POLÍTICA
O tiro no pé das Forças Armadas bolsonaristas
PUBLICADO
1 ano atrásem
Matheus Leitão
Em todo processo de conspiração golpista, como a criada por Jair Bolsonaro e seus asseclas – segundo conta a Polícia Federal em 800 páginas -, há um importante risco da perspectiva das Forças Armadas: a quebra da hierarquia.
Nada pode ser pior para o Exército, a Marinha e a Aeronáutica.
Isso acontece em qualquer tipo de governo autoritário ou na tentativa de golpe antes do início do regime ditatorial. Há uma desorganização daquilo que as Forças Armadas de qualquer país acham ser o mais valioso: a cadeia hierárquica.
Lendo o relatório contra Bolsonaro e os 36 integrantes do governo, incluindo militares, é fácil perceber que, quando o general Marco Antônio Freire Gomes, então comandante do Exército, não aceita participar do golpe bolsonarista, o ex-presidente convoca o militar logo abaixo hierarquicamente, o general Estevam Theóphilo, para fazer parte do plano.
Quando os tenentes coronéis se organizam, em Brasília, para fazer uma carta ao comandante do Exército pedindo para ele agir de forma inconstitucional, também após ele negar o ato inconstitucional, também quebrava-se a hierarquia.
Tudo aconteceu com o conhecimento do próprio Bolsonaro, segundo o relatório da PF. Da perspectiva do Exército, que diz prezar tanto por esse valor, acaba sendo um tiro no pé em relação aos próprios valores sagrados da força militar.
Esse mal também aconteceu na ditadura militar, quando capitães e outros militares de baixa patente do oficialato, responsáveis pela tortura no quartéis, eram tratados como inatingíveis pelos superiores. Criou-se naquele momento uma linha paralela hierárquica no Exército, na Marinha e na Aeronáutica, liderados por esses torturadores do estado.
Eles tinham mais poderes, às vezes, do que quem fazia uma carreira mais profissional, longe de violações de direitos humanos, por exemplo, e estava acima na hierarquia.
O risco que correm as Forças Armadas, quando se envolvem em movimentos golpistas como esse bolsonarista, é o de testemunharem seus próprios valores, alicerces para a engrenagem militar da caserna funcionar, serem destruídos.
Destruindo-se essa cadeia hierárquica, o castelo de cartas do Exército vai ao chão. E não é um qualquer. No Brasil, estima-se que há 360 mil soldados – o maior da América Latina e um dos maiores do mundo.
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POLÍTICA
A articulação para mudar quem define o teto de jur…
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10 meses atrásem
5 de maio de 2025Nicholas Shores
O Ministério da Fazenda e os principais bancos do país trabalham em uma articulação para transferir a definição do teto de juros das linhas de consignado para o Conselho Monetário Nacional (CMN).
A ideia é que o poder de decisão sobre o custo desse tipo de crédito fique com um órgão vocacionado para a análise da conjuntura econômica.
Compõem o CMN os titulares dos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento e da presidência do Banco Central – que, atualmente, são Fernando Haddad, Simone Tebet e Gabriel Galípolo.
A oportunidade enxergada pelos defensores da mudança é a MP 1.292 de 2025, do chamado consignado CLT. O Congresso deve instalar a comissão mista que vai analisar a proposta na próxima quarta-feira.
Uma possibilidade seria aprovar uma emenda ao texto para transferir a função ao CMN.
Hoje, o poder de definir o teto de juros das diferentes linhas de empréstimo consignado está espalhado por alguns ministérios.
Cabe ao Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS), presidido pelo ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, fixar o juro máximo cobrado no consignado para pensionistas e aposentados do INSS.
A ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, é quem decide o teto para os empréstimos consignados contraídos por servidores públicos federais.
Na modalidade do consignado para beneficiários do BPC-Loas, a decisão cabe ao ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias.
Já no consignado de adiantamento do saque-aniversário do FGTS, é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que tem a palavra final sobre o juro máximo.
Atualmente, o teto de juros no consignado para aposentados do INSS é de 1,85% ao mês. No consignado de servidores públicos federais, o limite está fixado em 1,80% ao mês.
Segundo os defensores da transferência da decisão para o CMN, o teto “achatado” de juros faz com que, a partir de uma modelagem de risco de crédito, os bancos priorizem conceder empréstimos nessas linhas para quem ganha mais e tem menos idade – restringindo o acesso a crédito para uma parcela considerável do público-alvo desses consignados.
Ainda de acordo com essa lógica, com os contratos de juros futuros de dois anos beirando os 15% e a regra do Banco Central que proíbe que qualquer empréstimo consignado tenha rentabilidade negativa, a tendência é que o universo de tomadores elegíveis para os quais os bancos estejam dispostos a emprestar fique cada vez menor.
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