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O último músico de Auschwitz Review – um filme excepcionalmente em movimento que tocará em seus ouvidos por anos | Televisão e rádio

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Rachel Aroesti

UMUschwitz era um local de horror incomparável; As pessoas que chegavam ao campo de concentração sabiam que seria um inferno na terra. Por isso, foi um choque ser recebido por uma banda tocando Eine Kleine Nachtmusik, de Mozart. Isso era algum tipo de piada de tirar o fôlego? Uma demonstração da superioridade cultural alemã? Uma sugestão de que o acampamento “não pode ser tão ruim”, como um sobrevivente se lembra de esperar? Ou foi um sinal, como outro se lembra de pensar, que os nazistas realmente eram “loucos”?

A verdade era complexa e arrepiante, à medida que o documentário excepcionalmente emocionante e inteligente de Toby Trackman continua explorando. O papel da música no Holocausto pode inicialmente parecer um tópico um tanto marginal. O fato de haver orquestras em Auschwitz tão importante no grande esquema das coisas? Sim, como se vê: porque, examinando a presença de música no acampamento, o último músico de Auschwitz é capaz de dar voz a uma riqueza de idéias sobre a função, valor, ambivalência e armas inerentes à arte e cultura.

Este documentário é nomeado em homenagem à violoncelista Anita Lasker-Wallfisch, de 99 anos, o único membro sobrevivente da orquestra feminina em Auschwitz. Ela foi enviada ao campo de concentração quando adolescente e, em seu primeiro dia, foi convidada por outro prisioneiro sobre sua vida pré -guerra. Quando ela disse que tocou o violoncelo, um condutor foi convocado imediatamente. “Aqui estava eu, Stark nu, e ela estava me perguntando: ‘Com quem você estudou?’” Ela ri sem alegria. “Foi de alguma forma bastante incongruente.”

O absurdo era impossível de ignorar. Como era o sadismo incompreensível: Lasker-Wallfisch foi forçado a tocar quando seus colegas prisioneiros foram queimados vivos. Enquanto as orquestras eram uma tábua de salvação para aqueles que se qualificaram, ajudando -os a evitar violência, fome e câmaras de gás, eles também despojaram a própria música de significado e sentimento. Quando Lasker-Wallfisch foi feito para realizar uma peça de Schumann para o médico de Auschwitz Josef Mengele-famoso por realizar experimentos distorcidos em prisioneiros-ela “não sentiu nada. Joguei o mais rápido possível e pensei: saia. ”

Na torre de vigia de Auschwitz … Philippe Graffin, Simon Blendis, Elizabeth Wallfisch e Raphael Wallfisch brincam pelo trabalho do compositor judeu polonês Szymon Laks, que foi preso em Auschwitz. Fotografia: Toby Trackman/BBC/Two Rivers Media

Em outros lugares, havia algo se aproximando da lógica. Os nazistas queriam aniquilar judeus e outros grupos étnicos. Eles também estavam determinados a transformar a Alemanha em uma superpotência econômica. A música tocou em sua combinação repugnantemente eficiente dos dois. Através dos campos de concentração, os nazistas tinham um novo recurso valioso; O trabalho escravo dos judeus presos. Para perfurar essa força de trabalho gratuita com “eficiência militar”, explica o colunista do guardião Jonathan Freedland em uma de suas muitas contribuições esclarecedoras, orquestras jogavam marchas enquanto os prisioneiros caminhavam para as fábricas onde foram forçadas a trabalhar. Este filme consegue tecer em muitos outros exemplos nauseantes de como os nazistas otimizam financeiramente Auschwitz, incluindo a venda de cabelos tosquiados e o descarregamento de restos humanos carbonizados como fertilizantes.

Em Auschwitz, a música tornou -se sinônimo de atos hediondos. No entanto, também proporcionou conforto incalculável. Este documentário apresenta muitas entrevistas de arquivo do final do século XX com sobreviventes não identificados de Auschwitz; Esses homens e mulheres – idosos, muitas vezes glamourosos, animados, mas visceralmente assombrados – lembram -se de cantar em grupos para fornecer um brilho de moral e alguma aparência de identidade. Ouvimos falar das vítimas dos ciganos que cantaram sobre suas experiências nos campos, e a nádega “brilhante e otimista” secretamente escrita pelo compositor polonês e prisioneiro Adam Kopyciński.

A música pode nos fazer sentir humanos, mas não é garantia da humanidade. A identidade alemã estava fortemente ligada à música clássica, e os compositores alemães eram uma fonte crucial de orgulho nacional. Uma apreciação pela alta arte é tradicionalmente associada ao comportamento civilizado. No entanto, observa o filho de Lasker-Wallfisch, Raphael: “Existem muitos exemplos dessas pessoas muito cultivadas fazendo as piores atrocidades já conhecidas pela humanidade”. De fato, o etnocentrismo alemão informou o extermínio de outras culturas. Como Freedland aponta, o Holocausto não matou apenas milhões: quando se tratava dos judeus europeus, o genocídio dizimou um mundo cultural inteiro.

O último músico de Auschwitz salva sua história mais devastadora para o final. Estávamos seguindo a vida do escritor judeu Ilse Weber e ouvimos a música comovente que ela compôs para seu filho mais velho Hanuš depois de enviá -lo para a Inglaterra via Kindertransport. Mais tarde, Ilse está amamentando crianças doentes no gueto de Theresienstadt, acalmando -as com canções de ninar. Quando ela e seu filho mais novo são transportados para Auschwitz ao lado de seus pacientes, ela recebe conselhos nos portões: diga às crianças para cantar quando entrarem na câmara de gás, depois morrerão mais rápido e evitarão ser pisoteados pelos adultos que tentam escapar.

Qualquer documentário que vale a pena sobre o Holocausto o forçará a olhar para o abismo; Menos são capazes de cavar idéias cerebrais enquanto documentam sem problemas as atrocidades realizadas nos campos. Este programa incrivelmente impressionante não nos deixa esquecer as montanhas cadáver de Auschwitz ou fedor de corpos em chamas por um segundo, o tempo todo, colocando perguntas sobre arte e humanidade que devem tocar em seus ouvidos nos próximos anos.

O último músico de Auschwitz foi ao ar na BBC Two e está no iPlayer agora.



Leia Mais: The Guardian

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Gestão superior cumpre agenda institucional no campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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A Reitoria da Ufac cumpriu agenda institucional no campus Floresta, em Cruzeiro do Sul. De segunda-feira, 26, até esta quarta-feira, 28, o reitor Josimar Ferreira e integrantes da administração superior se reuniram com a comunidade universitária para tratar de demandas e apresentar projetos da nova gestão.

“Foi uma reunião de apresentação das equipes, das pró-reitorias, mas também de escuta, uma escuta permanente, de um diálogo muito próximo da nossa comunidade”, disse Josimar. Ele entregou a portaria de nomeação do diretor-geral do campus Floresta, Hugo Mota Ferreira Leite.

“A visita da Reitoria e toda a equipe dos pró-reitores foi muito importante para promover esse primeiro contato da nova gestão com a comunidade acadêmica, ouvir as demandas, apresentar as realizações ao longo desses 70 dias de gestão, o que já foi feito e o que ainda será feito”, pontuou Ferreira Leite.

Uma das principais atividades ocorreu na terça-feira, 27, com a entrega de equipamentos destinados aos programas de pós-graduação de Cruzeiro do Sul. A iniciativa, realizada por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, tem como objetivo melhorar as condições de ensino e pesquisa.

Atualmente, o campus Floresta conta com três programas de mestrado, e a agenda também incluiu discussões sobre a proposta de doutorado. Josimar destacou a necessidade de avançar na estruturação dos laboratórios e na formação de pesquisadores, considerando a biodiversidade regional, os saberes tradicionais e as possibilidades de internacionalização.

Também participaram da entrega o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o diretor de Pós-Graduação, Genilvado Moreira; e o diretor de Inovação, Paulo Trazzi.

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Orçamento

Durante a programação, a Reitoria e a Pró-Reitoria de Planejamento se reuniram com diretores de centros e representantes da Direção-Geral do campus para tratar de questões relacionadas ao orçamento institucional, demandas administrativas, fluxos de processos e sistemas de gestão. O encontro contou com a participação do pró-reitor Edcarlos Miranda de Souza.

As atividades também envolveram discussões sobre projetos de extensão e possibilidades de captação de recursos. Em reunião com diretores de centros e coordenadores de cursos, o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Amaro, abordou demandas acadêmicas e mecanismos de fomento às ações extensionistas desenvolvidas no campus.
Entre os projetos apresentados à Reitoria, esteve a proposta de criação de uma trilha agroecológica no campus Floresta, apresentada pela professora Sonaira Souza da Silva. A iniciativa pretende utilizar a natureza como espaço educativo, com previsão de visitação pública, construção de um quiosque para exposição de produtos desenvolvidos em experimentos e projetos universitários e instalação de uma torre de aproximadamente 30 metros para observação do dossel da floresta.

Prática jurídica e inclusão

A agenda contemplou ainda uma reunião com o professor Daniel de Faria Galvão, do curso de Direito, que apresentou demandas relacionadas ao funcionamento do curso, especialmente às necessidades do Núcleo de Prática Jurídica. Ele manifestou satisfação com a receptividade da nova gestão e a abertura para discutir as questões apresentadas.

As políticas de inclusão e representatividade estudantil também fizeram parte das atividades. A pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, reuniu-se com representantes do Núcleo de Apoio à Inclusão para conhecer demandas relacionadas ao atendimento da comunidade acadêmica.

Em outro encontro, o estudante Samuel Lima Pereira Arara, representante do coletivo indígena da Ufac, apresentou questões relacionadas à representatividade, à participação em eventos e à proposta de criação de uma comissão para acompanhar as demandas dos estudantes indígenas.

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Clube do Livro Amaro comemora 3 anos de leituras e discussões — Universidade Federal do Acre

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O projeto de extensão Clube do Livro Amaro, da Ufac, completa, neste mês de outubro, três anos de atividades dedicadas à leitura e à discussão de obras da literatura brasileira e mundial, reunindo participantes com diferentes formações, trajetórias e experiências de leitura. Criado em outubro de 2023, o projeto é coordenado pelos professores Carlisson de Oliveira e Maysa Dourado.

Segundo os coordenadores, a celebração do terceiro aniversário representa um momento de reconhecimento da trajetória construída coletivamente e, sobretudo, da importância dos participantes para a continuidade do projeto.

“Ao longo desse período, o clube tornou-se um espaço em que diferentes olhares sobre uma mesma obra se encontram, se complementam e, muitas vezes, se contrapõem, fazendo da leitura uma experiência de troca e descoberta”, ponderaram. “Ao completar três anos, o Clube do Livro Amaro reafirma seu compromisso com a valorização da literatura, a formação de leitores e o fortalecimento dos vínculos entre a universidade e a sociedade.”

Trajetória

O clube iniciou suas atividades com a leitura de “Medeia”, de Eurípides. Na sequência, foram discutidas as obras “Gota d’Água”, de Chico Buarque e Paulo Pontes, e “Mata Teu Pai”, de Grace Passô, estabelecendo, desde os primeiros encontros, um diálogo entre obras de diferentes períodos históricos e tradições literárias.

Ao longo desses três anos, o grupo percorreu um repertório diversificado, que inclui clássicos como “Odisseia”, de Homero; “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen; “Hamlet”, de William Shakespeare; e “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway. A literatura brasileira também ocupa lugar de destaque, com obras de Machado de Assis, Conceição Evaristo, Milton Hatoum, Rachel de Queiroz, Maria Firmina dos Reis, José Lins do Rego, entre outros.

O percurso de leituras contempla ainda diferentes vozes e perspectivas culturais, com obras de autoras como Toni Morrison, Paulina Chiziane, Isabel Allende e Marguerite Yourcenar, ampliando as discussões sobre identidade, memória, relações humanas, desigualdades sociais e questões históricas e culturais.

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Ufac celebra o Dia do Servidor Público no campus Floresta — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a comemoração do Dia do Servidor Público no campus Floresta. O evento ocorreu nessa terça-feira, 27, reunindo professores, técnico-administrativos, integrantes da administração superior e de sindicatos. A programação contou com a cerimônia de entrega das portarias para a nova diretoria da universidade em Cruzeiro do Sul (AC) e a entrega de crachás aos servidores.

O reitor Josimar Ferreira entregou as portarias que designam o professor Hugo Mota Ferreira Leite como diretor-geral do campus e o servidor técnico-administrativo Anselmo de Jesus Damasceno como diretor de Administração, Manutenção e Infraestrutura.

Ele também fez a entrega simbólica de crachás a quatro servidores, sendo que cada um contabiliza 20 anos de trabalho na Ufac: os técnicos em assuntos educacionais Alexon de Lima Moura Barros e Fernanda Cristina Jucá de Lima; os professores Francisco Ricardo Negri e Maria Aldecy Rodrigues de Lima.

Além disso, houve uma apresentação institucional ministrada pelo coordenador da área de saúde dos Serviços Social do Transporte (Sest) e Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) de Cruzeiro do Sul, Francisco da Silva Souza, destacando os benefícios da parceria firmada com a universidade. Para celebrar a data, a administração realizou, ainda, sorteios comemorativos conduzidos pelo reitor.

Também compuseram a mesa de solenidade a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed; o pró-reitor de Extensão e Cultura, Marco Antonio Amaro; o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Dionatas Meneguetti; o pró-reitor de Planejamento, Edcarlos Miranda; o pró-reitor de Administração, Tony Eli da Silva Roca; a vice-diretora do CEL, no exercício da direção, Francisca Adma de Oliveira Martins; o diretor do CMulti, Antonio William Flores de Melo; o coordenador de Gestão de Recursos Humanos, Jason de Oliveira Gomes; a representante da Adufac, Suerda Mara Monteiro Vital; e o representante do Sintest, Bruno César Mota Brandão.

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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