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O que Nunes e Boulos propõem para a saúde em São Paulo – 09/10/2024 – Equilíbrio e Saúde

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Luana Lisboa

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Embora com planos considerados vagos por especialistas, os candidatos à Prefeitura de São Paulo que disputarão o segundo turno, Ricardo Nunes e Guilherme Boulos, acertam em alguns pontos:

  • Ambos mencionam o aumento do uso da telemedicina, com investimento em saúde digital;
  • Os dois falam na implantação de programas voltados à distribuição de remédios;
  • As duas propostas citam o fortalecimento do sistema de fiscalização de contratos com parceiros. Este é um dos pontos-chaves na saúde pública, de acordo com Lígia Bahia, especialista em saúde pública na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Por que importa? As propostas impactam no funcionamento da saúde pública da cidade (sim, mesmo quem tem plano de saúde, mas toma vacina na rede pública, por exemplo, se beneficia do SUS).

Ambos os candidatos falham, no entanto, ao:

  • Ignorarem o que será um dos maiores problemas da saúde pública nos próximos anos: prevenção, diagnóstico precoce e tratamento para câncer. Estudos apontam tendência de aumento de casos em adultos até 2030 no mundo;
  • Ignorarem a falta de transparência nas filas de exames e cirurgias.

Para “acabar” com as filas, Boulos propõe o Poupatempo da Saúde, com a criação de 16 equipamentos de policlínicas e centros de diagnóstico em todas as regiões da cidade. Nunes fala na modernização da infraestrutura e a expansão dos hospitais municipais.

Em matéria publicada em agosto, ouvimos especialistas que explicam que o problema, na verdade, não são as filas, mas o tempo de espera.

Tá, mas quais pontos os diferenciam?

Nunes

Boulos

  • O candidato do PSOL propõe um projeto que considera as desigualdades da cidade: ele fala em eliminar os vazios assistenciais na saúde implantando equipamentos nas regiões de maior demanda. É importante um olhar crítico em determinantes da saúde, diz Rebeca Freitas, diretora de relações institucionais do Ieps (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde).
  • O deputado federal, no entanto, não menciona a cobertura de saúde da mulher no seu plano de governo.

Ciência para viver melhor

Novidades e estudos sobre saúde e bem-estar

Estudo comprova eficácia do uso de liraglutida para emagrecer em crianças a partir de seis anos. Um novo estudo clínico de fase 3 publicado na revista científica New England Journal of Medicine mostrou que a liraglutida foi eficaz para a perda de peso entre crianças de 6 a 12 anos com obesidade, quando comparadas a um grupo placebo. Os resultados, entretanto, só foram obtidos combinados com intervenções no estilo de vida dos pacientes.

Nova tecnologia promete detectar HPV de forma rápida e barata. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a startup de biotecnologia Biomab estudam uma nova tecnologia que permite a detecção rápida e barata do HPV (papilomavírus humano), associado a alguns tipos de câncer, como o de colo uterino. Hoje, o exame ginecológico responsável pela identificação de lesões ou do vírus HPV é o papanicolau, que consiste na coleta de células do colo do útero.



Leia Mais: Folha

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Livro reúne pesquisas da Ufac sobre teatro e saberes da floresta — Universidade Federal do Acre

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Prof. Flavio da Conceição-2026.jpeg

O professor, pesquisador e artista Flavio da Conceição, da Ufac, organizou o livro “Teatro do Oprimido e as Pedagogias das Florestas” (Mundo Contemporâneo; Edufac, 452 p.), que foi lançado na sexta-feira, 11, durante a 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

A obra é resultado de cerca de dez anos de pesquisas desenvolvidas na universidade, reunindo experiências que relacionam a metodologia teatral aos conhecimentos tradicionais da Amazônia. “Apresentamos o Acre como produtor de conhecimento e como semente de um pensamento que pode inspirar outros professores e artistas no resto do Brasil e do mundo”, afirmou Flavio.

As pesquisas que deram origem ao livro começaram após a chegada do professor ao Acre e à Ufac, em 2017. O contato com experiências amazônicas, estudantes filhos de seringueiros e indígenas e conhecimentos tradicionais da floresta levou o pesquisador a rever sua prática com o método Teatro do Oprimido, idealizado por Augusto Boal. A partir dessas vivências, os projetos passaram a investigar como a metodologia poderia ser afetada por esses saberes.

Os estudos teóricos e práticos foram desenvolvidos pelo programa de pesquisa e extensão Gesto da Floresta, criado e coordenado por Flavio através de projetos de iniciação científica e extensão. As atividades envolveram comunidades periféricas de Rio Branco, como Calafate e Cidade do Povo, parcerias com comunidades tradicionais hunikuin e shanenawa e experiências relacionadas ao santo-daime, à Barquinha e à ayahuasca.

Estudantes de graduação e pós-graduação participaram dos projetos e das pesquisas e alguns assinam artigos na publicação. O trabalho também contou com a contribuição de parceiros de outras cidades, países e territórios. Para o organizador, os alunos são coautores das experiências que contribuíram para a construção da proposta das pedagogias das florestas.

Antes da programação em São Paulo, o livro foi apresentado em 3 de setembro, no Rio de Janeiro, durante a 12ª Jornada Internacional de Teatro do Oprimido e Universidade. As atividades integram o projeto Gesto Semeando Cidadania, que conta com apoio do Pulitzer Center.



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Pesquisadoras da Ufac participam de congresso em Montreal, no Canadá — Universidade Federal do Acre

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Pesquisadoras Ufac no Icopa-2026 (2).jpg

A professora Andréia Fernandes Brilhante e a técnica de laboratório Janaína Estevo de Oliveira, do Centro de Ciências da Saúde e do Desporto, da Ufac, apresentaram trabalhos no 16º Congresso Internacional de Parasitologia, realizado de 16 a 21 de agosto, em Montreal, no Canadá.

Janaína é doutoranda da Rede Bionorte, sob orientação de Andréia. Elas mostraram suas pesquisas nas áreas de fauna de flebotomíneos e leishmanioses. “A presença no congresso representou uma importante oportunidade para divulgar a produção científica desenvolvida na Ufac e, ao mesmo tempo, ampliar o intercâmbio de conhecimentos e experiências com pesquisadores de diferentes países”, ponderaram.

Durante o evento, estabeleceram contatos com grupos de pesquisa de instituições estrangeiras, incluindo representantes da Colômbia, Austrália e Romênia. “Essas interações possibilitaram importantes trocas de experiências e conhecimentos, além da identificação de novas possibilidades de colaboração científica internacional”, disseram as pesquisadoras da Ufac.

Segundo elas, um dos momentos de destaque foi a apresentação de um trabalho desenvolvido em parceria com pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália, colaboração que vem sendo construída a partir de projetos e pesquisas anteriores. “A partir desses contatos, vislumbramos a continuidade e ampliação de ações conjuntas, incluindo novos projetos de pesquisa, transferência de tecnologias e intercâmbio acadêmico entre a Ufac e a Universidade de Melbourne”, pontuaram.

Outros contatos, com possibilidades de cooperação, também foram estabelecidos com instituições brasileiras, como a Universidade Estadual de São Paulo (campus de Jaboticabal) e a Universidade Federal de Santa Catarina. Além disso, elas destacaram o contato com pesquisadores integrantes da Rede Brasileira em Parasitoses Intestinais.

“Para nós, enquanto professora/orientadora e técnica de laboratório/doutoranda, a participação no evento também representou uma importante oportunidade de formação, atualização científica e fortalecimento das redes de colaboração”, acrescentaram. “A possibilidade de apresentar conjuntamente resultados de pesquisas desenvolvidas na Ufac e dialogar diretamente com pesquisadores de diferentes países contribuiu para ampliar nossa perspectiva sobre os desafios e as possibilidades de investigação científica na Amazônia.”



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Eventos da Ufac em CZS discutem ciências ambientais e agrárias — Universidade Federal do Acre

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Simpósios Ciências Ambientais e Agrárias-2026.jpg

O programa de pós-graduação em Ciências Ambientais e o programa de educação tutorial (PET) de Agronomia, do campus Floresta da Ufac, promovem, de 16 a 19 de novembro, o 5º Simpósio de Ciências Ambientais da Amazônia Sul Ocidental e o 2º Simpósio de Ciências Agrárias do Vale do Juruá. As inscrições estão abertas online para submissão de trabalhos até 20 de setembro; e para estudantes, profissionais da área e público em geral até 20 de novembro.

Os eventos reúnem alunos, pesquisadores e profissionais do setor para debater soluções socioambientais e inovações para o desenvolvimento sustentável na região. E segundo os organizadores, consolidam-se como um fórum estratégico de integração interdisciplinar na Amazônia Ocidental, promovendo a difusão de pesquisas científicas, o intercâmbio de experiências práticas e o fortalecimento de redes de conhecimento voltadas à conservação ambiental e ao avanço das ciências ambientais e agrárias.



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