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Operação histórica devolve quase 1.000 animais traficados para Madagascar | Notícias sobre vida selvagem
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2 anos atrásem
Chonburi, leste da Tailândia – Ao cair da noite, uma equipe de oficiais da vida selvagem e veterinários entra em ação.
Numa rotina cuidadosamente ensaiada, eles entram no recinto dos lêmures, com redes nas mãos.
Um por um, os lêmures – cujos olhos grandes, rostos de raposa e caudas longas e espessas os diferenciam de seus parentes primatas – são capturados, submetidos a exames de saúde rápidos e guardados em caixas de viagem.
Perto dali, tartarugas também estão sendo preparadas para transporte em caixas compridas e estreitas forradas com grama e palha. Cada tartaruga é etiquetada antes de ser colocada dentro.
Mais tarde, no aeroporto de Suvarnabhumi, na capital tailandesa, Banguecoque, os agentes – muitos dos quais cuidaram dos animais desde o seu resgate, há sete meses – reabastecem os bebedouros e espiam através dos orifícios de ventilação das caixas, verificando os animais uma última vez antes de partida.
Olhos âmbar brilhantes de lêmure olham de volta, arregalados de confusão.
Esta rotina é repetida três vezes ao longo de duas semanas, preparando um total de 16 lêmures de cauda anelada, 31 lêmures marrons, 155 tartarugas radiadas e 758 tartarugas-aranha – todos variando de vulneráveis a criticamente ameaçados de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). ) Lista Vermelha – para o voo de longa distância de volta para Madagascar.
Marca o culminar da maior repatriação de vida selvagem de sempre para a Tailândia e Madagáscar.
Apreensão histórica de tráfico de vida selvagem
Na verdade, estes animais começaram a sua jornada há meses.
Em Maio, as autoridades tailandesas apreenderam uma carga de 1.109 lémures e tartarugas ameaçadas de extinção, originárias de Madagáscar, numa das maiores apreensões de tráfico de vida selvagem do país até à data.
A operação foi o resultado de uma investigação internacional em curso destinada a desmantelar redes criminosas transnacionais, envolvendo a Polícia Real Tailandesa, o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos, a Comissão de Justiça da Vida Selvagem, o Gabinete das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC) e a Interpol.
Agindo com base numa denúncia, as autoridades tailandesas rastrearam a rota complicada de um carregamento ilegal de vida selvagem quando este se deslocava de Madagáscar através da Indonésia e da Malásia antes de entrar na Tailândia.
A polícia tailandesa avançou enquanto os contrabandistas passavam pela província de Chumphon, interceptando com sucesso o carregamento.
Se não tivessem sido resgatados, os animais teriam quase certamente sido vendidos no mercado global multibilionário de animais de estimação exóticos.
“Existem redes criminosas capazes de fornecer qualquer tipo de animal de estimação exótico, desde répteis e primatas até aves e tartarugas, para um mercado negro com procura global”, disse Giovanni Broussard, coordenador para África da equipa ambiental do UNODC.
“Existem compradores em todos os cantos do planeta e o modus operandi dos traficantes muda continuamente”, disse ele.

A Tailândia é há muito tempo um centro para o comércio de vida selvagem – tanto legal como ilegal. Embora o comércio ilegal de vida selvagem viole leis nacionais ou internacionais, como a Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), o comércio legal opera dentro da estrutura da lei.
UM relatório em 2023, identificou a Tailândia como o principal importador de vida selvagem legalmente comercializada de Madagascar para o Sudeste Asiático. Entre 2001 e 2021, a Tailândia também registou o maior número de apreensões ilegais de vida selvagem em Madagáscar, perdendo apenas para o próprio Madagáscar. O relatório alertou que a extensão do comércio ilegal será provavelmente maior do que sugerem os registos oficiais de apreensões.
“As apreensões que realizamos representam apenas uma parte das atividades de tráfico”, disse Apinya Chaitae, diretora de implementação da CITES no Departamento de Parques Nacionais, Vida Selvagem e Conservação de Plantas da Tailândia.
É difícil estimar a verdadeira dimensão do problema, diz ela, mas “enquanto existir procura, o contrabando continuará”.
A biodiversidade única de Madagáscar – 90 por cento das suas espécies não são encontradas em nenhum outro lugar da Terra – torna-o um alvo preferencial para caçadores furtivos e traficantes.
O Ministro do Meio Ambiente de Madagascar, Max Andonirina Fontaine, disse que o comércio internacional de vida selvagem é uma enorme ameaça para o país.
“Depois da perda de habitat, é a segunda principal causa do declínio da biodiversidade”, disse ele.
Repatriar quase 1.000 animais selvagens – um feito raro
Em Junho, o governo de Madagáscar manifestou a intenção de repatriar os animais resgatados na Tailândia.
As repatriações de vida selvagem traficada, especialmente a esta escala, são raras devido às suas imensas implicações financeiras e logísticas. A Tailândia apoiou a decisão, mas não conseguiu fornecer financiamento.
Felizmente, em Agosto, a Qatar Airways e a companhia aérea da África Austral Airlink ofereceram-se para patrocinar os voos, que transportariam os animais de Banguecoque para Antananarivo, em Madagáscar, via Joanesburgo.
O processo não foi isento de desafios.
Ao examinar os animais após a apreensão, as autoridades tailandesas encontraram 131 tartarugas mortas, estando os restantes animais com a saúde debilitada. Nas semanas seguintes, um lêmure e mais 17 tartarugas morreram.

Durante sete meses, os animais sobreviventes foram cuidados num centro de reprodução de vida selvagem em Chonburi, gerido pelo Departamento de Parques Nacionais da Tailândia.
Os complexos requisitos administrativos para o transporte internacional de animais selvagens causaram dois atrasos nos voos. Apesar destes contratempos, todos os voos foram concluídos com sucesso nos dias 30 de novembro, 3 de dezembro e 12 de dezembro.
“Para nós, foi uma decisão natural… porque estes animais são tão frágeis que não os podemos deixar num ambiente que não é o deles”, disse o Ministro do Ambiente, Fontaine.
“Em Madagáscar, os lémures são importantes – não apenas pelo seu valor ecológico, mas também pelo seu valor turístico e cultural”, disse ele.
‘Luta de longo prazo’
Assim que todos os animais repatriados concluírem a quarentena, está programado que sejam transferidos para cinco centros especializados em reservas naturais em Madagáscar.
Fontaine, ministro do Meio Ambiente, disse que o objetivo é libertar os animais em seu ambiente natural.
“A repatriação é apenas uma etapa do processo – não é de forma alguma o fim”, disse ele, observando que uma investigação sobre a origem da captura de vida selvagem continua.
“Esta é uma luta de longo prazo e garantiremos que Madagáscar seja um aliado nesta luta”, acrescentou.

Espécies ameaçadas de extinção, como os lêmures e as tartarugas radiadas, são apreciadas pela sua raridade, aumentando o seu valor no mercado negro.
Com grandes lucros em jogo, as redes criminosas navegam em rotas de tráfico complexas, mudando regularmente as suas tácticas para evitar a detecção e explorar as fraquezas na aplicação da lei.
O sucesso desta operação, tanto nas fases de investigação como de repatriamento, destaca a necessidade de cooperação multilateral e internacional no combate ao crime contra a vida selvagem, disse Broussard do UNODC.
“Esta parceria entre o sector público e privado, com o envolvimento de organizações internacionais como o UNODC, que garantem a neutralidade e a independência, é o caminho a percorrer na luta contra o crime contra a vida selvagem, e precisamos de ver cada vez mais destas iniciativas,” ele disse.
“Sem a ajuda das muitas partes envolvidas, estes lêmures e tartarugas estariam agora mortos ou nas mãos de coletores de vida selvagem inescrupulosos.”
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Alunas da Ufac criam biblioteca de grafismos do povo Huni Kuin — Universidade Federal do Acre
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9 de outubro de 2026Alunas de graduação e mestrado do campus Floresta da Ufac criaram, em 2024, o projeto Biblioteca de Kene, que reúne tecelagem em algodão, pintura corporal, registros audiovisuais e uma plataforma digital acessível por celular. A iniciativa surgiu do trabalho de conclusão de curso de Txima Huni Kuin, em Licenciatura Indígena, e da pesquisa para a dissertação de Alexandra Deitos no programa de pós-graduação em Ensino de Humanidades e Linguagens.
Txima investigou a tecelagem como expressão dos conhecimentos, da arte e da espiritualidade de seu povo, sob orientação do professor Amilton Pelegrino de Mattos. Alexandra, artista visual e atualmente doutoranda, colaborou na construção do projeto por meio de uma pesquisa de autoria coletiva, desenvolvida com as mulheres da comunidade.
Desse encontro surgiu a proposta de criar um espaço onde os mais de 60 grafismos praticados pelas mulheres pudessem ser consultados, ensinados e aprendidos por jovens e mestras tecelãs. O projeto terá uma nova etapa entre 10 e 16 de outubro, com a realização da 2ª Oficina de Kene da Aldeia Arco-Íris, na terra indígena Seringal Independência, no município de Jordão (AC).
Aprendizagem no território
Durante os sete dias de oficina, mestras tecelãs e jovens aprendizes participarão de atividades de preparação de fios, cantos rituais, aplicação do Bawe e tecelagem de painéis com grafismos. Os processos serão documentados para compor o acervo da biblioteca na aldeia e seu site colaborativo, com gestão do conhecimento pelas próprias mulheres.
A proposta dialoga com a expressão “a universidade é na aldeia”, do professor e pesquisador Yube Huni Kuin, também acadêmico da Licenciatura Indígena da Ufac. A experiência reconhece o território e as práticas da comunidade como espaços de produção e transmissão de conhecimento.

A 2ª Oficina de Kene é realizada por Txima Huni Kuin, Alexandra Deitos e pela Aldeia Arco-Íris, com apoio do curso de Licenciatura Indígena, da Fundação de Cultura Elias Mansour, do governo do Acre, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, do Ministério da Cultura e do governo federal.
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Ufac sedia encontro regional sobre residência e preceptoria no SUS — Universidade Federal do Acre
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8 de outubro de 2026A Ufac sediou o 2º Encontro Regional do Projeto de Desenvolvimento da Gestão de Programas de Residência e da Preceptoria no Sistema Único de Saúde (SUS). O evento ocorreu nesta quinta-feira, 8, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede, e reuniu profissionais e representantes de instituições de saúde para a apresentação dos resultados de sete projetos de intervenção desenvolvidos ao longo de dois anos de formação.
A iniciativa é promovida pelo Hospital Sírio-Libanês, em parceria com o Ministério da Saúde, no âmbito do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS, com participação da Ufac.
Para o reitor Josimar Ferreira, cerca de 80% das atividades dos residentes são realizadas nas unidades de saúde. Ele ressaltou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais que atuam na formação dos residentes. “Temos desenvolvido uma política para que os nossos preceptores possam participar dos nossos programas de pós-graduação, de forma a ter vagas garantidas para sua qualificação também.”
O encontro marcou a apresentação dos projetos de intervenção dos cursos de especialização em Gestão de Programas de Residência em Saúde e Educação na Saúde para Preceptores no SUS. Os trabalhos abordaram temas como formação e avaliação de preceptores, definição de perfis de competências, saúde mental dos residentes, reestruturação curricular e melhoria dos processos de trabalho nos serviços de saúde.
Segundo a coordenadora da Residência Multiprofissional Integrada em Saúde da Família e Comunidade da Ufac, Mariane Ribeiro, as iniciativas buscam qualificar tanto a formação dos residentes quanto as atividades desenvolvidas nos campos de prática. “Esses resultados que temos hoje proporcionam uma integração com o ensino, serviço e a comunidade, porque também têm um retorno para o usuário”, disse.
Para a representante do Hospital Sírio-Libanês e facilitadora de ensino e aprendizagem, Célia Márcia Birchler, a conclusão dos cursos representa uma etapa de um trabalho que deve continuar nas instituições de saúde. “Toda vez que fazemos um movimento de fortalecimento dos programas de residência, na realidade estamos falando de um processo de qualificação do SUS”, afirmou.
A presidente da Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), Sóron Angélica Steiner, disse que a formação estimula mudanças na organização do trabalho e no atendimento da população. “Essa força motriz que faz com que o serviço ande de acordo com a formação é o que faz com que o gestor seja provocado a melhorar o ambiente de trabalho, o fluxo de serviço.”
Também participaram da mesa de honra do encontro o presidente do Conselho Estadual de Saúde do Acre, Osvaldo de Souza Leal Júnior; e Pedro Henrique Macedo Leitão, representando o secretário municipal de Saúde de Rio Branco, Rennan Biths.
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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre
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2 de outubro de 2026A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.
“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.
Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.
A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.
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