POLÍTICA
O que disse Davi Alcolumbre a integrantes do PL so…
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10 meses atrásem
Marcela Rahal
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, tem atuado nos bastidores para tentar encontrar um acordo entre Legislativo e Judiciário para a anistia aos condenados pelos ataques do 8 de janeiro. O problema é que, depois da manobra do PL de protocolar o requerimento de urgência do Projeto de Lei na Câmara, o jogo mudou.
Também resistente ao tema polêmico, o presidente da Casa, Hugo Motta, agora se vê encurralado na decisão de pautar a votação da proposta. Diante da pressão da oposição e até de deputados da base governista, o deputado do Republicanos não tem muita margem de manobra. Motta tem tentando postergar a questão ao máximo, no entanto, o partido do ex-presidente Bolsonaro quer um posicionamento urgente do presidente.
Diante desse cenário, caso a proposta seja aprovada na Câmara, Alcolumbre deve pautar a votação no plenário. Segundo dois influentes nomes do PL, o senador amapaense teria dito que não iria ‘segurar essa bomba por mais de uma semana’. O tema virou uma batata quente e tende a gerar uma crise entre os Poderes.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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