POLÍTICA
O que falta ao Brasil dois anos após os atentados…
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1 ano atrásem
Matheus Leitão
A rememoração dos atentados do 8 de Janeiro, que completam dois anos nesta quarta-feira, 8, traz uma nova preocupação para o centro das atenções: se, até aqui, o foco estava nos executores – aqueles que invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes –, a expectativa agora recai sobre a responsabilização dos mandantes das cenas de barbárie. Houve avanços com as condenações e prisões, mas já é hora de as punições alcançarem o topo da cadeia.
Os primeiros sinais da mudança de postura são evidentes: militares de alta patente, como os generais Walter Braga Netto e Mário Fernandes, estão presos, totalizando 37 membros das Forças Armadas indiciados pela Polícia Federal. A sociedade aguarda ansiosamente que o Ministério Público denuncie os envolvidos, visto que as ações do 8 de janeiro representaram apenas a parte visível da engrenagem golpista, gestada por meio de conspirações e planos sombrios, que incluíam até mesmo assassinatos de autoridades e lideranças políticas.
O Brasil entra em 2025, portanto, com a obrigação de fazer uma escolha: ou promove um acordão para poupar os verdadeiros beneficiários dos crimes, ou rompe com o histórico de impunidade e coloca atrás das grades todos os envolvidos na orquestração da tentativa de golpe.
A reconstrução material do patrimônio destruído – simbolizada pelo retorno do relógio de Dom João VI ao Palácio do Planalto – já aconteceu. Resta saber se teremos a força necessária para reconstruir a confiança nas instituições.
Faltam peças importantes nesse quebra-cabeça: nome, rosto e CPF de quem arcou com as despesas e deu suporte à ameça de ruptura – inclusive os setores de grande poderio financeiro, como “o pessoal do agro”. Se não formos além da retórica, o risco de novas conspirações permanecerá no horizonte.
Fomos capazes de reconstruir o relógio. Precisamos agora virar os ponteiros para mudar o curso da história.
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Matheus Leitão
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“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável!” (Ciro Gomes, ex-ministro da Fazenda, usando as redes sociais para reclamar da troca de Carlos Lupi por Wolney Queiroz, seu desafeto no PDT, no comando do Ministério da Previdência Social)
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Felipe Barbosa
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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9 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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