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‘Uma mistura de emoções’: acordo com o Hamas é visto como uma traição, mas recebido com alegria pelos palestinos | Guerra Israel-Gaza
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2 anos atrásem
Bethan McKernan in Tel Aviv and Quique Kierszenbaum in Jerusalem
Nnotícias de um acordo de cessar-fogo e libertação de reféns entre Israel e o Hamas foi saudada com alegria pelos palestinianos, mas uma abordagem mais cautelosa em Israel, onde manifestantes tanto a favor como contra o acordo saíram às ruas em protesto.
O acordo, que deverá entrar em vigor no domingo, é composto por três fases: na primeira fase de 42 dias, espera-se que 33 reféns israelitas sejam libertados no final de cada semana em troca de centenas de palestinianos detidos em Prisões israelenses. Em Gaza, os 2,3 milhões de habitantes – quase todos deslocados das suas casas – poderão circular livremente pelo território e espera-se que haja um enorme aumento no fornecimento de ajuda.
Os objectivos declarados de Israel na guerra de 15 meses em Gazadesencadeada pelo ataque do Hamas de 7 de Outubro de 2023, visa destruir completamente o grupo palestiniano e trazer para casa os cerca de 100 reféns restantes. Para muitos, os compromissos assumidos esta semana no Qatar para que o acordo seja ultrapassado são vistos como uma traição – mas por razões diferentes.
Na Hostage Square, uma praça em frente ao Museu de Arte de Tel Aviv, algumas centenas de amigos e parentes dos reféns se reuniram na noite de quinta-feira para uma reunião sombria e música tocada por amigos de Evyatar David, de 25 anos, que foi capturado em o festival de música Nova.
Voluntários montaram barracas distribuindo sanduíches pitta e camisetas neon com os dizeres “Você não está sozinho”. Nos cartazes dos reféns, as idades foram riscadas e atualizadas – em alguns casos, não uma, mas duas vezes, após dois aniversários em cativeiro.
O clima estava tenso. Muitas pessoas deram as mãos e sentaram-se ou ficaram em silêncio, contemplando o que os próximos dias trarão.
“É uma mistura de emoções. É claro que estamos muito contentes que as pessoas voltem para casa, mas por outro lado, não sabemos o seu estado. E Evyatar não está na primeira lista. Estamos ansiosos porque todos os dias que ele fica lá, ele corre perigo”, disse Matan Eshet, 27 anos, primo de David.
“Há um ano, tivemos um grande esforço para marcar 100 dias e pensei, com certeza isso vai acabar logo. Ainda há muita coisa que pode dar errado.”
A apoiadora Andrea, de 54 anos, de Tel Aviv, disse que amigos no exterior enviaram mensagens e telefonaram para expressar entusiasmo e alívio com o acordo, e ela estava com medo de abafar o ânimo deles.
“É bom, mas não é bom ao mesmo tempo. É difícil explicar às pessoas que não estão aqui que é apenas parcial e que algumas pessoas podem ficar para trás”, disse ela.
Ao mesmo tempo, em Jerusalém, cerca de 1.500 pessoas protestaram contra o acordo em frente ao gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, bloqueando uma estrada próxima, e foram dispersas pela polícia.
Muitos usavam preto e tinham tinta vermelha nas mãos, ostentando cartazes que diziam “Um prisioneiro libertado hoje é um terrorista amanhã” e “Você não tem mandato para se render ao Hamas”. No início do dia, cerca de 40 caixões envoltos em bandeiras israelenses foram colocados do lado de fora.
A manifestação foi liderada por familiares de reféns do Fórum Tikva, um grupo mais pequeno que defende a vitória militar total contra o Hamas em detrimento da diplomacia, e pela organização pró-colonização Nachala. O principal ponto de discussão foi o mesmo da manifestação pró-acordo em Tel Aviv – que o acordo negociado esta semana poderia efectivamente abandonar alguns dos reféns.
Shmuel, 27 anos, disse: “Somos contra um acordo como este. Não estou me manifestando contra as famílias, mas contra o governo. É proibido que um país seja governado pelas emoções das famílias. As famílias têm o direito de fazer o que acharem que trará os seus familiares, mas como país, não podemos colocar em perigo a segurança de todo o estado.”
Shmuel disse que cumpriu mais de 400 dias na reserva desde o início da guerra, longe dos seus três filhos, e que sentiu que o governo corria o risco de desperdiçar os esforços do exército.
“Precisamos continuar esta guerra… Meu melhor amigo morreu há um mês (lutando) em Rafah. Me pergunto agora se foi em vão”, acrescentou.
Eshet, primo do refém Evyatar David, disse entender por que algumas pessoas em Israel eram contra o acordo.
“Eles perderam entes queridos, fizeram enormes sacrifícios. Só espero que eles percebam que fazer um acordo não os desrespeita. Esta guerra começou por causa dos reféns, eles são o mais importante. E pessoas voltando do inferno é uma coisa boa.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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4 dias atrásem
9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 semanas atrásem
2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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