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ONU aumenta número de mortos no recente massacre de Cité Soleil na capital do Haiti | Notícias sobre direitos humanos
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2 anos atrásem
A ONU diz agora que 207 pessoas foram mortas num bairro de lata da capital, Porto Príncipe, no início deste mês.
As Nações Unidas aumentaram o número de mortos num recente assassinato em massa no Haiti, afirmando que a sua investigação descobriu que 207 pessoas foram morto por uma gangueincluindo dezenas de idosos e líderes religiosos Vodu.
Num relatório publicado na segunda-feira, o escritório da ONU no Haiti detalhou acontecimentos ocorridos entre 6 e 11 de dezembro no Bairro Cais Jeremie de Cité Soleil, uma favela costeira na capital, Porto Príncipe.
A gangue retirou pessoas de suas casas e de um local de culto, interrogou-as e depois “executou-as” com balas e facões antes de queimar seus corpos e jogá-los no mar, concluiu o relatório.
No início deste mês, grupos de direitos humanos no Haiti estimaram que mais de 100 pessoas foram mortas no caso, mas a nova investigação da ONU concluiu que um total de 134 homens e 73 mulheres foram massacrados.
“Não podemos fingir que nada aconteceu”, disse María Isabel Salvador, representante especial do secretário-geral da ONU no Haiti.
“Apelo ao sistema de justiça haitiano para que investigue minuciosamente estes crimes horríveis e prenda e puna os perpetradores, bem como aqueles que os apoiam”, disse ela num comunicado.
O governo haitiano reconheceu o assassinato de idosos num comunicado divulgado no início deste mês e prometeu processar os responsáveis por este ato de “carnificina indescritível”.
O Conselho de Segurança da ONU emitiu uma declaração na segunda-feira condenando os últimos assassinatos de gangues e expressando a sua “profunda preocupação” com a crise no Haiti, destacando a insegurança alimentar e recrutamento de crianças por gangues.
Insegurança e isolamento
A insegurança piorou tanto no Haiti que a A ONU ordenou recentemente parte do seu pessoal deixe o país ou se mude da capital para áreas mais seguras.
O país está cada vez mais isolado depois que o aeroporto internacional de Porto Príncipe foi fechado devido ao tráfego comercial de passageiros aviões sendo atingidos por tiros.
A ONU está em debate sobre que medidas tomar no Haiti depois de uma missão de segurança internacional liderada por 400 polícias quenianos ter lutado para restaurar a lei e a ordem.
Uma opção que está a ser considerada é o regresso a uma operação de manutenção da paz em grande escala, apesar dos resultados mistos de destacamentos anteriores, incluindo uma missão de “estabilização”, a MINUSTAH, que funcionou desde 2004 até à sua partida em 2017.
‘Rei Micanor’
Grupos de direitos humanos no Haiti disseram que o Wharf Jeremie assassinatos começaram depois que o filho de Micanor Altes, líder de uma gangue local, morreu de doença.
Testemunhas disseram aos grupos que Altes, vulgo “Rei Micanor”, acusou pessoas da vizinhança de causarem a doença do seu filho, lançando-lhe um feitiço maligno.
No relatório de segunda-feira, a ONU disse que as pessoas foram localizadas nas suas casas e num local de culto pelo bando de Altes, onde foram primeiro interrogadas e depois levadas para um local onde seriam mortas.
As mortes são a mais recente tragédia humanitária no Haiti, onde a violência das gangues se intensificou desde que o presidente do país, Jovenel Moise, foi morto em uma tentativa de golpe de 2021.
A nação caribenha é atualmente governada por um conselho de transição que inclui representantes da comunidade empresarial, da sociedade civil e dos partidos políticos, mas o seu governo não tem controlo sobre muitas áreas da capital e os gangues lutam constantemente por portos, autoestradas e bairros.
Segundo a ONU, mais de 5.358 pessoas foram mortas nas guerras de gangues no Haiti este ano e outras 2.155 ficaram feridas. Mais de 17.000 pessoas foram mortas ou feridas na violência relacionada com gangues no Haiti desde o início de 2022.
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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