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O que Netanyahu ganhou e perdeu ao concordar com o cessar-fogo Israel-Gaza? | Notícias do conflito Israel-Palestina
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2 anos atrásem
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, parece ter finalmente cedido. Após mais de um ano de recusa em concordar com o fim da guerra em Gaza, ele está agora a avançar com uma cessar-fogo que – insistem os mediadores – fará exatamente isso.
O governo de Netanyahu se reuniram na sexta-feira para aprovar o acordoo que envolveria uma troca de cativos e prisioneiros, uma retirada gradual de Israel de Gaza e o fim da guerra devastadora que Israel desencadeou no enclave palestiniano.
A implementação está prevista para começar no domingo, e é nessa altura que as recriminações ao primeiro-ministro israelita provavelmente começarão, à medida que ele enfrenta a oposição dentro do seu próprio governo. Essa oposição está a repetir as mesmas linhas em que há muito insiste: não há fim para a guerra sem a destruição do Hamas.
O Ministro da Segurança Nacional de extrema direita, Itamar Ben-Gvir, que orgulhosamente declarou ter usado seu poder para impedir que qualquer acordo de libertação de prisioneiros ocorresse durante o ano passado, declarou o atual acordo sobre a mesa “terrível” e insistiu que ele e o partido dele vai sair do governo se for implementado.
Mas isso não será suficiente para derrubar o governo de Netanyahu. Ben-Gvir precisa do apoio do seu colega viajante de extrema direita, o Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, e do seu partido Sionismo Religioso. Smotrich parece disposto a avançar com o acordo, mas apenas na sua primeira fase, que veria a libertação de alguns dos cativos israelitas. Depois disso, o sionismo religioso disse que os seus membros se demitiriam do governo, a menos que a guerra em Gaza – que até agora matou mais de 46.700 palestinos – continua.
O fator Trump
Apesar dessas ameaças ao seu governo, Netanyahu parece estar avançando. O início planejado do cessar-fogo ocorre um dia antes do prazo estabelecido pelo novo presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo segunda-feira o dia de sua posse.
A extrema-direita israelita tinha visto Trump – um republicano pró-Israel que planeia trazer para a sua administração vários políticos com fortes ligações ao movimento de colonos israelita – como o seu homem, um presidente que olharia para o outro lado enquanto o movimento realizava o seu sonho de construindo assentamentos ilegais em Gaza e expulsando a sua população.
Por enquanto, parece não ser o caso, e Trump enfatizou que quer o fim da guerra antes de assumir o cargo.
Embora na primeira leitura isso possa ser negativo para Netanyahu, a percepção de que a administração Trump possa ter-lhe forçado a mão pode ser politicamente útil para o primeiro-ministro israelita a curto prazo, permitindo-lhe mais espaço de manobra no futuro.
“Isto pode ser mais transaccional do que muitos supõem”, disse Mairav Zonszein, especialista em Israel do International Crisis Group, sugerindo que a mão do líder mais antigo de Israel poderá não ser tão facilmente forçada.
“Ao concordar agora, Netanyahu pode ter adquirido maior liberdade para agir na Cisjordânia e para determinar qualquer futuro que seja acordado para Gaza”, disse ela, referindo-se aos planos israelenses de extrema direita para anexar o território palestino ocupado, que é pontilhado com os colonatos israelitas, que são ilegais à luz do direito internacional.
“Todos sabiam que, em algum momento, os cativos teriam que ser trocados. Esse sempre foi o caso. Para muitas pessoas, isso nem é uma questão de segurança. O que é uma questão de segurança para muitos é quem governará em Gaza”, disse ela, referindo-se à terceira fase do acordo de cessar-fogo, antes de sugerir que, ao concordar com o cessar-fogo agora, Netanyahu poderia ter mais certeza da boa vontade dos EUA quando lidar com Gaza no futuro.
Realidade política
Netanyahu tem estado intimamente associado aos membros de extrema direita do seu governo desde que regressou ao cargo no final de 2022. Foram Ben-Gvir e Smotrich que apoiaram Netanyahu quando outros da direita israelita o abandonaram devido ao seu julgamento por corrupção em curso. e impopularidade entre grandes segmentos do público israelense.
Sem eles, ele não teria sido capaz de formar uma coligação governamental e, sem eles, segundo se pensa, o seu governo cairia e, com ele, qualquer hipótese de garantir imunidade contra processos judiciais.
Mas Netanyahu, há muito conhecido como o grande sobrevivente, parece ter outro plano de sobrevivência.
A maioria das pessoas no seu governo apoia o cessar-fogo, incluindo o importante bloco religioso ultraortodoxo. A oposição também disse que está disposta a dar a Netanyahu uma rede de segurança para concretizar o acordo.
O primeiro-ministro sempre teve uma boa noção de onde está o sentimento do público israelense e, segundo analistas, ele pode ter percebido que o clima agora está mais aberto a um acordo que veria os cativos voltarem para casa e o fim da guerra. a guerra.
Ajuda o facto de Israel poder argumentar que restabeleceu a dissuasão e que os seus inimigos – incluindo o Hamas, o grupo libanês Hezbollah e, mais importante, o Irão – sofreram duros golpes.
Mas, disse o cientista político israelita Ori Goldberg, o triunfalismo sobre essas vitórias geopolíticas deu lugar a um sentimento de aceitação e resignação de que a guerra precisa de acabar.
“Ninguém está realmente comemorando”, disse Goldberg. “Todo mundo sabia que isso tinha que acontecer. Os israelitas têm vivido numa espécie de atordoamento nestes últimos 15 meses. A vida tornou-se difícil para muitos israelitas, não tão difícil como tornámos para os palestinianos, mas difícil.”
“Durante 15 meses, disseram-nos que estávamos à beira da vitória absoluta, mas não conseguimos nada além de destruição e matança”, acrescentou Goldberg. “Estamos cansados. Não me interpretem mal – muitas pessoas ainda destruiriam Gaza se isso garantisse a segurança – mas temos feito o nosso melhor e ainda não o temos.”
“Os israelenses estão exaustos”, continuou ele. “Com sorte, essas primeiras seis semanas deverão ser suficientes para desenvolver algum impulso rumo a um acordo.”
Contando os custos
Netanyahu, portanto, poderá ser capaz de capitalizar o sentimento público e até mesmo apresentar-se como aquele que pôs fim à guerra e alcançou vários objectivos estratégicos antes de quaisquer novas eleições, ganhando outra suspensão da execução política.
Mas para a sociedade israelita, há um custo em travar uma guerra numa escala que grupos de direitos caracterizaram como genocídio, além dos cativos mantidos em Gaza, dos soldados que regressam de Gaza e do Líbano em caixões e do crescente isolamento internacional de Israel.
Na verdade, para muitos observadores, o Israel que emerge da carnificina de Gaza está muito distante do Estado que existia antes dos ataques liderados pelo Hamas de 7 de Outubro de 2023, que matou 1.139 pessoas.
Durante a guerra que se seguiu, os extremos de direita da política israelita reivindicaram o centro, enquanto o alcance dos serviços de segurança se estendeu para além dos limites que muitos pensavam anteriormente serem possíveis.
Em maio, um artigo produzido por dois renomados acadêmicos israelensesEugene Kandel e Ron Tzur, sugeriram que dadas as divisões produzidas pela guerra do país em Gaza e as tentativas do governo de Netanyahu de se libertar da supervisão judicial“há uma probabilidade considerável de que Israel não será capaz de existir como um estado judeu soberano nas próximas décadas”.
“Definitivamente tem havido uma corrupção moral dentro de Israel”, disse o Dr. Guy Shalev, diretor executivo da Médicos pelos Direitos Humanos de Israel, que documentou a negação de ajuda médica e a tortura de palestinos.
“A desvalorização da vida humana, especialmente da vida palestina, que não era considerada muito valiosa antes da guerra, tem sido dramática”, disse Shalev.
“A perda de vidas nesta escala e o desrespeito do governo pelas vidas dos reféns (israelenses) corroeram o que chamamos em hebraico, ‘arvut hadadit’, que se refere ao sentido de responsabilidade mútua que une todos os judeus”, acrescentou Shalev. “Penso que, fundamentalmente, se as vidas dos palestinianos não importam, então, eventualmente, todas as vidas importam menos.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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3 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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5 dias atrásem
8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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1 semana atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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