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Operação resgata 160 crianças de seita na Guatemala – 24/12/2024 – Mundo
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Autoridades da Guatemala resgataram 160 crianças de uma propriedade pertencente à seita Lev Tahor, um grupo judeu ultraortodoxo acusado de violência sexual contra menores de idade, segundo informações do Ministério do Interior e do Ministério Público locais.
“A operação permitiu o resgate de 160 menores supostamente vítimas de abusos cometidos por um membro da seita Lev Tahor”, disse o ministro do Interior da Guatemala, Francisco Jiménez, após uma busca em imóvel localizado no município de Oratório, Santa Rosa, a cerca de 60 quilômetros do capital, onde a seita foi criada em 2016.
A operação foi realizada após o recebimento de diversas denúncias. Em uma queixa apresentada em 11 de novembro, um membro do Lev Tahor foi acusado de “crimes de tráfico de seres humanos sob a forma de gravidez forçada, abuso infantil e violação”, disse o procurador Dimas Jiménez numa conferência de imprensa.
A denúncia foi apresentada por quatro menores de idade que conseguiram fugir do local e descreveram as condições em que se encontravam, segundo a agência de notícias EFE.
A operação contou com a participação de funcionários da instituição Ouvidoria de Direitos Humanos (PGN), agentes da Polícia Nacional Civil (PNC), funcionários da Cruz Vermelha e bombeiros voluntários.
Durante a operação, as autoridades confirmaram que foram localizados “ossos em caixas”.
“Não poderemos fornecer mais informações até termos os resultados finais”, informaram, em relação à conclusão da investigação.
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A operação também contou com o apoio do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), segundo a agência de notícias AFP.
Esta não é a primeira vez que as autoridades tomam medidas contra a comunidade Lev Tahor. E a polêmica em torno deste grupo religioso sediado na Guatemala e no México vai muito além de suas roupas e normas ultraconservadoras.
Na Guatemala, em 8 de outubro, foi aberto um processo contra o grupo e, em agosto de 2024, houve a tentativa de realizar uma batida no local, mas sem sucesso.
No México, um juiz federal ordenou a prisão de vários líderes do grupo —cuja comunidade está localizada a cerca de 17 quilômetros ao norte da cidade de Tapachula— por suspeita de envolvimento em abuso infantil, após investigação da Procuradoria-Geral Adjunta Especializada em Investigação do Crime Organizado.
Judaísmo ortodoxo
A seita Lev Tahor, cujo nome em hebraico significa “coração puro”, foi fundada em Jerusalém na década de 1980 pelo rabino Shlomo Helbrans.
O grupo, que passou dos Estados Unidos e Canadá ao México e Guatemala, tem algumas centenas de membros —entre 250 e 500, segundo estimativas.
O grupo chegou à Guatemala em 2013 e, após diversas batidas policiais e do Ministério Público em suas instalações, mudou-se para a cidade de Oratório em 2016.
As autoridades acreditam que o grupo da Guatemala é formado por 50 famílias, principalmente da Guatemala, dos Estados Unidos e do Canadá.
O grupo pratica muitos dos costumes do hassidismo, uma corrente ortodoxa e mística do judaísmo, mas na sua aplicação são ainda mais rígidos.
Em relação às vestimentas, as mulheres devem estar cobertas com roupas pretas da cabeça aos pés, apenas com o rosto visível, enquanto os homens se vestem de preto, cobrem a cabeça com chapéus e nunca raspam a barba.
A alimentação é baseada em uma dieta que segue as leis da Kashrut, o conjunto de regras bíblicas que estabelecem quais alimentos são adequados (kosher) para os praticantes do judaísmo comerem.
Porém, nisso eles também seguem uma versão mais extrema. A maior parte de suas refeições são caseiras, com a utilização de ingredientes naturais e não processados.
Não comem galinhas, nem ovos de galinha, por acharem que estes foram manipulados geneticamente. Eles consomem, entretanto, gansos e seus ovos. Também não comem arroz, cebolinha ou vegetais com folhas, por temor de que tenham insetos.
No caso de outros vegetais e frutas, sempre retiram a casca antes de consumir, inclusive do tomate.
Quanto às bebidas, só bebem leite de vaca que eles próprios ordenham e fazem seu próprio vinho.
As crianças, por sua vez, não podem comer doces comprados em lojas. Seus doces, portanto, devem se limitar ao consumo de chocolate caseiro ou de frutas, nozes e sementes.
Sua relação com a tecnologia também é extremamente limitada, pois evitam o uso de aparelhos eletrônicos, incluindo televisão e computadores.
Apesar de ser um grupo religioso judaico, sua posição política é contrária ao sionismo, devido ao receio de que a fé judaica seja substituída pelo nacionalismo secular no Estado de Israel.
Após a operação, a comunidade judaica na Guatemala emitiu um comunicado no qual se desassociava da seita e dava o seu apoio às autoridades locais nas suas operações.
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Fundape tem nova sede inaugurada no campus da Ufac na capital — Universidade Federal do Acre
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26 de junho de 2026A reitora da Ufac, Guida Aquino, participou da solenidade de inauguração da nova sede da Fundação de Apoio e Desenvolvimento ao Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária no Acre (Fundape), da qual ela é presidente do Conselho Curador. O evento ocorreu nesta sexta-feira, 26, no campus-sede, local em que se localiza o espaço administrativo e operacional da fundação.
Guida destacou a importância da Fundape para a Ufac e para outras instituições da Região Norte. Para ela, a fundação passou por um processo de fortalecimento nos últimos anos. “A Fundape hoje nos faz realizar, na verdade, todas as parcerias de formação de docentes, de ensino, de pesquisa, de extensão, de inovação”, afirmou.
Segundo a reitora, a fundação ampliou sua atuação para além do Acre, atendendo também instituições de Rondônia, Amapá e Roraima. “Olha a grandeza disso. E nós, enquanto Universidade Federal do Acre, temos que nos orgulhar”, pontuou.
O diretor-presidente da Fundape, Ismar Bernardo de Araújo, disse que a inauguração da sede própria representa uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe e visão de futuro. “Hoje não celebramos apenas a abertura de um novo espaço físico; celebramos uma conquista construída com dedicação, trabalho em equipe, visão de futuro e confiança.”

Ismar lembrou que a Fundape foi instituída em 22 de junho de 1998 e completa 28 anos em 2026. Atualmente, a fundação conta com 38 colaboradores, representa quatro universidades federais, três institutos federais e um hospital universitário, estando presente em quatro Estados da região Norte.
Membro fundador da Fundape e pró-reitor de Planejamento da Ufac, Alexandre Hid, relembrou a criação da fundação e os desafios enfrentados ao longo da trajetória institucional. “Hoje a fundação está aí forte e firme para maiores e melhores desafios.”

Também participaram da solenidade a reitora da Unir, Marília Pimentel; o procurador-geral adjunto para Assuntos Administrativos e Institucionais do MP-AC, Carlos Roberto da Silva Maia, representando o procurador-geral Oswaldo Lima Neto; o diretor técnico da Fundape, Camilo Gouveia; o diretor administrativo-financeiro da Fundape, Dionel de Araújo; Gemil Júnior, suplente do senador Alan Rick (Republicanos-AC); a pró-reitora de Inovação, Pesquisa e Pós-Graduação do Ifac, Alana Chocorosqui, representando o reitor Fábio Storch; o ex-reitor da Ufac, Minoru Kinpara; além de dirigentes, coordenadores de projetos, colaboradores e representantes de instituições parceiras.
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Seminário na Ufac tematiza planejamento e governança pública — Universidade Federal do Acre
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23 de junho de 2026O programa de pós-graduação em Planejamento e Governança Pública, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), no âmbito do mestrado interinstitucional para técnico-administrativos da Ufac e do Instituto Federal do Acre (Ifac), realiza o 12º Seminário de Boas Práticas em Planejamento e Governança Pública, de 14 a 16 de julho, no anfiteatro Garibaldi Brasil, campus-sede da Ufac. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 16 de julho, por meio online.
O evento será transmitido pelo YouTube e terá como tema “Governança, Políticas Públicas e Desenvolvimento Regional na Amazônia: Desafios Estruturais para o Acre”, propondo um debate sobre questões territoriais, sociais, ambientais, urbanas, institucionais e econômicas que atravessam a realidade amazônica e acreana.
A programação científica será organizada em quatro eixos temáticos: governança urbana, mobilidade e direito à cidade na Amazônia; infraestrutura, saneamento e resiliência em contextos de enchentes e queimadas; governança ambiental, desenvolvimento sustentável e capacidade estatal na Amazônia; e educação e empreendedorismo na Amazônia.
O seminário tem como público-alvo a comunidade universitária e gestores públicos, contando com a participação de autoridades locais, pesquisadores da UTFPR, docentes da Ufac e do Ifac, bem como especialistas convidados de diferentes áreas.
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Estudo indica limitações de conhecimento sobre leishmaniose — Universidade Federal do Acre
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17 de junho de 2026A Ufac é parceira em pesquisa desenvolvida no município de Sena Madureira (AC), a qual identificou limitações no conhecimento sobre a leishmaniose cutânea entre pacientes e profissionais da saúde, além de barreiras geográficas e estruturais que dificultam o acesso ao diagnóstico e ao tratamento precoce em áreas rurais endêmicas.
Os resultados do estudo foram publicados, em maio, na revista eletrônica “Acervo Saúde”, vol. 26(5), com o título “Leishmaniose Cutânea na Amazônia Ocidental: Lacunas no Conhecimento e Barreiras de Acesso Assistencial em Áreas Endêmicas”. O artigo tem coautoria de pesquisadores da Ufac.
A pesquisa foi realizada com 50 pacientes com suspeita clínica de leishmaniose cutânea e 51 agentes de saúde, sendo 63% agentes comunitários de saúde e 37% agentes de combate às endemias.
“Em nosso trabalho, identificamos que tanto os profissionais da saúde quanto os pacientes possuem informações limitadas sobre a doença. Conhecer as limitações para acesso ao diagnóstico e tratamento precoce é uma das principais estratégias para a implementação de programas de controle e de educação em saúde que contemplem o perfil epidemiológico e social das populações de áreas endêmicas”, disse o autor do estudo, Leandro Siqueira de Souza, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
A região Norte é responsável por mais da metade dos casos da doença no Brasil; o Acre conta com mais de 11 mil casos notificados na última década. Em 2025, os municípios acreanos de Xapuri, Marechal Thaumaturgo, Assis Brasil, Sena Madureira e Brasileia foram classificados pelo Ministério da Saúde como áreas de risco intenso para transmissão da doença.
“A região amazônica é uma área endêmica para a leishmaniose cutânea, uma doença negligenciada que afeta principalmente populações de comunidades tradicionais”, contou o pesquisador Reginaldo Peçanha Brazil, do IOC. “Conhecer as limitações no conhecimento tanto dos pacientes como de profissionais da saúde de áreas endêmicas é fundamental para o sistema de saúde do Estado do Acre e para o controle mais efetivo da doença.”
A investigação integra um projeto de pesquisa coordenado por Brazil. Além da Ufac, são parceiros na pesquisa a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade de Brasília, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e a Secretaria de Estado de Saúde do Acre.
Pela Ufac, são coautores do artigo os pesquisadores Andréia Luísa Peixinho da Silva Guimarães, Francisca Alana Costa de Souza, Marcos Bruno Zacarias Campelo, Breno Kalyl Freitas Nascimento, Andreia Fernandes Brilhante e Francisco Glauco de Araújo Santos. Os estudos contam com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e apoio de instituições parceiras.
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