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Oito são julgados na França por assassinato do professor Samuel Paty | Notícias de política

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Samuel Paty foi atacado e decapitado fora de sua escola em Conflans-Sainte-Honorine, perto de Paris, em 2020.

Oito pessoas foram a julgamento em França acusadas dos seus alegados papéis nos acontecimentos que levaram para o assassinato de um professor em 2020.

Dias depois de Samuel Paty, 47 anos, ter mostrado aos seus alunos as caricaturas do profeta Maomé numa aula sobre liberdade de expressão, um agressor de 18 anos de origem chechena esfaqueou-o repetidamente e decapitou-o à porta da sua escola em Conflans-Sainte-Honorine, perto de Paris. .

Abdoullakh Anzorov, que havia solicitado asilo na França, foi morto pela polícia logo depois de assassinar Paty.

Sete homens e uma mulher compareceram ao tribunal na segunda-feira para um julgamento que deve durar até dezembro. Três deles estão sob supervisão judicial e são julgados por participação num “ato terrorista criminoso” que é punível com 30 anos de prisão.

Entre eles está Brahim Chnina, um marroquino de 52 anos. Ele é pai de uma estudante, então com 13 anos, que alegou falsamente que Paty havia pedido aos estudantes muçulmanos que saíssem da sala de aula antes de mostrar caricaturas do profeta. Ela não estava na sala de aula naquele momento.

Na época, Chnina publicou uma série de vídeos nas redes sociais, acusando Paty de disciplinar a filha por reclamar da aula, dar o nome de Paty e identificar a escola.

Os promotores acusam Chnina de colaborar com Abdelhakim Sefrioui, um ativista franco-marroquino de 65 anos, para incitar o ódio contra o professor do ensino médio. Muitos muçulmanos consideram qualquer representação do profeta Maomé uma blasfêmia.

Ambos os homens estão em prisão preventiva há quatro anos.

Entre 9 e 13 de outubro, Chnina conversou nove vezes por telefone com Anzorov depois que ele publicou vídeos criticando Paty, mostrou a investigação.

Sefrioui postou um vídeo criticando Islamofobia na França e descrevendo Paty como um “bandido professor”, mas disse aos investigadores que estava apenas buscando “sanções administrativas”.

Dois jovens amigos do agressor enfrentam acusações de “cumplicidade em homicídio terrorista”, crime punível com prisão perpétua.

Naim Boudaoud, 22, e Azim Epsirkhanov, 23, um russo de origem chechena, são acusados ​​de terem acompanhado Anzorov a uma loja de facas na cidade de Rouen, no norte, um dia antes do ataque.

“Quase três anos de investigação nunca conseguiram estabelecer que Naim Boudaoud tinha qualquer conhecimento dos planos criminosos do agressor”, disseram os seus advogados Adel Fares e Hiba Rizkallah à agência de notícias AFP.

Boudaoud é acusado de ir com Anzorov comprar duas réplicas de armas e chumbinhos de aço no dia do ataque.

Epsirkhanov admitiu que recebeu 800 euros (cerca de 870 dólares à taxa de câmbio atual) de Anzorov para lhe encontrar uma arma verdadeira, mas não teve sucesso.

Paty utilizou a revista Charlie Hebdo como parte de uma aula de ética para discutir as leis de liberdade de expressão em França, onde a blasfémia é legal e os cartoons que zombam de figuras religiosas têm uma longa história.

Seu assassinato ocorreu poucas semanas depois que o Charlie Hebdo republicou as caricaturas do profeta Maomé. Depois que a revista utilizou as imagens em 2015, homens armados invadiram seu escritório, matando 12 pessoas.

Quatro outros réus interagiram com Anzorov online.

Yusuf Cinar, um cidadão turco de 22 anos, compartilhou com ele a conta de um grupo armado no Snapchat, que mais tarde publicou imagens do assassinato de Paty.

Ismail Gamaev, um russo de 22 anos de origem chechena com estatuto de refugiado, e Louqmane Ingar, também de 22 anos, trocaram conteúdos num grupo Snapchat com Anzorov. O primeiro postou uma imagem da cabeça de Paty com carinhas sorridentes após o assassinato.

Priscilla Mangel, 36 anos, conversou com o assassino de Paty no X, descrevendo a aula do professor como “um exemplo da guerra travada pelas instituições republicanas (da França) contra os muçulmanos”.



Leia Mais: Aljazeera

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna.jpg

A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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