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O que esperar – DW – 17/12/2024

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Quando será a Copa do Mundo de 2034?

Nada é certo ainda, mas dado que o Copa do Mundo no vizinho Catar foi disputado no inverno, desequilibrando o calendário do futebol europeu, é provável que se repita.

No relatório de candidatura da Arábia Saudita, eles detalham que o clima em junho e julho em grandes cidades como Riad e Jeddah estaria entre 32 e 38 graus Celsius (89,6 e 100,4 graus Fahrenheit) – condições que não são propícias para jogar. As temperaturas no país são mais amenas entre outubro e abril, o que representa um desafio para os organizadores.

Além disso, os organizadores do torneio também terão que considerar Ramadão mês muçulmano de jejum e oração que ocorre de meados de novembro a meados de dezembro de 2034.

Com o sindicato global de players FIFPro atualmente indo atrás da FIFA por causa de um calendário de jogo sobrecarregadoo órgão dirigente do futebol mundial terá de gerir o complicado calendário de jogos europeu, especialmente com o Liga dos Campeões reformada formato agora incluindo jogos em janeiro.

E os estádios?

É provável que sejam alguns dos estádios mais incomuns já vistos em uma Copa do Mundo, especialmente se acreditarmos no relatório da FIFA sobre a candidatura.

Alguns dos novos estádios serão projetados pela Populous, uma empresa de arquitetura dos EUA que também está projetando o novo estádio do Marrocos para a Copa do Mundo de 2030 e deve construir uma arena de eventos multiuso, neutra para o clima e com capacidade para 20.000 pessoas em Munique, no próximos anos. Os projetos incluem um estádio construído no topo de uma falésia de 200 metros com um segmento exposto. O conceito do Estádio Príncipe Mohammed bin Salman parece saído de um filme de ficção científica.

Os organizadores dizem que haverá 15 estádios em cinco cidades: Riad, Jeddah, Abha, Al-Khobar e Neom. Esta última é uma cidade que ainda não foi construída e faz parte da visão do país para 2030 de diversificar a economia do reino longe do petróleo.

Dado que 12 dos 15 estádios serão em Riade, a capital, e Jeddah, uma cidade portuária no Mar Vermelho, o torneio será bastante semelhante ao Qatar, onde todos os estádios estavam próximos. Aqueles que viajam pelo país provavelmente tentarão voar, visto que a Arábia Saudita é o maior país do Médio Oriente e é cerca de seis vezes maior que a Alemanha.

Alguns locais estrearão na Copa Asiática de 2027, mas todos os olhos estarão voltados para a conclusão do Estádio Internacional King Salman, em Riad. Está previsto ter capacidade para 92 mil pessoas e sediará a cerimônia de abertura e a final de 2034.

Todos serão bem-vindos?

Tal como aconteceu no Qatar, as relações entre pessoas do mesmo sexo são ilegais. Na Arábia Saudita, ser transgênero não é reconhecido. Os direitos das mulheres também são restritos.

Em declarações à BBC no final de 2023, o ministro dos Desportos da Arábia Saudita, Príncipe Abdulaziz, disse: “Todos são bem-vindos no reino. Como qualquer outra nação, temos regras e regulamentos que todos devem cumprir e respeitar.”

Coisas semelhantes foram ditas antes do torneio de 2022, embora a tolerância tivesse limites. Bandeiras de arco-íris e chapéus foram retirados de torcedores e jornalistas no torneio. Manuel Neuer, entre outros, desistiu do plano de usar braçadeiras “One Love” depois que a FIFA ameaçou contratar qualquer jogador que usasse uma. A resposta da Alemanha foi posar para a foto pré-jogo com as mãos na boca, com o então técnico Hansi Flick confirmando mais tarde que este era o time que mostrava que sentia que a FIFA estava silenciando os times. Recentemente, o capitão da Alemanha, Joshua Kimmich, disse que se arrependia de ter feito o gesto.

Foto da seleção alemã antes do jogo contra o Japão, no Catar
Jogadores da Alemanha posam para mostrar que sentiam que não poderiam dizer o que queriam no CatarImagem: Javier Garcia/Shutterstock/IMAGO

E quanto ao álcool?

O álcool é ilegal na Arábia Saudita e seu consumo pode resultar em multas, penas de prisão ou até deportação.

No entanto, dado que as leis sobre o álcool foram flexibilizadas na região do Golfo nos últimos anos e que o álcool foi servido numa fan zone em Doha (embora não nos estádios), há uma possibilidade de as regulamentações serem flexibilizadas até 2034. Embora nada esteja claro agora, não há dúvida de que a Copa do Mundo de 2022 no Catar dará à Arábia Saudita muito o que olhar, caso decida mudar as regras atuais.

Trabalhadores caminham em um canteiro de obras em Riad em 2022
Os trabalhadores trabalham há muito tempo na Arábia Saudita, à medida que o país avança com a sua visão para 2030, mas as organizações de direitos humanos acreditam que as reformas são urgentemente necessárias.Imagem: FAYEZ NURELDINE/AFP

E quanto ao custo?

Não há um número oficial ou relatado de quanto custará este torneio. Dado que o Qatar gastou 220 mil milhões de dólares, tornando a edição de 2020 o torneio mais caro de sempre, parece provável que a Arábia Saudita gaste ainda mais. O reino investiu cerca de 6 mil milhões de euros no desporto desde 2021, e o orçamento para um Campeonato do Mundo em casa parece ilimitado.

Grupos de direitos humanos estão preocupados com o desenvolvimento de estádios e infraestruturas. Com 11 dos 15 estádios ainda por construir, juntamente com 10 fan zones, ainda há muito trabalho ambicioso a realizar. O mesmo se aplica às melhorias necessárias nos transportes públicos, sendo esperados comboios de alta velocidade e um novo metro em Riade.

Os defensores dos direitos humanos há muito disse que as violações dos direitos humanos no país são uma grande preocupação e que o governo está a usar o desporto para desviar a atenção dos seus problemas. O governo saudita insiste que o seu investimento no desporto está a abrir o turismo e a impulsionar a sua economia.

Em Avaliação da FIFA sobre a candidatura sauditaconcedeu uma nota 4,2 de 5, dizendo que o torneio tinha “bom potencial” para “servir como um catalisador para reformas”.

A Amnistia Internacional, uma organização humanitária, afirmou em numerosas ocasiões que um Campeonato do Mundo no país não deveria ter lugar a menos que fossem feitas grandes reformas nos direitos humanos.

Editado por: Matt Pearson

A Arábia Saudita está realmente abandonando o petróleo?

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

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Em caravana, ministro da Educação, Camilo Santana, visita a Ufac — Universidade Federal do Acre

A Ufac recebeu, nesta quarta-feira, 25, na Reitoria, campus-sede, a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, no âmbito da caravana Aqui Tem MEC, iniciativa do Ministério da Educação voltada ao acompanhamento de ações e investimentos nas instituições federais de ensino.

Durante a agenda, o ministro destacou que a caravana tem percorrido instituições federais em diferentes Estados para conhecer a realidade de cada campus, dialogar com gestores e a comunidade acadêmica, além de acompanhar as demandas da educação pública federal.

Ao tratar dos investimentos relacionados à Ufac, a reitora Guida Aquino destacou a obra do campus Fronteira, em Brasileia, que conta com R$ 40 milhões em recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A estrutura terá seis cursos, com salas de aula, laboratórios, restaurante universitário e biblioteca.

Abordando a visita, Guida ressaltou a importância da universidade para o Estado e a missão da educação pública. “A Ufac é a única universidade pública federal de ensino superior do Acre e, por isso, tem papel estratégico na formação e no desenvolvimento regional. A educação é que transforma vidas, transforma o país.”

Outro tema tratado durante a agenda foi a implantação do Hospital Universitário no Acre. Camilo Santana afirmou que o Estado é o único que ainda não conta com essa estrutura e informou que o governo federal dispõe de R$ 50 milhões, por meio do Novo PAC, para viabilizar adequações e a implantação da unidade.

Ele explicou que a prioridade continua sendo a concretização de uma parceria para doação de um hospital, mas afirmou que, se isso não ocorrer, o MEC buscará outra alternativa para garantir a instalação do serviço no Estado. “O importante é que nenhum Estado desse país deixe de ter um hospital universitário”, enfatizou.

Guida reforçou a importância do projeto e disse que o Hospital Universitário já poderia ser celebrado no Acre. Ao defender a iniciativa, contou que a unidade contribuiria para qualificar o atendimento, reduzir filas de tratamento fora de domicílio e atender melhor pacientes do interior, inclusive em casos ligados às doenças tropicais da Amazônia. Em tom crítico, declarou: “O cavalo selado, ele só passa uma vez”, ao se referir à oportunidade de implantação do hospital.

Após coletiva de imprensa, o ministro participou de reunião fechada com pró-reitores, gestores, políticos e parlamentares da bancada federal acreana, entre eles o senador Sérgio Petecão (PSD) e as deputadas Meire Serafim (União) e Socorro Neri (PP).

A comitiva do MEC foi formada pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt; pelo secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Marcelo Bregagnoli; pelo secretário de Educação Superior, Marcus Vinicius David; e pelo presidente da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Arthur Chioro.

Laboratório de Paleontologia

Depois de participar de reunião, Camilo Santana visitou o Laboratório de Paleontologia da Ufac. O professor Edson Guilherme, coordenador do espaço, apresentou o acervo científico ao ministro e destacou a importância da estrutura para o avanço das pesquisas no Acre. O laboratório foi reformulado, ampliado e recentemente reinaugurado.

Aberto para visitação de segunda a sexta-feira, em horário de expediente, exceto feriados, o local reúne fósseis originais e réplicas de animais que viveram no período do Mioceno, quando o oeste amazônico era dominado por grandes sistemas de rios e lagos. A entrada é gratuita e a visitação é aberta a estudantes e à comunidade em geral.

 



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A PROGRAD — Universidade Federal do Acre

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A Pró‑Reitoria de Graduação (Prograd) da Universidade Federal do Acre (Ufac) é o órgão responsável pelo planejamento, coordenação e supervisão das atividades acadêmicas relacionadas ao ensino de graduação. Sua atuação está centrada em fortalecer a formação universitária, promovendo políticas e diretrizes que assegurem a qualidade, a integração pedagógica e o desenvolvimento dos cursos de bacharelado, licenciatura e demais formações presenciais e a distância. A Prograd articula ações com as unidades acadêmicas, órgãos colegiados e a comunidade universitária, garantindo que os currículos e práticas pedagógicas estejam alinhados aos objetivos institucionais.

Entre as principais atribuições da Prograd estão a coordenação da política de ensino, a supervisão de programas de bolsas voltadas à graduação, a análise e encaminhamento de propostas normativas e a participação em iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior.

A Prograd é organizada em três diretorias, cada uma com funções específicas e complementares:

Diretoria de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino — responsável por ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento de metodologias, à regulação e ao apoio pedagógico dos cursos de graduação.

Diretoria de Apoio à Formação Acadêmica — dedicada a acompanhar e apoiar as atividades acadêmicas dos estudantes, incluindo estágios, mobilidade estudantil e acompanhamento da formação acadêmica.

Diretoria de Apoio à Interiorização e Programas Especiais — voltada à gestão de programas especiais, políticas de interiorização e ações que ampliam o acesso e a permanência dos alunos em diferentes regiões.

A Prograd participa, ainda, de iniciativas que promovem a reflexão e o diálogo sobre o ensino superior, integrando docentes, estudantes e gestores em fóruns, encontros e ações que visam à atualização contínua dos processos formativos e ao atendimento das demandas sociais contemporâneas.

Com compromisso institucional, a Pró‑Reitoria de Graduação contribui para que a UFAC cumpra seu papel educativo, formando profissionais críticos e comprometidos com as realidades local e regional, garantindo um ambiente acadêmico de excelência e responsabilidade social.

Ednacelí Abreu Damasceno
Pró-Reitora de Graduação



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Orientação sobre revalidação e reconhecimento de diplomas — Universidade Federal do Acre

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Orientações para abertura de processo administrativo e procedimentos acerca da revalidação de diploma de graduação e reconhecimento de diplomas de pósgraduação stricto sensu emitidos por instituições estrangeiras, conforme a Resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Abertura do Processo

I – Preenchimento do Formulário Padrão (conforme modelo disponibilizado);

II – Documentos pessoais exigidos:

• Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

• Comprovante de residência;

• Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

• Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

III – Documentos acadêmicos exigidos:

• Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

• Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

IV – Preenchimento do Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, conforme modelo disponibilizado pelo NURCA;

V – Solicitação de abertura de processo no Protocolo Geral da UFAC, direcionado ao NURCA, com a apresentação da documentação exigida nos itens de I a IV;

Submissão da documentação na Plataforma Carolina Bori – Link: http://plataformacarolinabori.mec.gov.br

O interessado deve submeter a documentação no formato .pdf, agrupando diferentes documentos em arquivo único conforme indicado abaixo:

Arquivo 1 em .PDF:

1. Formulário Padrão preenchido (conforme modelo disponibilizado);

2. Documentos pessoais exigidos:

a) Cópia do documento de identidade para brasileiros ou naturalizados, e, se estrangeiro, cópia da identidade e do visto permanente, expedido pela Superintendência da Polícia Federal, ou passaporte com visto permanente, concedido pela autoridade competente;

b) Comprovante de residência;

c) Comprovante de quitação com o serviço militar, para brasileiros do sexo masculino;

d) Comprovante de quitação com o serviço eleitoral, para brasileiros e naturalizados;

Arquivo 2 em PDF:

1. Diploma e Histórico (Itens I e II do Artigo 10 ou Itens II e IV do artigo 33 da Resolução nº 003, de 14 de março de 2017);

Arquivo 3 em PDF:

1. Documentos acadêmicos exigidos excetuando-se os do Arquivo 2:

a) Para revalidação, conforme Art. 10, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

b) Para reconhecimento, conforme Art. 33, da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017, excetuando item III (vide Arquivo 5).

Arquivo 4 em PDF:

1.Termo de aceitação, exclusividade e autenticidade, preenchido conforme modelo disponibilizado pelo NURCA; da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017.

Arquivo 5 em PDF:

a) Para os casos de reconhecimento: Exemplar digital da tese ou dissertação com registro de aprovação da banca examinadora e documentações complementares, conforme item III do Art. 33 da resolução CEPEX Nº 003, de 14 de março de 2017. 

Fluxo do Processo

VI – Recebimento do processo pelo NURCA e encaminhamento para o Centro pertinente, que constituirá Comissão;

VII – Retorno do processo ao NURCA no prazo de 15 dias;

VIII – Sendo favorável o parecer da Comissão, será autorizada a emissão de GRU, bem como, o seu devido pagamento (R$ 1.200,00 – graduação; mestrado – R$ 1.500,00 e doutorado R$ 2.000,00), devendo ser incluída a via original ou cópia autenticada por servidor da UFAC no processo de revalidação.

a) Em caso de parecer negativo, o processo será disponibilizado para consulta, retirada de documentação e/ou ajuste quando for pertinente.

IX – Retorno do processo ao Centro para a Comissão concluir a revalidação no prazo restante dos seis meses.

Formulário Padrão

Termo de Aceitação, Exclusividade e Autenticidade

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