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O que está a sinalizar o Irão desde a queda de Bashar al-Assad na Síria? | Notícias da Guerra da Síria
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Teerã, Irã – O Irão afirma que quer manter relações com a Síria após a queda do grande aliado Bashar al-Assad, mas que a abordagem dos grupos de oposição em relação a Israel seria crucial.
Teerã não comentou relatos de que estabeleceu uma linha direta de diálogo com os grupos armados que derrubou a família governante da Síria, que foi aliado do Irão durante mais de 40 anos.
Na terça-feira, a porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, apelou ao “respeito pela integridade territorial da Síria” e disse que o povo sírio deveria decidir o seu próprio destino.
No que diz respeito às futuras relações do Irão com a Síria, disse ela, “a sua distância do regime sionista” seria um factor decisivo importante.
‘Interesses nacionais’
Hossein Salami, comandante-chefe do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), disse aos legisladores durante uma reunião a portas fechadas no parlamento na terça-feira que nenhuma força iraniana permanece atualmente na Síria.
Argumentando que esta retirada não significava que o poder de Teerão tivesse diminuído, o general disse que as forças iranianas estiveram presentes na Síria até aos últimos momentos do governo de al-Assad, segundo os legisladores presentes.
O Irão apoiou al-Assad desde que a guerra na Síria eclodiu em 2011, fornecendo-lhe combatentes, armas e aconselhamento militar sob a forma de uma presença do IRGC que visava manter al-Assad no poder, bem como manter o “eixo de resistência” regional de Teerão contra Israel e os EUA.
O porta-voz do governo, Mohajerani, disse que 4.000 cidadãos iranianos voltaram para casa vindos da Síria a bordo de 10 voos organizados pela companhia aérea iraniana Mahan, fortemente sancionada, desde a derrubada de al-Assad.
Questionada sobre o enorme investimento que o Irão fez para apoiar al-Assad e como essa perda financeira afectaria o povo iraniano, ela insistiu que as dezenas de milhares de milhões de dólares que Teerão gastou foram para apoiar “interesses nacionais”.
‘Parem os crimes contra a Síria’
Antes da fuga de al-Assad, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, convocou repetidamente a ofensiva da oposição – liderada por um grupo armado da oposição Hayat Tahrir al-Sham (HTS) – uma “manobra sionista-americana” que visa desestabilizar ainda mais a região no meio das consequências da guerra israelita em Gaza.
Depois de os grupos de oposição terem derrubado o regime, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano concentrou a sua retórica na condenação de Israel, dizendo que está a “aproveitar a complicada situação na Síria para exacerbar o seu genocídio em Gaza”.
As declarações do Irã ocorreram no momento em que Israel bombardeava a infraestrutura síria centenas de vezes desde domingo, atingindo pelo menos 250 alvos em toda a Síria durante a noite de segunda-feira, no que a mídia israelense disse ser o maior operação de ataque já realizado por sua força aérea.
Israel destruiu aviões de combate e helicópteros do exército nas suas bases aéreas, atacou centros de investigação militar e depósitos de armas e atacou navios do exército sírio.
Os soldados e tanques israelitas também aproveitaram o caos político na Síria para penetrar profundamente no país, chegando a cerca de 20 km (12 milhas) da capital, Damasco.
Israel continuou a afirmar que a sua expansão da ocupação do solo sírio visa apenas garantir a sua segurança, uma vez que elementos “extremistas” podem assumir o controle da área fronteiriça.
O Irão, que apoiou al-Assad até ao último momentodisse em comunicado na noite de segunda-feira que “usaria todas as suas capacidades regionais e internacionais para impedir os crimes do regime sionista contra a Síria”, sem dar mais detalhes.
Missões iranianas danificadas
O Irão também escreveu na terça-feira uma carta ao Conselho de Segurança da ONU para expressar grande preocupação e condenação dos ataques à sua embaixada na Síria no domingo, após a queda de al-Assad.
“Em meio a uma escalada de grupos armados em Damasco, militantes invadiram e atacaram à força a embaixada do Irã, resultando em graves danos, vandalismo, roubo de arquivos e documentos e destruição”, escreveu a missão iraniana.
Afirmou que, em 29 de novembro, “grupos armados atacaram o consulado iraniano em Aleppo com bombas de curto alcance, colocando em perigo o pessoal consular”. O consulado foi posteriormente “invadido e danificado” depois de a missão ter sido evacuada.
O Irão não chegou a culpar oficialmente o HTS ou qualquer outro grupo específico pelas ações.
Depois que imagens apareceram online mostrando a embaixada destruída e grandes imagens dos líderes assassinados Qassem Soleimani e Hassan Nasrallah retiradas, Araghchi do Irã disse que parecia que alguns civis também estavam envolvidos.
Não está claro se, ou quando, as missões diplomáticas iranianas serão reabertas.
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Josimar Ferreira inicia gestão de 4 anos como reitor da Ufac — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, reuniu-se com os novos pró-reitores da administração superior para marcar o início da gestão do quadriênio 2026-2030 e tratar das primeiras ações e prioridades a serem tomadas na universidade. O encontro ocorreu nesta quarta-feira, 12, na Reitoria, campus-sede. A sessão solene pública de transmissão de cargo da Reitoria será realizada na sexta-feira, 21, às 17h, no Teatro Universitário.
Josimar afirmou que a eficiência na aplicação dos recursos e a austeridade estarão entre os princípios da gestão. Hoje ele também se reúne com as equipes das áreas de planejamento e administração para avaliar o orçamento disponível para execução das atividades até o fim do ano. “Esse é um princípio que adotamos desde o primeiro dia”, afirmou.
Entre as primeiras medidas anunciadas está a retomada das reuniões presenciais dos conselhos universitários. Segundo o reitor, a mudança será implementada já nesta primeira semana de gestão.
Outra ação prevista é a criação de uma nova pró-reitoria, voltada a ações afirmativas, equidade, gênero e inclusão. De acordo com Josimar, a proposta é colocar essas políticas no centro da estrutura administrativa da universidade e ampliar sua atuação nas políticas acadêmicas.
A nova gestão também dará continuidade ao processo de realização do vestibular do curso de Medicina. O reitor informou que a Ufac já garantiu recursos e iniciará a fase de contratação da empresa responsável pelo certame. A previsão é que as provas sejam aplicadas nas cinco regionais do Acre, com manutenção do bônus regional.
A interiorização também está entre as prioridades apresentadas. A gestão pretende iniciar discussões sobre a ampliação da presença permanente da universidade no interior, incluindo a regional do Purus, em Sena Madureira, e a região de Tarauacá e Envira.
Josimar destacou ainda a intenção de ampliar a aproximação da Ufac com diferentes setores da sociedade. “Queremos aproximar a relação com a sociedade, com o serviço, com o comércio, com a indústria, e com isso fortalecer o nosso tripé, o ensino, a pesquisa e a extensão.”
Integram a nova administração superior a vice-reitora Almecina Balbino; a pró-reitora de Graduação, Danila Torres; o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro; a pró-reitora de Assuntos Estudantis, Aline Nicolli; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Souza; o pró-reitor de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas, Thiago Lima; e o pró-reitor de Administração, Tone Roca.
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Proaes lança plataforma para cadastro da assistência estudantil — Universidade Federal do Acre
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12 de agosto de 2026A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes), da Ufac, oficializou o lançamento do Cadastro da Assistência Estudantil (Caes) nessa terça-feira, 11. A nova plataforma digital foi desenvolvida para reformular o processo de seleção de bolsas e auxílios financeiros da instituição, com o objetivo de reduzir a burocracia, otimizar o fluxo socioeconômico e ampliar o acesso dos acadêmicos aos programas de permanência universitária.
A plataforma já está disponível para acesso e o preenchimento do cadastro poderá ser realizado ao longo do ano de 2026. A transição completa do fluxo de seleção para o novo ambiente digital será concluída para ter validade nos editais previstos para o ano letivo de 2027.
O sistema apresenta interface que se adapta, permitindo o preenchimento e acompanhamento das etapas diretamente por dispositivos móveis, como celulares e tablets. Outra mudança estrutural do Caes é a otimização do formulário socioeconômico, que teve sua extensão reduzida de 14 para 9 páginas. O documento passa a ser pré-preenchido de forma automática com dados cadastrais já existentes nas bases de dados integradas da Ufac, evitando a inserção repetitiva de informações pessoais pelos discentes.
O modelo operacional introduz a aprovação prévia do cadastro socioeconômico, que terá validade mínima de dois anos. Com a homologação efetuada pela equipe de assistentes sociais da Proaes, o estudante integrará um banco de dados unificado, ficando apto a diferentes modalidades de auxílios e bolsas por meio de uma manifestação de interesse digital, sem a necessidade de reapresentar a documentação completa a cada novo edital lançado. Apenas modalidades específicas que demandem comprovações complementares, como o auxílio-creche, exigirão anexos pontuais.
O desenvolvimento da ferramenta durou aproximadamente dez meses e foi viabilizado por uma cooperação técnica entre a Proaes, o projeto WebAcademy, sob coordenação do professor Daricélio Moreira, o Núcleo de Tecnologia da Informação e o corpo de assistentes sociais da universidade, que atuaram na especificação das regras de negócio do software. Três acadêmicos selecionados via edital atuaram diretamente na programação e construção do sistema.
“O Cadastro da Assistência Estudantil vai trazer uma redução na burocracia e a possibilidade de melhorar o acesso dos estudantes aos benefícios da Proaes”, disse o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Isaac Dayan. “Temos vários aspectos que ajudam o estudante a ter uma melhor experiência na hora de concorrer, como uma interface intuitiva e a redução da quantidade de páginas do formulário. Acreditamos que será um grande avanço na política de assistência estudantil.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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Brinquedoteca da Ufac oferece atividades lúdico-pedagógicas — Universidade Federal do Acre
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10 de agosto de 2026A Brinquedoteca da Ufac, inaugurada em 11 de fevereiro de 2016, localizada no Bloco Multidisciplinar, campus-sede, funciona como um Laboratório Pedagógico de Ensino, Pesquisa e Extensão para os cursos de licenciatura da instituição, tendo o jogo e as brincadeiras como elementos centrais do desenvolvimento infantil.
Atendendo crianças de 3 a 10 anos, o espaço contempla as comunidades interna e externa. O horário de funcionamento regular é de segunda a sexta-feira, no turno vespertino, das 13h30 às 17h30. No período matutino, o funcionamento depende da programação, que é divulgada previamente.
Entre as atividades desenvolvidas, estão: desenho e pintura (com tinta, lápis de cor e giz de cera); jogos teatrais e de tabuleiro; dança e confecção de brinquedos; contação de histórias e sessões de cinema com pipoca. Durante os eventos, o uso de smartphones é proibido.
Desde 2025, o espaço conta com o projeto de extensão Brincarte, coordenado pela professora Giane Lucélia Grotti, visando desenvolver, no Laboratório da Brinquedoteca, um ambiente de interação e socialização, estimulando habilidades sociais e culturais por meio de atividades lúdicas, e contribuir para o desenvolvimento integral da criança.
O campus Floresta, em Cruzeiro do Sul, também conta com uma brinquedoteca, inaugurada em 2025 e coordenada pela professora Adma de Oliveira Martins, com funcionamento de manhã e à tarde, atendendo crianças de 4 a 11 anos.
Confira mais informações sobre a Brinquedoteca da Ufac
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