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ONU e Nasa confirmam 2024 como ano mais quente – 10/01/2025 – Ambiente
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Giuliana Miranda
Várias instituições independentes, incluindo a Nasa (agência espacial americana) e a OMM (Organização Meteorológica Mundial), vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas), confirmaram nesta sexta-feira (10) que 2024 foi o ano mais quente da história da humanidade, ultrapassando 2023, o recordista anterior.
Menos de 24 horas antes, o observatório Copernicus, da União Europeia, foi o primeiro a anunciar o resultado, que já era esperado devido às temperaturas escaldantes registradas ao longo do ano passado.
Em um movimento coordenado inédito, as entidades —as principais em termos de dados de monitoramento climático no mundo— decidiram concentrar a divulgação de seus relatórios. A decisão foi um esforço para chamar a atenção para a gravidade da situação do aquecimento global.
As instituições trabalham com diferentes fontes de dados, além de usarem metodologias distintas para o cálculo das temperaturas do passado. Por isso, há diferenças quanto aos níveis de aquecimento identificados.
Para a maior parte dos conjuntos de dados, 2024 foi o primeiro ano com temperatura média global superior a 1,5°C em comparação aos níveis pré-industriais e, portanto, anteriores à emissão em larga escala de gases causadores de efeito estufa.
Esse valor, que é considerado pelos cientistas como o limite para impedir as piores consequências do aquecimento do planeta, é também a meta preferencial pactuada no Acordo de Paris, de 2015.
As estimativas mais altas foram as do observatório Copernicus, que calculou que o ano teve aquecimento de 1,6°C em relação ao período anterior à Revolução Industrial, e a da Universidade da Califórnia em Berkeley, com 1,62°C.
A OMM, que analisa os seis principais conjuntos de dados internacionais, indicou que esse aquecimento foi de 1,55°C.
Por outro lado, a Nasa estimou que o incremento em relação aos níveis pré-industriais foi de 1,47°C.
Todas as entidades foram unânimes, contudo, em destacar que os níveis de calor são recordes. Os últimos dez anos (2015-2024) foram os dez mais quentes já registrados no planeta.
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“A história do clima está se desenrolando diante de nossos olhos. Não tivemos apenas um ou dois anos recordes, mas uma série completa de dez anos. Isso foi acompanhado por eventos climáticos devastadores e extremos, aumento do nível do mar e derretimento do gelo, todos impulsionados por níveis recordes de gases de efeito estufa vinculados às atividades humanas”, disse a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo.
Os cientistas têm destacado que, embora 2024 tenha provavelmente ultrapassado a cifra de 1,5°C de aquecimento, isso não significa que essa barreira tenha sido definitivamente rompida. Para isso acontecer, seriam necessários vários anos acima desse número.
“É importante enfatizar que um único ano com mais de 1,5°C não significa que falhamos em alcançar as metas de temperatura de longo prazo do Acordo de Paris, que são medidas ao longo de décadas, não de um ano individual. No entanto, é essencial reconhecer que cada fração de grau de aquecimento importa. Seja abaixo ou acima de 1,5°C de aquecimento, cada incremento adicional aumenta os impactos em nossas vidas, economias e no planeta”, afirmou Saulo.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, também se manifestou nesse sentido e convocou os países a entregarem, neste ano, novos planos de ação climática que permitam limitar o aquecimento em 1,5°C.
“Anos individuais ultrapassando o limite de 1,5°C não significam que a meta de longo prazo foi abandonada. Significa que precisamos lutar ainda mais para voltar aos trilhos. Temperaturas escaldantes em 2024 exigem ações climáticas revolucionárias em 2025”, afirmou. “Ainda há tempo para evitar o pior da catástrofe climática. Mas os líderes precisam agir agora.”
O fenômeno climático El Niño, que esteve presente no primeiro semestre de 2024, contribuiu para a elevação recorde das temperaturas até a metade do ano. Ainda que tenha favorecido o cenário, os pesquisadores reforçam que os níveis recordes de gases de efeito estufa na atmosfera são os principais responsáveis pela situação de aquecimento do planeta.
Neste começo de 2025, porém, o mundo está sob o efeito do fenômeno inverso, o La Niña, que contribui para temperaturas mais amenas.
Por conta disso, “é menos provável que 2025 seja mais quente [que 2024]”, disse Gavin Schmidt, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa.
Ainda assim, reforçou o cientista, o aquecimento do planeta só será verdadeiramente freado com uma redução significativa das emissões de gases-estufa.
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Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.
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Gestão da Ufac realiza visita ao laboratório Charles Mérieux — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026A Ufac realizou uma visita institucional ao Centro de Infectologia Charles Mérieux (CICM). A agenda reuniu a gestão superior da universidade, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e representantes do centro para alinhar propostas de cooperação que permitam o desenvolvimento de pesquisas avançadas e projetos de inovação em saúde pública nas instalações do laboratório. O encontro ocorreu nessa quinta-feira, 24.
O coordenador de Gestão e Infraestrutura do CICM, George Dobré, apresentou as propostas operacionais para viabilizar o uso da infraestrutura laboratorial por equipes de pesquisadores e estudantes da Ufac. A iniciativa visa unificar o potencial de pesquisa acadêmica da universidade com a capacidade tecnológica e de vigilância do centro.
A reunião contou com a presença do reitor Josimar Ferreira; do pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Dionatas Meneguetti; do diretor de Pesquisa da Ufac, Thiago Augusto da Cunha; do diretor-geral da Fiocruz-RO, Jansen Medeiros; e dos pesquisadores da Fiocruz, Gabriel Melim e Deusilene Vieira, que também atua como coordenadora de Pesquisa, Vigilância e Educação do CICM.
(Camila Barbosa, estagiária Ascom/Ufac)
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Membros da Academia Acreana de Letras visitam a Ufac — Universidade Federal do Acre
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25 de setembro de 2026O reitor da Ufac, Josimar Ferreira, recebeu membros da Academia Acreana de Letras (AAL), que vieram parabenizá-lo pelo mandato e iniciar as tratativas para fortalecimento da parceria institucional, com incentivo à cultura, à literatura e à extensão acadêmica no Estado. A visita de cortesia ocorreu nesta sexta-feira, 25, na sala de reuniões da Reitoria, campus-sede.
As instituições definiram como encaminhamento a elaboração de um termo de cooperação técnica para aproximar as ações da AAL dos cursos de graduação e das pró-reitorias, com destaque para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura. A parceria busca integrar a universidade aos projetos culturais da academia, além de apoiar a realização de um grande evento comemorativo ao aniversário da AAL, previsto para este ano, entre 29 de outubro e 17 de novembro.
“Recebo a Academia Acreana de Letras com muita gratidão. Vamos aproximá-la dos nossos processos formativos e das nossas ações de extensão”, disse o reitor Josimar Ferreira. “A universidade já planeja lançar um edital na área de cultura por meio da Agência de Inovação e a academia terá um papel central nesse contexto.”
O presidente da AAL, José Dourado de Souza, ressaltou a relevância da aproximação com a Ufac. “Ficamos muito felizes em prestar essa homenagem ao reitor Josimar, uma pessoa de muita experiência e aberta ao diálogo. A academia busca esse apoio institucional e de materiais para continuar promovendo eventos culturais e ações nas escolas.”
(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)
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