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ONU pede fim do fornecimento de armas às partes beligerantes do Sudão | Notícias da guerra no Sudão

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O chefe político da ONU não cita os países que fornecem armas ao exército e às forças paramilitares, diz que é “inescrupuloso”.

As Nações Unidas afirmaram que o fornecimento contínuo de armas às forças militares e paramilitares em guerra do Sudão está a “permitir o massacre” e deve parar, cabendo aos civis suportar o peso do conflito.

Tanto as Forças Armadas Sudanesas (SAF) como as Forças paramilitares de Apoio Rápido (RSF) estão a intensificar as suas operações militares e a recrutar novos combatentes alimentados por um apoio externo “considerável” e por um fluxo constante de armas, disse Rosemary DiCarlo, subsecretária-geral da ONU para assuntos políticos e de consolidação da paz.

“Para ser franco, certos supostos aliados das partes estão a permitir o massacre no Sudão”, disse ela ao Conselho de Segurança da ONU (CSNU) na noite de terça-feira, sem nomear nenhum dos países ou partes que enviaram armas.

“Isso é injusto. É ilegal e deve acabar.”

O Sudão mergulhou na guerra civil em 15 de abril de 2023, como resultado de uma luta pelo poder entre as RSF lideradas por Mohamed Hamdan “Hemedti” Dagalo e o chefe das SAF, Abdel Fattah al-Burhan.

A ONU diz que a guerra matou mais de 24 mil pessoas e criou uma crise humanitária que deslocou 11 milhões de pessoas. Destes, quase três milhões de pessoas fugiram para países vizinhos, na pior crise de deslocamento do mundo.

Ambos os lados, especialmente a RSF, foram acusados ​​de crimes de guerra e massacres, o que negam. O grupo paramilitar, que enfrenta muitas acusações de limpeza étnica em áreas incluindo Darfur Ocidentalafirma que grupos desonestos estão por trás dos ataques.

DiCarlo disse que já passou da hora de as partes rivais em conflito virem à mesa de negociações, mas acrescentou que parecem convencidas de que podem vencer no campo de batalha, algo que é impulsionado pelo apoio externo.

O governo do Sudão acusou os Emirados Árabes Unidos de armar a RSF. A nação do Golfo negou as acusações. A RSF também teria recebido apoio armado do grupo mercenário russo Wagner.

Especialistas da ONU afirmaram num relatório no início deste ano que a RSF recebeu apoio de comunidades aliadas árabes, com linhas de abastecimento militar que atravessam os vizinhos Chade, Líbia e Sudão do Sul.

Al-Burhan, o chefe do exército que liderou a tomada militar do Sudão em 2021, é um aliado próximo do vizinho Egipto e do seu presidente, o antigo chefe do exército Abdel-Fattah el-Sisi. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Sudão, Hussein Awad Ali, manteve conversações em Teerão em Fevereiro, levando a especulações de que o Irão poderá estar a preparar-se para enviar drones às forças governamentais. O Irão não comunicou quaisquer carregamentos de armas para o Sudão.

Isto ocorre no momento em que o CSNU está a discutir uma resolução proposta pelo Reino Unido que exige que as partes beligerantes do Sudão cessem imediatamente as hostilidades e apela-lhes para que permitir entregas desimpedidas de ajuda humanitária já que mais de metade da população do país, de 50 milhões de habitantes, enfrenta grave escassez de alimentos.

Dado que a aprovação de três meses pelas autoridades sudanesas para que a ONU e os grupos de ajuda utilizem a fronteira de Adre com o Chade para entregar abastecimentos ao Darfur deverá expirar em meados de Novembro, o projecto também prevê que a passagem permaneça aberta.





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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre

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A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.

Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.

Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.

O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.

Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital-interna-2.jpg

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.

 



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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre

O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.

O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.

A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.

O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.

 



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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre

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A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.

Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.

A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.

“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).

A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.

“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”

A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.

Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.

 



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