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Origem do beijo teria relação com ritual de primatas – 01/11/2024 – Ciência

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Beijar é algo tão comum quanto ficar em pé, mas você já se perguntou por que os seres humanos se beijam e qual é a origem desse gesto? Embora as novelas tenham popularizado o beijo como uma demonstração de amor, um novo estudo publicado, no último dia 17, na revista científica Evolutionary Anthropology sugere que esse comportamento pode ter uma origem menos romântica e mais pragmática: a limpeza de parasitas.

O estudo do pesquisador Adriano Lameira, da Universidade de Warwick, entende que o beijo de hoje é um vestígio evolutivo das sessões de higiene dos nossos ancestrais primatas, e pode estar intimamente relacionado aos pelos do corpo.

Um hábito comum entre os chamados grandes primatas, que incluem chimpanzés e gorilas, é chamado de catação, quando um animal usa as mãos para mexer nos pelos do outro e tirar parasitas. O comportamento ajuda a manter a higiene e também a criar vínculos.

Segundo Lameira, após a catação, esses animais geralmente realizam um gesto final: pressionam os lábios e fazem uma leve sucção para remover detritos ou parasitas do pelo do parceiro. “O beijo não é um sinal de afeto derivado do ser humano, mas uma forma de higiene primata que manteve sua forma, contexto e função ancestrais”, escreve o pesquisador.

Os seres humanos têm mais de 99% de seu DNA compartilhado com os chimpanzés e são parte da família taxonômica dos grandes primatas, também chamados de hominídeos.

Conforme os humanos perderam seus pelos ao longo de milhares de anos, essas sessões de limpeza se tornaram menos necessárias, mas esse último gesto –o beijo final– teria persistido como um sinal social, evoluindo gradualmente para o beijo que conhecemos hoje, diz Lameira.

Outras hipóteses apostam em diferentes origens para o beijo. Alguns o relacionam à amamentação, outros à prática de alimentar bebês com alimentos pré-mastigados e alguns até sugerem que o beijo veio de uma forma primitiva de “cheirar” para avaliar a compatibilidade genética. Entretanto, de acordo com Lameira, nenhuma destas propostas explicam o contexto e a função do beijo atualmente.

Beijo: mais uma construção cultural?

Embora a hipótese de Lameira seja intrigante, ela ainda não é tomada como uma teoria, ou seja, não é definitiva. Por exemplo, o beijo não é uma prática universal em todas as culturas.

Um estudo de 2015 publicado na revista American Anthropologist mostrou que apenas 46% das 168 culturas analisadas incluem o beijo romântico em seus costumes. Em algumas comunidades indígenas de caçadores-coletores, o beijo tem função oposta e é considerado desagradável. Isso sugere que o gesto pode ser mais uma construção cultural do que um instinto inato em nossa espécie.

Além disso, outros primatas que são antropoides (possuem características humanas), mas não são hominídeos, têm rituais de ligação social que diferem do beijo. Por exemplo, os macacos-prego demonstram afeto colocando os dedos nas narinas e nos olhos de seus companheiros, um comportamento que, embora seja estranho para nós, tem uma função semelhante em sua sociedade.

Para os humanos, as normas socioculturais também estabeleceram diferentes tipos de beijo. Os antigos romanos, por exemplo, faziam distinção entre três tipos: o “osculum” (beijo no rosto para demonstrar afeto social), o “basium” (beijo nos lábios para relações não sexuais íntimas) e o “savium” (beijo erótico).

Estudos futuros

A hipótese de Lameira abre um caminho promissor para futuras pesquisas sobre a evolução do beijo e de outros comportamentos humanos. Ciente de que ainda há muito a ser explorado, o pesquisador sugere que a comparação dos hábitos de higiene entre diferentes espécies de macacos, especialmente aqueles com diferentes densidades de pelos, poderia revelar pistas importantes sobre a origem e a evolução desse gesto.

“Para entender a evolução futura do beijo humano e de outros comportamentos exclusivos de nossa espécie, será importante levar em conta e pesar a influência do contexto socioecológico, cognitivo e comunicativo mais amplo dos ancestrais humanos”, conclui Lameira.



Leia Mais: Folha

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Ufac faz cerimônia de entrega de diplomas médicos do Revalida — Universidade Federal do Acre

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A Ufac realizou a cerimônia de entrega da revalidação de diplomas médicos expedidos por instituições de ensino superior estrangeiras, referentes à edição 2025.2 do Revalida. O Núcleo de Registro e Controle Acadêmico (Nurca) relaciona 67 certificados disponíveis para retirada. O ato ocorreu nesta sexta-feira, 2, no Nurca, campus-sede, e contou com a participação do reitor Josimar Ferreira.

“É inédito para nossa universidade fazer um ato que representa a entrega dos diplomas”, disse Josimar. Ele ressaltou a rapidez com que o processo foi concluído pela equipe do Nurca e pediu aos médicos que retribuam à sociedade com ética e acolhimento no atendimento, além de afirmar que a entrega demonstra o papel da universidade no reconhecimento daqueles que se formaram fora do Brasil.

Segundo o diretor do Nurca, Lucas de Araújo Moura, a Ufac realiza revalidações há alguns anos, mas as entregas dos certificados aconteciam de forma avulsa. Ele explicou que a proposta do ato simbólico foi atender os profissionais e valorizar o momento vivido por eles e por suas famílias. Os documentos são entregues juntamente com os originais apresentados pelos interessados, que devem assinar o termo de recebimento do certificado de revalidação.

A médica Nathalia Bragança de Oliveira, que recebeu o diploma revalidado 30 dias após dar entrada no processo na Ufac, disse ter escolhido a universidade pela organização e pelo prazo de entrega. “Foi muito rápido, um processo muito organizado também, desde o momento do início até agora.” Ela relatou que foi recebida com atenção pela equipe, que explicou todas as etapas do procedimento, disse esperar ingressar no mercado de trabalho e atender os pacientes com cuidado.



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Consu aprova comissão para destinar cotas a pessoas transgênero — Universidade Federal do Acre

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O Conselho Universitário (Consu) da Ufac aprovou a criação de uma comissão para elaborar a proposta de cotas de acesso à graduação para pessoas transgênero, que é uma pauta da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Equidade (Proafe), recentemente criada com o objetivo de expandir políticas de inclusão na universidade. A aprovação ocorreu nessa quarta-feira, 30, na 5ª Reunião Ordinária do Consu, realizada no auditório do Centro de Filosofia e Ciências Humanas, campus-sede.

A Ufac já possui regulamentação que garante o acesso por cotas à comunidade transgênero na pós-graduação desde 2023. A proposta aprovada pelo Consu busca ampliar esse direito para a graduação, assegurando não apenas a entrada, mas também o acompanhamento para permanência de estudantes até a conclusão dos cursos.

A comissão terá prazo de 90 dias para realizar os estudos e apresentar a minuta final do projeto. O grupo terá formação intersetorial, reunindo representantes das três categorias acadêmicas: docentes, técnico-administrativos e discentes, além de representantes de entidades e movimentos sociais da sociedade civil voltados aos direitos da população transgênero no Acre.

“Reafirmamos nosso compromisso ao instituir a comissão que vai deliberar sobre as cotas trans”, disser o reitor Josimar Ferreira. “Trata-se de uma ação demandada pela sociedade para incluir populações historicamente invisibilizadas, garantindo que as ações afirmativas façam parte da história do nosso conselho.”

Segundo a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade, Letícia Mamed, a política visa transformar a realidade de um dos grupos mais marginalizados socialmente. “Precisamos atentar para a garantia de acesso, permanência e dignidade para que essa comunidade possa construir seus projetos de vida com mais oportunidades”, comentou. “No Brasil, cerca de 30 universidades já adotam políticas semelhantes, e a Ufac dá um passo essencial para consolidar essa transformação.”

Integrante do Consu, a professora Raquel Ishii ressaltou que a comissão foi criada para ir além da gestão superior da universidade. “Considero essa aprovação uma grande vitória para a sociedade civil e para a universidade. A comissão amplia o debate da pós-graduação para a graduação. Trata-se de um grupo bem amplo, constituído não só pela gestão, mas com convites abertos ao Diretório Central dos Estudantes e a movimentos sociais externos à universidade.”

(Fhagner Soares, estagiário Ascom/Ufac)



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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

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SAE-CZS — Universidade Federal do Acre

A Diretoria Geral do Campus Floresta (DG-Camp), por meio do Setor de Assistência Estudantil (SAE-CZS), comunica a suspensão do Restaurante Universitário nesta segunda-feira, 28, para o Campus Floresta, em decorrência do ponto facultativo decretado pela Reitoria por meio da Portaria n.º 3.914, de 24/09/2026, em virtude da celebração do Aniversário do município de Cruzeiro do Sul (AC).
Contamos com a compreensão de toda a comunidade acadêmica.

 



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