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O que está por trás da reunião de líderes convocad…

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Matheus Leitão

O presidente da Câmara, Arthur Lira, nega que tenha convocado uma reunião de líderes para discutir a reação do Legislativo à nova decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sobre as emendas parlamentares, mas é exatamente isso que está fazendo.

E aos 45 minutos do segundo tempo de seu mandato na presidência da Casa.

O novo capítulo da queda de braço entre o STF e o parlamento aconteceu quando Dino suspendeu o pagamento de de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão, muitas delas que seriam empenhadas em Alagoas, terra de Lira.

A coluna imediatamente avisou o problema, ainda mais porque, além de suspender o montante bilionário, pediu a investigação da Polícia Federal sobre a questão – isso, no primeiro dia útil após a aprovação do pacote de cortes de gastos.

Ora, ora.

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Era óbvio que a tensão aumentaria. Em um ano muito tenso, criou-se uma tensão até no momento final. O que se comenta em Brasília agora é: qual vai ser a resposta do Lira? Afrontar uma decisão do Supremo não é o melhor caminho.

Arthur Lira foi bolsonarista na maior parte do tempo nesses quatro anos como presidente da Câmara. Vestiu a camisa 22 enquanto Bolsonaro foi presidente e encurralou Lula em vários momentos de seu mandato, seja sentando em cima das pautas do governo, seja deixando a bancada da bala nadar de braçada, ou permitindo deputados totalmente inadequados na Comissão de Constituição e Justiça.

Um dos momentos mais simbólicos da forma como o presidente da Câmara sempre agiu foi durante o marco temporal para demarcação das terras indígenas, quando colocou para ser votado no plenário alegando falta de diálogo com o governo.

Por todo o histórico, o que se pergunta neste fim de ano é se Lira, com a convocação da reunião de líderes, reagirá de forma boa, explicando e entregando as atas sobre a liberação das emendas de comissão ou se vai fazer algum “lirismo” de ocasião. A ver…



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Matheus Leitão

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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social) 


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Charge do JCaesar: 05 de maio

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Felipe Barbosa

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A articulação para mudar quem define o teto de jur…

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A articulação para mudar quem define o teto de jur...

Nicholas Shores

O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN). 

A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica. 

Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.

A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira. 

Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.

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Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios. 

Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.

A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.

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Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.

Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.

Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.

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Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.

Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.



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