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O que é o Google sem o Chrome? – DW – 20/11/2024

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Em agosto deste ano, a gigante da internet Alphabet perdeu o maior desafio antitruste já enfrentou quando um juiz dos EUA descobriu que a sua subsidiária Google monopolizaram ilegalmente o mercado de busca. O juiz do Tribunal Federal dos EUA, Amit Mehta, decidiu que 26,3 mil milhões de dólares (24,9 mil milhões de euros) em pagamentos que a Google fez a outras empresas para fazer a sua Internet mecanismo de busca, a opção padrão em smartphones e navegadores da web, bloqueou efetivamente o sucesso de qualquer outro concorrente no mercado.

Como resultado da decisão de agosto, o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) pedirá agora ao juiz Mehta que force o Google a vender seu navegador Chrome, informou a agência de notícias Bloomberg na quarta-feira, citando fontes não identificadas familiarizadas com o assunto.

No mês passado, o Departamento de Justiça já apresentou documentos judiciais dizendo que estava considerando aplicar “remédios estruturais” para impedir o Google de usar alguns de seus produtos. Além de vender o Chrome, os reguladores antitruste também estão exigindo que o Google tome novas medidas relacionadas a inteligência artificial (AI), bem como seu sistema operacional para smartphones Android.

Autoridades antitruste dos EUA e vários estados dos EUA juntaram-se ao caso que foi originalmente aberto durante a primeira administração Trump e continuou sob o presidente Joe Biden. Considerada pelo público como o “julgamento da década”, a proposta marca o esforço governamental mais significativo para reduzir o poder de uma empresa de tecnologia desde que o DoJ tentou, sem sucesso, desmembrar a Microsoft, há duas décadas.

Em agosto, o Google disse que apelaria da decisão, pois representaria um “exagero” do governo que prejudicaria os consumidores.

Uma foto do CEO do Google, Sundar Pichai, falando para um público
A dissolução do Google seria um duro golpe para o CEO Sundar PichaiImagem: IMAGO/Kyodo News

O Chrome é fundamental para o negócio de publicidade do Google

Perder o Chrome seria um duro golpe para o Google. Embora quase 90% das consultas de pesquisa globais sejam realizadas através do Google, mais de 60% dos usuários dependem do navegador da própria empresa, o Google Chrome, para realizar essas pesquisas.

O Chrome serve como porta de entrada do Google para a internet. Permite à empresa promover os seus próprios produtos e fidelizar clientes, incluindo serviços como o Gmail para e-mail e o Gemini para inteligência artificial.

Mas o mais importante é que o Chrome é uma parte crucial do negócio principal do Google de venda de publicidade na Internet. Ao contrário das pesquisas realizadas em outros navegadores, o Chrome permite que o Google colete significativamente mais dados, como comportamentos de pesquisa e sites preferidos. Essa riqueza de informações ajuda o Google a direcionar seus anúncios com mais eficiência.

Transformar privacidade em lucro: os dados são a morte da democracia?

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‘Se o Chrome cair, o Google vacila’

A publicidade é essencial para o Google e sua controladora, a Alphabet. Em 2023, a Alphabet gerou mais de US$ 230 bilhões em receita publicitária, o que representou a maior parte de sua receita total de US$ 307 bilhões no ano.

Nils Seebach, co-CEO e CFO da consultoria digital Etribes, diz que “se o Chrome cair, o Google vacilará significativamente”. Ele disse à DW que em sua configuração atual, o Chrome é “parte integrante do modelo de negócios do Google, mas provavelmente não sobreviveria sozinho”. E vice-versa, a liquidação do Chrome também representaria um desafio significativo para a Alphabet. “Tal evento seria uma grande perturbação, mesmo para o mercado (digital).”

Ulrich Müller, da organização sem fins lucrativos antimonopólio Rebalance Now, acolhe com satisfação a proposta. Ele acrescenta que uma venda do Chrome reduziria a receita publicitária do Google e reduziria seu domínio de mercado. Isto poderia levar a empresa a competir mais fortemente com base na qualidade dos seus serviços, disse ele à DW. Müller também vê potencial para modelos de negócios alternativos, como motores de busca baseados em assinaturas.

Seebach observa, no entanto, que não está claro por quanto tempo os procedimentos legais contra o Google continuarão e quando a potencial separação realmente acontecerá. “Até então, os navegadores ou mecanismos de busca como os conhecemos hoje podem já estar obsoletos”, disse ele.

Uma vitória para as leis antitruste dos EUA

A decisão contra o Google reflete mais de um século de leis antitruste dos EUA. Já em 1911, essas leis garantiram a dissolução da empresa monopolista petrolífera de John D. Rockefeller, a Standard Oil.

Ullrich Müller diz que o escrutínio regulamentar dos monopólios foi muito intenso na década de 1960 e no início da década de 1970, mas caiu na década de 1980, quando os ensinamentos neoliberais da Escola de Economia de Chicago toleraram a concentração de mercado se as empresas monopolistas fossem eficientes. Isto levou a menos intervenções estruturais nos anos seguintes.

Na década de 1980, um grande processo antitruste foi, no entanto, iniciado com sucesso contra o gigante das telecomunicações AT&T, que foi desmembrado em 1982.

Cerca de 20 anos mais tarde, a Microsoft tornou-se alvo de reguladores de monopólio, com um tribunal dos EUA a decidir que a gigante do software deve ser dividida devido às suas práticas monopolistas. O sistema operacional Windows da empresa estava tão integrado ao navegador Internet Explorer que empurrou o concorrente Netscape para fora do mercado de navegadores. A Microsoft recorreu da decisão, porém, evitando uma ruptura após tornar partes de seu sistema acessíveis aos concorrentes.

Este artigo foi escrito originalmente em alemão.



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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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