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O que Israel está fazendo agora no norte de Gaza? | Notícias
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Israel isolou o norte de Gaza há mais de uma semana, impedindo a entrada de qualquer ajuda, enquanto realiza grandes ataques terrestres e aéreos e matou dezenas de pessoas nos últimos dias.
Aqui está tudo o que você precisa saber sobre o que está acontecendo lá agora:
O que Israel fez?
Militares de Israel lançou um ataque em Jabalia e sitiou o norte de Gaza desde a semana passada, prendendo dezenas de milhares de pessoas sem acesso a alimentos e água.
O exército israelita está a separar o norte de Gaza da Cidade de Gaza utilizando veículos militares, drones e barreiras de areia.
Por que está fazendo isso?
Israel diz que as suas ações em Jabalia visam “impedir o reagrupamento do Hamas”.
Afirma também que pretende erradicar totalmente a resistência armada palestina no norte.
O que está acontecendo com as pessoas no norte de Gaza?
Relatos de pessoas no norte de Gaza dizem que este é um dos momentos mais difíceis num ano que tem sido horrível.
“Muitas das vítimas são crianças e mulheres, e elas chegam ao hospital em pedaços ou encharcadas de sangue”, relatou Hani Mahmoud da Al Jazeera, do centro de Gaza.
De acordo com um correspondente da Al Jazeera e dos Médicos Sem Fronteiras, atiradores israelitas têm matado pessoas que tentavam fugir – apesar de terem emitido ordens de evacuação.
Alguns residentes decidiram ficar, não confiando nas “zonas humanitárias seguras” designadas por Israel, que de qualquer maneira atacaram.
Os ataques de Israel mataram pelo menos pelo menos 200 pessoas durante a semana passada no norte, de acordo com Mounir al-Bursh, chefe do Ministério da Saúde palestino em Gaza.
Dezenas de milhares de famílias permanecem sitiadas dentro do campo de Jabalia, enquanto a Agência das Nações Unidas de Assistência e Obras (UNRWA) afirma que cerca de 400 mil pessoas estão presas no norte.
Equipes médicas e ambulâncias também teriam sido atingidas.

O que Israel quer? Ocupar Gaza?
Gideon Levy, colunista do jornal israelense Haaretz, disse à Al Jazeera que o objetivo do governo israelense parece ser limpar etnicamente o norte de Gaza, expulsando todos os palestinos.
“Israel por si só declarou que, basicamente, o Hamas como força militar está totalmente derrotado. Então, por que isso continua? Continua porque Israel gostaria de ver a parte norte de Gaza vazia de todos os seus habitantes palestinos”, acrescentou.
Israel retirou-se de Gaza em 2005, mas manteve-a sob bloqueio terrestre, aéreo e marítimo desde 2007.
No último ano de guerra no enclave sitiado, Israel disse repetidamente que não quer reocupar Gaza.
Algumas autoridades israelitas, no entanto, pressionaram pela construção de colonatos em Gaza.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, sugeriu uma configuração semelhante à da Cisjordânia ocupada: o controlo militar israelita sobre Gaza enquanto a Autoridade Palestiniana ou uma entidade local não-Hamas trata dos assuntos civis.
O verdadeiro objectivo de Israel permanece obscuro, mas o momento do seu cerco ao norte é interessante, segundo Levy.
“(Sob a cobertura da guerra no Líbano… quando o mundo inteiro está olhando para o Líbano e (o possível ataque de Israel) ao Irã… Israel está se aproveitando disso e fazendo essas coisas em Gaza sem ter quaisquer objetivos militares lá ”, disse ele.
A ocupação de Gaza por Israel seria legal?
Devido ao cerco em curso a Gaza, a ONU, a Amnistia Internacional e outras organizações de ajuda ainda se referem a Gaza como “território ocupado”.
Uma tentativa israelita de ocupar Gaza militar ou fisicamente violaria o direito internacional.
A violação seria agravada ainda mais se esta tomasse a mesma direcção que tomou na Cisjordânia ocupada.

Lá, colonatos israelitas ilegais estão a surgir por todo o lado, os palestinianos estão a ser privados de acesso às suas terras, o exército israelita está a atacar e a matar impunemente – tal como os colonos israelitas – entre outras violações.
Mais de 750 mil colonos israelitas vivem em terras palestinas tomadas à força.
O direito internacional estipula que uma potência ocupante deve introduzir o mínimo de mudanças possível e não alterar o status quo do território. Uma potência ocupante também não deve deslocar o seu próprio povo para o território que ocupa.
Além disso, o ocupante é obrigado a aderir a regulamentos como a protecção da propriedade dos povos ocupados e a permissão do fluxo de ajuda humanitária, o que Israel não está a fazer neste momento no norte de Gaza.

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Ufac conquista 3º lugar em hackathon internacional promovido por laboratório de Harvard — Universidade Federal do Acre
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22 de maio de 2026Estudantes da Universidade Federal do Acre (Ufac) participaram, nos dias 10 e 11 de abril, do HSIL Hackathon 2026, promovido pelo Health Systems Innovation Lab da Harvard T.H. Chan School of Public Health. A participação da equipe ocorreu no Hub de Inovação do Hospital das Clínicas de São Paulo, o InovaHC, em uma edição realizada simultaneamente em mais de 30 países. O grupo conquistou o 3º lugar geral entre mais de 30 equipes com o projeto Viginutri, solução voltada à prevenção da desnutrição hospitalar.
A equipe foi liderada pela acadêmica de Medicina da Ufac Maria Júlia Bonelli Pedralino e contou com a participação de Guilherme Félix, do curso de Sistemas de Informação, Bruno Eduardo e Wesly, do curso de Medicina. Segundo Maria Júlia, representar o Acre e a Ufac em um evento dessa dimensão foi uma experiência marcante para sua trajetória acadêmica e pessoal. “O Acre tem muito a dizer nos espaços onde o futuro da saúde está sendo construído”, afirmou.
O projeto premiado, Viginutri, foi desenvolvido durante o hackathon em São Paulo e propõe uma solução para auxiliar no enfrentamento da desnutrição hospitalar, problema que pode afetar o prognóstico de pacientes internados e gerar impactos para a gestão hospitalar. A proposta une medicina e nutrição e será aperfeiçoada a partir da premiação recebida pela equipe.
Com a classificação, o grupo garantiu uma aceleração de um ano pela Associação Brasileira de Startups de Saúde, com mentoria especializada e a perspectiva de validar a solução em um hospital real. De acordo com Maria Júlia, a conquista abre a possibilidade de levar uma ideia desenvolvida por estudantes da Ufac para uma etapa de aplicação prática.
A estudante também ressaltou o apoio recebido da Pró-Reitoria de Inovação e Tecnologia da Universidade Federal do Acre (Proint) e da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proex). Segundo ela, a conquista só foi possível porque a universidade acreditou no projeto e ofereceu as condições necessárias para que o grupo representasse a instituição fora do Acre. “Essa conquista não teria sido possível sem o apoio da Proint e Proex”, disse.
A trajetória do grupo teve início em um hackathon realizado anteriormente no Acre, onde surgiu o projeto Sentinelas da Amazônia, experiência que contribuiu para a formação da equipe e para o interesse dos estudantes em iniciativas de inovação.
Como desdobramento da participação no evento, a equipe deve promover, no dia 12 de junho, às 10h30, no Sebrae Lab, no Centro de Convivência, uma roda de conversa sobre a experiência no hackathon, com o objetivo de incentivar outros acadêmicos a buscarem pesquisa, inovação e desenvolvimento de ideias no ambiente universitário.
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Ufac realiza curso de turismo de base comunitária para extrativistas em parceria com MMA e ICMBio — Universidade Federal do Acre
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21 de maio de 2026A Universidade Federal do Acre (Ufac), por meio do Parque Zoobotânico (PZ), realizou, de 12 a 14 de maio de 2026, o Curso Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação, na sala ambiente do PZ, no campus sede, em Rio Branco. A formação reuniu 14 comunitários da Reserva Extrativista Chico Mendes, Resex Arapixi e Floresta Nacional do Purus, com foco no fortalecimento dos territórios tradicionais, nas referências culturais e na criação de roteiros turísticos de base comunitária.
A coordenadora estadual do Projeto Esperançar Chico Mendes, professora e pesquisadora da Ufac/PZ, Andréa Alexandre, destacou que as reservas extrativistas, criadas há mais de três décadas na Amazônia, têm como desafio conciliar o bem-estar das famílias que vivem nas florestas com a conservação dos recursos naturais. Segundo ela, o turismo de base comunitária se apresenta como uma alternativa econômica para que as famílias extrativistas possam cumprir a função das reservas. “O curso de extensão apresenta ferramentas para que essas famílias façam gestão do turismo como um negócio, sem caráter privado, nem por gestão pública, mas com um controle que seja da comunidade”, afirmou.
O curso integra as ações do Projeto Esperançar Chico Mendes, desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, em parceria com a Ufac, Parque Zoobotânico e instituições parceiras. A formação foi ministrada por Ana Carolina Barradas, do ICMBio Brasília; Fádia Rebouças, coordenadora nacional do Projeto Esperançar-SNPCT/MMA; e Leide Aquino, coordenadora regional do Conselho Nacional das Populações Extrativistas.
Durante a formação, os participantes tiveram acesso a ferramentas voltadas à gestão do turismo em seus territórios, com abordagem sobre elaboração de roteiros, recepção de visitantes e valorização da cultura extrativista. A proposta é que a atividade turística seja conduzida pelas próprias comunidades, a partir de suas referências, histórias, modos de vida e relação com a floresta.
A liderança do Grupo Mulheres Guerreiras, da comunidade Montiqueira, no ramal do Katianã, Francisca Nalva Araújo, afirmou que o curso leva conhecimento para a comunidade e abre possibilidades de trabalho coletivo com turismo de base comunitária. Segundo ela, o grupo reúne aproximadamente 50 mulheres, envolvidas em atividades com idosas, jovens e adultos, além de ações de artesanato, crochê e corte-costura. “Agora, aprofundando os conhecimentos para trabalhar com turismo tende a trazer melhorias coletivas”, disse.
A artesã Iranilce Lanes avaliou o projeto como inovador por ser desenvolvido junto às pessoas das próprias comunidades. Para ela, a construção feita a partir do território fortalece a participação dos moradores e amplia as possibilidades de resultado. A jovem Maria Letícia Cruz, moradora da comunidade Sacado, na Resex em Assis Brasil, também destacou a importância da experiência para levar novos aprendizados à sua comunidade.
O curso foi realizado no âmbito do Projeto Esperançar Chico Mendes, que tem a Reserva Extrativista Chico Mendes como referência de museu do território tradicional e busca fortalecer ações voltadas às populações extrativistas, à valorização cultural e à gestão comunitária de alternativas econômicas nas unidades de conservação.
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Ufac promove seminário sobre agroextrativismo e cooperativismo no Alto Acre — Universidade Federal do Acre
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19 de maio de 2026O Projeto Legal (Laboratório de Estudos Geopolíticos da Amazônia Legal) da Ufac realizou, na última sexta-feira, 15, no Centro de Educação Permanente (Cedup) de Brasiléia, o seminário “Agroextrativismo e Cooperativismo no Alto Acre: Desafios e Perspectivas”. A programação reuniu representantes de cooperativas, instituições públicas das esferas federal, estadual e municipal, pesquisadores, produtores rurais da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes e lideranças comunitárias para discutir estratégias e soluções voltadas ao fortalecimento da economia local e da produção sustentável na região.
A iniciativa atua na criação de espaços de diálogo entre o poder público e as organizações comunitárias, com foco no desenvolvimento sustentável e no fortalecimento da agricultura familiar. Ao longo do encontro, os participantes debateram os principais desafios enfrentados pelas famílias e cooperados que atuam nas cadeias do agroextrativismo, com ênfase em eixos fundamentais como acesso a financiamento, logística, assistência técnica, processamento, comercialização, gestão e organização social das cooperativas.
Coordenado pela professora Luci Teston, o seminário foi promovido pela Ufac em parceria com o Sistema OCB/Sescoop-AC. Os organizadores e parceiros destacaram a relevância do cooperativismo como instrumento de transformação social e econômica para o Alto Acre, ressaltando a importância de pactuar soluções concretas que unam a geração de renda e a melhoria da qualidade de vida das famílias extrativistas à preservação florestal. Ao final, foram definidos encaminhamentos estratégicos para valorizar o potencial produtivo da região por meio da cooperação.
O evento contou com a presença de mais de 30 representantes de diversos segmentos, incluindo o subcoordenador do projeto no Acre, professor Orlando Sabino da Costa; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), Ronald Polanco; o secretário municipal de Agricultura de Brasiléia, Gesiel Moreira Lopes; e o presidente da Coopercentral Cooperacre, José Rodrigues de Araújo.
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