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O que é a guerra híbrida, que alguns temem que a Rússia utilize após o ataque da Ucrânia? | Notícias dos EUA
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Leyland Cecco
Um ataque ucraniano utilizando mísseis fabricados nos EUA para atingir alvos no interior da Rússia provocou novas medo de represálias através da “guerra híbrida” – uma ferramenta caótica de conflito que turva as fronteiras e alarga o âmbito de uma linha da frente.
Nos últimos anos, os países europeus testemunharam uma série de incidentes – ataques cibernéticos, incêndios criminosos, dispositivos incendiários, sabotagem e até conspirações de homicídio. O objectivo de tais episódios, acreditam as autoridades de segurança, é semear o caos, exacerbar as tensões sociais entre os aliados da Ucrânia e interromper o fornecimento militar a Kiev.
Mark Rutte, o OTAN secretário-geral, alertou que a “campanha intensificada de ataques híbridos” da Rússia destaca a forma como Moscovo está a mudar rapidamente a linha da frente da Ucrânia “para a região do Báltico, para a Europa Ocidental e até para o Extremo Norte”.
Tais esforços para espalhar o caos assumiram muitas formas: mesmo antes da invasão em grande escala da Ucrânia, Moscovo esteve ligado a amplas campanhas de desinformação durante as eleições nos EUA de 2016 e a Referendo do Brexitcom o objetivo de semear discórdia e confusão entre o eleitorado através das redes sociais.
Mas a estratégia também pode restringir-se a um foco mais rígido: a Estónia rechaçou uma campanha de pirataria informática levada a cabo pela Rússia em 2022, no mesmo ano em que a polícia norueguesa prendeu vários russos nacionais equipados com drones e câmeras localizados perto de infraestruturas de petróleo e gás.
“O que há de novo nos ataques observados nos últimos anos é a sua velocidade, escala e intensidade, facilitadas pelas rápidas mudanças tecnológicas e pela interconectividade global”, A OTAN disse em junho. “Equipas de apoio contra-híbridas” prestariam assistência, mas cabia principalmente aos países individuais protegerem-se.
Na terça-feira, Matthew Miller, porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, disse que Washington estava “incrivelmente preocupado” com a ameaça de uma guerra híbrida e que os diplomatas americanos estavam em contacto próximo com aliados europeus.
Incidentes recentes incluíram várias conspirações que aparentemente poderiam ter levado a assassinatos ou mesmo a vítimas em massa. Durante o verão, a inteligência dos EUA e da Alemanha teria frustrado uma conspiração russa para assassinar executivos da indústria de defesa europeia, incluindo o CEO do principal fabricante de armas alemão, Rheinmetall.
No mês passado, a polícia antiterrorista britânica revelou que estava investigando um suposto plano de sabotagem russo envolvendo dispositivos incendiários escondidos num avião para o Reino Unido, que também pode ter sido um teste para um ataque semelhante aos EUA e Canadá.
Mas algumas das conspirações parecem ter sido grosseiras e amadoras: os funcionários dos serviços secretos franceses acreditam que um grupo de moldavos foi recrutado para levar a cabo uma campanha de graffiti anti-semita de baixo orçamento usando estênceis de estrela de David em Paris, numa tentativa de amplificar as divisões sociais contra o pano de fundo da guerra Israel-Gaza.
E o desafio na defesa contra ataques híbridos reside tanto na vasta gama de alvos possíveis – que podem incluir bases militares, infra-estruturas de transportes e telecomunicações – como na negação plausível dos ataques.
Em janeiro, um grupo chamado Exército Cibernético de Rússia Reborn se infiltrou em uma torre de água no Texas, liberando dezenas de milhares de litros de água antes que as autoridades estaduais parassem o ataque.
“Os ataques cibernéticos incapacitantes estão a atingir os sistemas de água e de águas residuais em todos os Estados Unidos”, escreveram Jake Sullivan, o conselheiro de segurança nacional, e Michael Regan, o administrador da EPA, numa carta aos governadores estaduais no início deste ano. “Estes ataques têm o potencial de perturbar a vitalidade da água potável limpa e segura, bem como de impor custos significativos às comunidades afetadas.”
Em muitos casos, as infra-estruturas mais vulneráveis também estão mal protegidas. Um recente ataque cibernético a uma instalação canadiana que trata as águas residuais de 1,2 milhões de pessoas evitou a catástrofe porque os hackers só conseguiram violar “uma componente limitada dos sistemas digitais”. Mas o incidente expôs a profunda fraqueza de instalações de tratamento de água em todo o país.
Ken McCallum, chefe do MI5alertou em Outubro que a inteligência militar russa GRU estava envolvida numa campanha para “gerar caos nas ruas britânicas e europeias” usando representantes que “reduzem ainda mais o profissionalismo das suas operações”.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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