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O que está acontecendo com o exército ucraniano em Kursk? – DW – 14/03/2025
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Nos últimos dias, o exército russo recuperou o controle sobre várias cidades na região de Kursk da Rússia, que havia sido realizada pelas forças ucranianas desde agosto do ano passado. Em 13 de março, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que as tropas russas haviam recuperado o controle da cidade de Sudzha. Ainda não havia confirmação oficial disso do lado ucraniano.
Recentemente, a mídia russa informou que o presidente russo Vladimir Putin havia visitado tropas em um posto de comando na região de Kursk. Putin apareceu na câmera em um uniforme de camuflagem militar ao lado do chefe do pessoal geral das forças armadas russas, Valery Gerasimov.
Por que a Ucrânia está se retirando?
Na quarta -feira à noite, 12 de março, o principal comandante militar da Ucrânia, general Oleksandr Syrskyi, afirmou que os combates continuavam nos subúrbios de Sudzha e nas áreas circundantes da região de Kursk. Ele disse que o exército ucraniano pretendia “manter a defesa pelo tempo que for apropriado e necessário”.
No entanto, Syrskyi também enfatizou que a prioridade era preservar a vida dos soldados ucranianos e que as unidades “recuariam para linhas de defesa mais vantajosas, se necessário”.
Ruslan Leviev, ativista da oposição russa e fundador da equipe de inteligência de conflito da organização independente (CIT), disse à DW que os militares ucranianos estavam se retirando da região de Kursk de maneira ordenada. Ele também disse que, ao fazer isso, a liderança do Exército pretendia salvar a vida de o maior número possível de soldados.
Leviev não acreditava que a retirada ucraniana da região de Kursk estava conectada ao recente negociações entre Kyiv e Washington. No entanto, ele não excluiu a possibilidade de ter sido ligeiramente acelerado pela suspensão temporária do compartilhamento de inteligência entre os EUA e a Ucrânia, que foi instigado, depois rescindido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, seguindo um troca aquecida com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy na Casa Branca.
No entanto, Leviev diz que um retiro está de fato nos cartões desde dezembro, quando as tropas russas atacaram os dois flancos da ponte ucraniana na região de Kursk. Depois disso, o analista militar explica, quase nenhuma possibilidade permaneceu para a Ucrânia fornecer munição às suas tropas ou evacuar os feridos.
Uma operação contínua no território russo faz sentido?
Serhii Zgurets, diretor da empresa de consultoria ucraniana Defense Express, também acreditava que os problemas logísticos do exército ucraniano e o fato de serem significativamente em menor número pelas forças russas significavam que o exército ucraniano se retiraria da região de Kursk. Ele disse à DW que a Rússia havia estacionado cerca de 60.000 soldados ao longo desta seção da frente.
“O componente logístico é o calcanhar de Aquiles”, disse ele. “Se a Ucrânia se retirar para seu próprio território, isso melhorará a capacidade de defesa de suas brigadas”.
Zgurets não achava que fazia mais sentido político para Kiev manter posições na região de Kursk para uso em um possível troca territorial Entre a Ucrânia e a Rússia, já que o presidente dos EUA, Trump, ignorou completamente isso como um potencial componente das negociações.
“Os objetivos militares agora estão tendo precedência, e estes foram alcançados em grande parte: minimizando o risco para a região de Sumy da Ucrânia, desviando um certo número de tropas russas de outras frentes e infligindo danos máximos a elas”, explicou o especialista em defesa.
Entre os observadores ocidentais, as opiniões diferem em relação ao resultado da operação de Kursk dos militares ucranianos. Em uma entrevista ao emissor alemão ZDF, Nico Lange, ex -consultor do Ministério da Defesa da Alemanha, avaliou -o como um sucesso.
“Do ponto de vista ucraniano, fica claro: desde que haja brigas na região de Kursk, essas forças não estão envolvidas em lutar na Ucrânia. Enquanto os russos estão implantando sua Força Aérea para soltar bombas de deslizar em suas próprias aldeiasessas bombas não estão caindo nas cidades ucranianas “, disse Lange.
Na sua opinião, a operação de Kursk revelou a fraqueza do exército russo. O Kremlin exigiu que expulsasse as forças ucranianas do território russo o mais rápido possível, e não conseguiu fazê -lo.
Putin faz uma visita surpresa à região da frente russa em Kursk
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A operação de Kursk foi um erro?
No entanto, alguns especialistas ocidentais também criticaram a operação de Kursk da Ucrânia e consideram um desperdício de recursos. Marina Miron, pesquisadora de pós-doutorado do Departamento de Estudos de Guerra do King’s College London, é um dos que consideram essa visão.
Miron comentou que a Rússia não transferiu tropas para Kursk de outras frentes – em Donbasspor exemplo – como os ucranianos esperavam. Além disso, ela disse, a ocupação de territórios russos perdeu o significado para a Ucrânia quando ficou claro que não conseguiria capturar sites estrategicamente importantes, como a usina nuclear em Kursk.
“Do ponto de vista da estratégia militar, foi uma escolha catastrófica”, disse Miron. “Ele prolongou a linha de contato, com as forças armadas ucranianas já tendo, naquele momento, escassez de equipamentos e mão de obra”.
O coronel austríaco Markus Reisner acreditava que uma avaliação definitiva do resultado da operação de Kursk só poderia ser feita quando a retirada das forças ucranianas de Kursk – que ele via como inevitável – estava concluída. Somente então ficaria claro se a retirada prosseguiu de maneira ordenada e que perdas foram incorridas.
“O maior fator de risco é que o caos ou o pânico irão quebrar – um cenário que afetou as tropas russas próximas Kharkiv Em 2022, “disse Reisner. Naquela época, os russos não estavam preparados para uma contra -ofensiva ucraniana e foram forçados a derrotar um retiro apressado dos territórios ucranianos que haviam capturado. Muitos russos foram feitos prisioneiros e a Ucrânia foi capaz de apreender grandes quantidades de pesados equipamentos militares.
Este artigo foi originalmente escrito em ucraniano.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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