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Olaf Scholz: As eleições alemãs ‘não serão decididas pelos proprietários das redes sociais’ | Alemanha

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Deborah Cole in Berlin

O chanceler alemão, Olaf Scholz, apelou aos eleitores para não deixarem os “donos dos canais de redes sociais” decidirem as eleições antecipadas do próximo ano, depois de Elon Musk ter apoiado repetidamente o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

Num discurso de Ano Novo gravado para a televisão e disponibilizado antes da sua transmissão na terça-feira, Scholz disse que só os cidadãos alemães tinham o poder de decidir “onde Alemanha sai daqui” após as eleições gerais de 23 de Fevereiro.

“Isso não será decidido pelos proprietários dos canais de mídia social”, disse Scholz sobre o futuro do país.

“Em nossos debates, podemos ser perdoados por, às vezes, pensar que quanto mais extrema for uma opinião, mais atenção ela atrairá.” Em vez disso, disse Scholz, o destino da sociedade alemã “caberá à grande maioria das pessoas razoáveis ​​e decentes”.

Sem mencionar Musk ou a sua plataforma, X, explicitamente, Scholz instou os alemães a resistirem à manipulação e a defenderem a sua democracia.

“Afinal, é costume fazer desejos na passagem de ano. O que desejo é que não nos deixemos enganar uns pelos outros”, disse ele.

Scholz observou que houve uma onda de desinformação nas redes sociais após o Ataque ao mercado de Natal em Magdeburgo, em 20 de Dezembro, em que cinco pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas. A colisão com o carro foi supostamente cometida por um agressor nascido na Arábia Saudita com simpatias de extrema direita.

“No entanto, um grande número desses rumores e conjecturas foram desmascarados. Essas coisas nos dividem e nos enfraquecem”, disse ele. “Isso não é bom para o nosso país.”

Na segunda-feira uma porta-voz de Scholz Christiane Hoffmann acusou Musk de tentar se intrometer na campanha eleitoral do país com uma série de declarações de apoio ao partido anti-muçulmano e anti-migração AfD.

“É verdade que Elon Musk está tentando influenciar as eleições federais”, disse Hoffmann em uma coletiva de imprensa regular. Musk tinha direito à liberdade de expressão, disse ela, acrescentando: “Afinal, a liberdade de opinião também cobre o maior absurdo”.

Musk sempre opinou sobre a política alemã, chegando a chamar Scholz de “enganar” em X no mês passado. No entanto, os seus mais recentes apelos abertos aos eleitores alemães para apoiarem a AfD, que as autoridades federais classificam como um partido suspeito de ser extremista, suscitaram indignação e acusações de interferência preocupante na principal economia da Europa.

O empresário nascido na África do Sul, um conselheiro próximo de Donald Trump que foi nomeado pelo novo presidente para co-liderar uma comissão destinada a reduzir o tamanho do governo federal dos EUA, escreveu no X no início deste mês: “Só a AfD pode salvar a Alemanha”.

Na postagem, Musk compartilhou um vídeo de uma influenciadora de direita alemã, Naomi Seibt, que criticou Friedrich Merzo favorito conservador nas eleições alemãs, e elogiou Javier Milei, o autoproclamado candidato argentino presidente “anarcocapitalista”.

Ele continuou no fim de semana com um editorial convidado no jornal Welt am Sonntag argumentando que A Alemanha estava à beira do colapso económico e culturaldefendendo a AfD contra acusações de radicalismo e elogiando a abordagem do partido à economia, incluindo regulação e política fiscal.

A editora da secção de opinião do jornal de centro-direita, Eva Marie Kogel, postado em X que ela havia apresentado sua demissão em protesto contra a decisão de publicar o artigo.

Políticos de todo o espectro político criticaram as tentativas de Musk de colocar o dedo na balança da democracia alemã, com o ministro da Saúde, Karl Lauterbach, do partido Social Democrata (SPD) de Scholz, a chamar a sua intervenção de “indigna e altamente problemática” e Merz a dizer que era “intrusivo e presunçoso”.

Merz disse ao grupo de mídia Funke: “Não consigo lembrar na história das democracias ocidentais um caso comparável de interferência na campanha eleitoral de um país amigo”.

Scholz’s coalizão liderada por centro-esquerda entrou em colapso no mês passadoo que o levou a convocar um voto de confiança para desencadear eleições gerais em Fevereiro, sete meses antes do previsto. Espera-se que o seu SPD perca para o bloco CDU/CSU de Merz, em meio à indignação dos eleitores com o custo de vida e o escasso crescimento económico.

Os membros da AfD têm trabalhado durante meses para fazer incursões no campo de Trump, procurando aproveitar o seu impulso eleitoral para a campanha alemã. Alice Weidel, colíder do partido, foi uma das primeiras políticas estrangeiras a saudar a vitória de Trump.

Um pequeno grupo de ativistas da AfD posou para fotos com Trump em seu clube privado Mar-a-Lago no dia das eleições nos EUA no mês passado, gritando “Lute! Lutar! Lutar!” em inglês e alemão.

O endosso de Musk no Die Welt citou o “parceiro do mesmo sexo do Sri Lanka” de Weidel como prova de que a representação da AfD “como extremista de direita é claramente falsa”. “Isso soa como Hitler para você? Por favor!” ele escreveu.

A AfD é segunda votação com cerca de 19%, atrás da CDU/CSU com 31%. Um forte desempenho do partido poderá complicar a construção de uma coligação, exigindo que o vencedor das eleições procure até dois parceiros para construir uma maioria no poder. Todos os principais partidos descartaram a colaboração com a AfD a nível estadual ou federal.



Leia Mais: The Guardian

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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre

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Alexandra Deitos e Txima Huni Kuin.jpg

Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.

Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.

Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).

Aprendizagem no território

Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.

A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

Mestras e aprendizes tecelãs.jpg

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.

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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre

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2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no SUS (2).jpg

A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.

A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.

Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”

O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.

Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.

Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.

A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”

Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.



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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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Nathalia Oliveira, Ufac 2026.10.02.jpeg

A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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