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O que está por trás da escassez de medicamentos na Alemanha? – DW – 13/10/2024

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Custa apenas alguns cêntimos, mas atualmente é escasso: a solução salina tornou-se um produto escasso nos hospitais e farmácias alemães – mas é urgentemente necessária para operações e procedimentos de irrigação e infusão. Segundo Thomas Preis, chefe da Câmara de Farmacêuticos da Renânia do Norte, a situação piorou dramaticamente nos últimos meses.

“O que já foi um grande problema nos hospitais durante meses está agora a afectar também o atendimento aos pacientes ambulatoriais”, alertou ao jornal de Düsseldorf. Posto Renano.

O Ministério da Saúde da Renânia do Norte-Vestfália confirmou que havia gargalos no fornecimento. Afirmou que durante vários meses “as clínicas em Renânia do Norte-Vestfália e a Alemanha recebeu apenas 80% das suas necessidades” e recentemente este valor caiu para cerca de 50%. Segundo o Instituto Federal de Medicamentos e Dispositivos Médicos (BfArM), a situação continuará durante os próximos meses.

Escassez de antibióticos em particular

Alemanha tem sido repetidamente afetados pela escassez de medicamentosparticularmente antibióticos e medicamentos infantisnos últimos anos. As consequências são graves: uma pesquisa com membros da Associação Profissional Alemã de Pediatras (BVKJ), na primavera de 2024, descobriu que cerca de um terço acreditava que a qualidade do tratamento estava em risco.

A pesquisa também constatou que o tratamento estava se tornando mais demorado porque os médicos tinham que verificar antecipadamente quais medicamentos estavam disponíveis. De acordo com a Associação Alemã de Farmacêuticos (DAV), já surgiram problemas com cerca de 500 medicamentos prescritos diferentes.

Outros países da UE também são afetados pela escassez. De acordo com uma pesquisa de 2023 realizada pelo Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU)a situação piorou em vários Estados-Membros, incluindo Suécia, Portugal e Espanha.

Uma mulher pesa caixas de remédios em uma balança
A maioria das empresas farmacêuticas adquire ingredientes ativos da China e da Índia Imagem: Zhu Xudong/dpa/imagem aliança

Ingredientes ativos da China e da Índia

As causas da escassez são complexas, assim como a fabricação de medicamentos. Enquanto a Alemanha, que possui grande empresas farmacêuticas como Bayer, BASF, Boehringer Ingelheim e BioNTechjá foi considerada a “farmácia do mundo”, a produção agora ocorre em todo o mundo. As cadeias de abastecimento são mais longas e propensas a interrupções.

A maioria dos ingredientes ativos é agora produzida na China e na Índia. Não só os salários são mais baixos lá, mas as regulamentações ambientais são menos rigorosas do que na UE. A produção em massa e a monopolização tornaram-se o foco para tornar os medicamentos mais baratos. Assim, um número menor de fornecedores produz quantidades cada vez maiores.

“Enquanto tínhamos 10 fornecedores de xarope de paracetamol para febre, hoje só resta um fornecedor principal”, explicou à DW o professor David Francas, especialista em cadeia de fornecimento da Universidade de Ciências Aplicadas de Worms.

“Estamos, portanto, dependentes de apenas alguns fabricantes. E se um deles ficar paralisado, toda a cadeia de abastecimento ficará paralisada”, disse a professora Ulrike Holzgrabe, especialista em química farmacêutica e medicinal da Universidade de Würzburg.

“Se houver pequenos desastres na rota de abastecimento, como um porto fechado em Xangai durante o COVID 19 pandemia ou um navio bloqueando o Canal de Suez, as mercadorias não chegam até nós”, disse ela à DW.

Grande indústria farmacêutica, fabricada na China

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A produção just-in-time não ajuda

As existências limitadas e a produção just-in-time só agravam o problema quando as carências temporárias na cadeia de produção não podem ser compensadas. Mas os especialistas acreditam que o reabastecimento é caro. As instalações de armazenamento custam dinheiro e nunca é certo se os medicamentos armazenados serão realmente vendidos.

As flutuações na procura são enormes: durante a pandemia de COVID-19, por exemplo, a procura na Infectopharm entrou em colapso porque o uso generalizado de máscaras levou a um declínio acentuado de várias outras doenças infecciosas. A empresa teve que destruir sucos antibióticos caros para crianças porque não conseguia vendê-los. Dois anos depois, a procura voltou a disparar.

O problema dos preços é particularmente grave no caso dos genéricos, que representam 70 a 80% da oferta básica de produtos farmacêuticos. “As margens para a fabricação desses produtos são extremamente baixas”, disse Holzgrabe. Os fabricantes são forçados a produzir o mais barato possível através de acordos de descontos e outros acordos que foram introduzidos no sistema de saúde alemão há anos atrás.

Embora muitos tenham pedido isso, seria difícil trazer de volta a produção completamente para a UE. Uma razão é que seria complicado produzir os produtos químicos finos necessários para os ingredientes ativos. “Criámos uma legislação ambiental que torna isto quase impossível”, disse Holzgrabe.

Mesmo que fosse possível, não seria uma solução para o Inverno que se aproxima. “São necessários pelo menos cinco anos para restabelecer as instalações de produção”, disse Francas.

Este artigo foi traduzido do alemão.



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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre

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Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.

A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.

O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.

Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.

A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.

A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.

Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.



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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre

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A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.

A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.

O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.

Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.

A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.

A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.

O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.



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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre

O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.

A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.

Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.

O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.

 



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