (…) em rublos » a fim de “lavar fundos obtidos através de atividades ilegais (fraudes, vendas em mercados darknet (a parte obscura da Web não referenciada pelos motores de busca) e ransomware…) ».

Segundo elementos da investigação obtidos pela AFP, a investigação sobre esta plataforma fundada em 2017 por quatro acionistas russos, incluindo o Sr. Legkodimov, e alojada em servidores franceses, começou com a inteligência policial. Os investigadores rapidamente suspeitaram que Bitzlato estava ajudando no comércio “em poucos minutos” et “anonimamente” em escala global de criptomoedas contra rublos. Segundo a acusação, a plataforma implementou efetivamente um sistema para verificar a identidade dos seus clientes e a origem dos seus ativos, mas demasiado tarde – na primavera de 2022 – e de forma incompleta.

Leia também | Artigo reservado para nossos assinantes Criptomoedas: polícia cibernética desmonta plataforma de lavagem

Pelo menos cinco pessoas indiciadas

Em relatório de janeiro de 2023, a Chainalysis, especialista no estudo de transações de criptomoedas, estimou que 26% do fluxo financeiro da Bitzlato desde 2019 estava ligado a criptoativos diretamente ligados a atividades ilícitas, o que representa 650 milhões de dólares. Esta análise é contestada por outra fonte próxima ao arquivo consultado pela AFP. A justiça americana afirmou que Bitzlato realizou a maior parte de suas transações com «Mercado Hidra»plataforma de vendas extinta para « rede escura »encerrado judicialmente.

Bitzlato está assim associado ao tráfico de droga, ao financiamento da invasão russa na Ucrânia ou, do lado francês, à fraude no sistema de compensação parcial de atividades ligadas à epidemia de Covid-19. Seus líderes estavam cientes disso? Sim, de acordo com algumas das 500.000 mensagens encontradas no «Mais importante»mensagens internas. Legkodimov e o seu principal sócio, ambos russos e que até agora escaparam à justiça francesa, teriam mencionado o seu conhecimento da origem duvidosa de parte do volume de negócios da empresa em 2018-2019. Eles até mencionaram a possibilidade de cobrar comissão de 3% sobre essas transações suspeitas, em comparação com 0,5% normalmente em outras.

Leia também (2023): Artigo reservado para nossos assinantes Explodem apreensões de criptoativos usados ​​por criminosos

E quanto a Mykhailo L.? Ao chegar a França vindo de Espanha em março de 2023, inicialmente minimizou a sua responsabilidade e contestou qualquer infração, alegando que a sua autoridade se limitava apenas ao setor de marketing. Outros entrevistados, ao contrário, o apresentaram como o CEO, ou seja, um “elemento essencial” do dispositivo Bitzlato, com um “poder de decisão” e conhecimento das deficiências de controle. Legkodimov, em liberdade condicional desde julho de 2024, após dezoito meses de detenção e confissão de culpa por lavagem de dinheiro em Nova York, rejeitou assim em Mykhailo L., perante os magistrados de investigação franceses em fevereiro, boa parte dos erros do Bitzlato no controle de usuários . Até o momento, pelo menos cinco pessoas foram indiciadas na França.

Advogada de Mykhailo L. contatada pela AFP, Beryl Brown disse que ela ” alívio “ após este lançamento. “São ficheiros onde sempre se colocará a questão da responsabilidade destes funcionários de plataformas de Internet (criptomoedas ou mesmo mensagens) na utilização que delas fazem o crime organizado. Pela minha parte, considero que não há provas do seu envolvimento”ela acrescentou. O advogado de outro réu, Frédéric Belot, está preocupado: “O sistema judicial francês não se deparará com satiristas que nada sabem sobre o assunto, enquanto o Sr. Legkodimov foi libertado nos Estados Unidos? »

O mundo com AFP

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Licenciatura Indígena realiza defesa de TCCs em aldeias no Juruá — Universidade Federal do Acre

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1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (2).png

O curso de Licenciatura Indígena, do campus Floresta da Ufac, realizou o 1º Seminário Acadêmico de Apresentação de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). O evento possibilitou a defesa de 16 trabalhos nas aldeias Barão, da terra indígena Puyanawa, em Mâncio Lima (AC), e Morada Nova, na terra indígena Katukina/Kaxinawá, em Feijó (AC). As atividades ocorreram entre 25 de setembro e 2 de outubro, envolvendo estudantes, professores, egressos do curso, pós-graduandos e as comunidades locais.

Os TCCs defendidos nas aldeias são de autoria de discentes que ingressaram na Ufac em 2023 e deverão colar grau no início de 2027. Os temas das pesquisas contemplaram variados aspectos da vida indígena, abrangendo história, biografia, mitologia, organização política, território, medicina tradicional, grafismos, gênero, terminologias linguísticas, educação especial, atividade cinegética e rituais tradicionais.

A viabilização das defesas nas aldeias ocorreu pela primeira vez em 18 anos de existência da graduação e está de acordo com a pedagogia da alternância, pela qual parte da carga horária do curso é realizada nas comunidades indígenas dos alunos, por meio de pesquisa e extensão. Os recursos para realização do evento foram provenientes de projeto de extensão com o mesmo nome do seminário.

As bancas de avaliação foram compostas por docentes do curso, egressos de outras turmas da Licenciatura Indígena e egressos indígenas de outros cursos da Ufac, inclusive da pós-graduação. Também compuseram algumas bancas pessoas reconhecidas por suas comunidades com “notório saber”, expediente previsto no regulamento de TCC do curso. Além de familiares dos estudantes e moradores das aldeias, indígenas de outras etnias estiverem presentes no seminário.

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Organização

A atividade no município de Mâncio Lima, que é vizinho ao campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), ocorreu num só dia, em 25 de setembro, com a defesa de dois TCCs. Já para o evento em Feijó foi necessário um deslocamento de ônibus, com duração de quase seis horas, em 30 de setembro, até o porto da cidade. E, à noite, uma embarcação levou cerca de 20 pessoas até a aldeia Morada Nova, onde houve uma recepção musical para o grupo. Na manhã do dia seguinte começaram as defesas, que prosseguiram até 2 de outubro.

1º Seminário Acadêmico de Apresentação de TCCs-2026 (4).png



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Herbário da Ufac participa do 76º Congresso Nacional de Botânica — Universidade Federal do Acre

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Ufac no 76º Congresso Nacional de Botânica-2026 (2)x.png

A servidora Júlia Gomes da Silva, curadora do Herbário da Ufac, vinculado ao Parque Zoobotânico (PZ), representou a instituição no 76º Congresso Nacional de Botânica e 15º Encontro de Botânicos do Centro-Oeste, eventos ocorridos de 11 a 16 de outubro, em Campo Grande. Ela participou de mesa-redonda com apresentação das coleções dos herbários da região Norte.

Na ocasião, os curadores discutiram avanços, desafios estruturais e o futuro das coleções científicas do país. Durante sua exposição, Júlia conduziu o público por uma linha do tempo que remonta a 22 de outubro de 1979, data da primeira coleta registrada no campus-sede da Ufac: uma ‘Vismia’ (gênero científico de planta) coletada por L. Coêlho. Em razão desse registro, o herbário da Ufac comemora 47 anos nesta quinta-feira, 22.

Júlia destacou perspectivas importantes para o cenário científico acreano. Entre os projetos de destaque estão investimentos viabilizados via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), incluindo a projeção de um novo prédio de cerca de 600 metros quadrados e a aquisição de armários compactadores modernos para garantir a preservação do acervo em longo prazo.

Também representaram a Ufac estudantes do campus Floresta, em Cruzeiro do Sul (AC), e a professora Simone Reis. A universidade enviou 11 resumos, dos quais oito foram apresentados. O evento possibilitou a troca de experiência com botânicos do país e conversas sobre parcerias de trabalho, incluindo a realização de expedições para grupos de plantas pouco estudados no Acre.

Herbário

O Herbário da Ufac tem uma equipe técnica composta por Júlia Gomes da Silva, Izailene Saar e colaboradores, como a ex-curadora e atual vice-reitora Almecina Balbino, o técnico Davi Borges e estagiários. O acervo abriga preciosidades da flora amazônica e sul-americana, registrando a superação de gargalos históricos de digitalização e integrando atualmente plataformas globais de dados de biodiversidade, como o SpeciesLink e o Global Biodiversity Information Facility.

Entre os marcos recentes destacados está o avanço na informatização de milhares de registros e a aposta em inovações, como a participação na Rede de Herbários Espectrais da Amazônia, que utiliza a espectroscopia no infravermelho próximo (tecnologia NIR portátil) para otimizar a identificação de espécies diante da escassez de taxonomistas na região.

A informatização completa do acervo ainda está em processo e figura como um dos principais objetivos da equipe, que agradeceu à direção do PZ e à Ufac pelo apoio contínuo aos servidores e à coleção, além de exaltar o esforço coletivo dos bolsistas, voluntários e parceiros que documentam, protegem e estudam a flora e funga brasileira.



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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

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Ufac retoma Semana Acadêmica de Física após 6 anos, com planetário — Universidade Federal do Acre

A Universidade Federal do Acre (Ufac) realiza até esta sexta-feira, 23, a 3ª Semana Acadêmica de Física, no prédio do curso, no campus-sede, em Rio Branco. Iniciado nessa segunda-feira, 19, o evento retoma as atividades presenciais da semana acadêmica após seis anos de interrupção, causada pela pandemia de covid-19 e pela reorganização do calendário universitário.

A programação tem atrações abertas ao público, como oficinas de astronomia, observação do Sol com telescópio e um planetário móvel, instalado no segundo andar do prédio de Física. Há ainda palestras, apresentações de pesquisas de estudantes e minicursos práticos de elaboração de material didático, física experimental, criação de mapas, processamento de dados e sismologia.

Organizada em três eixos temáticos, a semana é voltada aos estudantes da licenciatura e do bacharelado em Física e do curso de Física Aplicada às Ciências da Terra. Os primeiros dias tiveram debates e palestras sobre o ensino de física e a formação docente. Em seguida, a programação trata de física pura, como mecânica quântica, relatividade e física de partículas, e termina com geofísica, astronomia e fenômenos naturais.

Segundo o coordenador do evento e professor do curso de Física, Victor Carreira, a retomada presencial reaproxima o curso da comunidade externa e das escolas de educação básica. Turmas do Instituto Federal do Acre visitaram a semana, e escolas da rede pública foram convidadas.

“A semana acadêmica é muito importante tanto para os nossos alunos quanto para a comunidade em geral de Rio Branco”, disse Carreira. “É uma oportunidade para jovens do ensino médio conhecerem a universidade e vivenciarem a ciência na prática.”

A cerimônia de encerramento ocorre nesta sexta-feira, 23, à tarde.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)

 



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